sábado, junho 01, 2013

O fim do jornalista-aviador que nunca voara


Fotografia publicada em O Século, de 2 de Abril de 1925
(Arquivo de microfilme da Biblioteca Nacional

       Se o jornalista Mário Graça fosse dado a pressentimentos macabros, talvez tivesse desconfiado que as cartas lhe reservavam um destino aziago naquela que se previa ser a terceira grande aventura da aviação portuguesa. Depois da conquista do Atlântico Sul em 1922 por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, seguira-se a extraordinária viagem Lisboa-Macau em 1924 de Sarmento de Beires e Brito Pais, a bordo do Pátria, com a colaboração do alferes-mecânico Manuel Gouveia. Agora, neste fim de Inverno de 1925, o capitão Pinheiro Correia, o tenente Sérgio da Silva e o mesmo Gouveia juntavam esforços para vencer África. Estava na calha o raide Lisboa-Guiné e O Século, dirigido então por Trindade Coelho e com redacção chefiada por Rocha Júnior, dedicava à história a sua manchete e o seu melhor repórter da área, Mário Graça.
       Filho de um inspector das escolas móveis falecido dois anos antes na ilha da Madeira, Mário Graça tinha apenas 26 anos, mas já era um veterano. Colaborara com A Ordem, O Dia, A Imprensa de Lisboa, entre outros periódicos efémeros, e entrara para os quadros de O Século em 1918, com 19 anos. Acompanhava com particular paixão a aventura da aviação portuguesa, embora nunca tivesse voado. Fugira a sete pés da navegação depois de saber que o irmão falecera no naufrágio do veleiro Pêro de Alenquer. Virando as costas à aventura trágico-marítima, a opção natural que se lhe deparou foi a aventura aérea.
       Solteiro, Mário Graça tinha aspirações literárias. Publicara poemas no Notícias de Gouveia e na edição nocturna de O Século. Tinha uma novela pronta a publicar e juntara-se, com outros colegas, num Grupo de Amigos de Fialho, uma associação destinada a recolher fundos para mandar construir um monumento de homenagem ao escritor Fialho de Almeida.

MAUS AUGÚRIOS, 25 DE FEVEREIRO E 7 DE MARÇO DE 1925
       No terreno, o Breguet 15 e a sua brava tripulação passavam por sucessivas dificuldades. Inicialmente prevista para 25 de Fevereiro, a viagem fora interrompida pelo mau tempo que se fazia sentir na região de Lisboa. Entre 6 e 7 de Março, a tripulação voltou a preparar o motor Renault do Noiva, que ganhara a alcunha por ter sido «pintado com uma tinta prateada, que recorda a toilette argente de uma virgem», garantia O Século, embora o avião se chamasse oficialmente Santa Filomena. Ao contrário dos raides anteriores, o hidro-avião juntava a cruz de Ourique à cruz de Cristo e a insígnia latina In Hoc Signo Vincis (Por este sinal conquistarás) à fuselagem.
       No dia 6, Pinheiro Correia telefonara para Mário Graça e avisara-o da partida iminente pelas 6h30 do dia 7. Agendou-se inclusivamente uma recepção na Presidência da República, durante a qual Teixeira Gomes entregou uma carta simbólica aos aviadores, destinada ao governador da Guiné, Velez Caroço.
       A tiritar de excitação e de frio, Mário Graça esteve enregelado a partir das duas horas da manhã à porta do Campo Aeronáutico da Amadora para não perder pitada dos preparativos da viagem. A essa hora, os aviadores dormiam ainda o sono dos justos, mas era grande a vontade de se antecipar à concorrência e contar a aventura antes dos colegas.
       Depois de a madrugada romper, à medida que a tripulação preparava o hidro-avião, sucederam-se os actos comemorativos. À boa maneira portuguesa, representantes da Marinha, do Ministério da Guerra, do Governo Civil de Lisboa e do Presidente da República acotovelavam-se para saudar os aviadores. A tripulação tomou o lugar, preparou-se para a largada ao som de A Portuguesa, mas... o motor não arrancou. Mau prenúncio outra vez. O alferes Gouveia deu sugestões ao piloto e o engenho, por fim, deu sinal de vida. Levantou voo, seguido de outras aeronaves que acompanharam o início da viagem. Em gesto de camaradagem, Sarmento de Beires seguiu-os até Alcácer do Sal, mas o tempo piorava a olhos vistos.
Três dos intérpretes desta história, reunidos por coincidência na mesma fotografia,
três anos antes do acidente de Barcarena: Sarmento de Beires, Piçarra e Gouveia.
Ilustração Portuguesa, 1922, n.º 862
(recuperado a partir do arquivo da Hemeroteca Digital)
    A aeronave avançava às apalpadelas face ao nevoeiro, o pior inimigo da aviação nesta era, o mesmo obstáculo que fizera tombar Sacadura Cabral no mar do Norte cinco meses antes. A chuva, fria e miúda, entrava pela carlinga, e gelava os aviadores. A viagem prosseguiu por mais cem quilómetros em terrível sacrifício e, por pouco, o Noiva/Santa Filomena não esbarrou na serra do Caldeirão, um gigante escondido pelo véu nublado. Sem perspectiva de melhoria meteorológica, e com todo o Mediterrâneo pela frente, Pinheiro Correia tomou a decisão correcta de aterrar perto da praia da Quarteira. O vento, porém, não dava quartel e o avião quase caiu a pique. Acabou por deter-se num campo lavrado, partindo uma asa, mas por sorte quase não provocou lesões nos tripulantes.


Fotografia extraída de http://coronelpinheirocorrea.tosterego.com/Aviador.html

       Faminta e gelada, a tripulação viu ao longe um cavaleiro que se aproximava. Era Domingos Abraços, o correspondente de O Século na Quarteira, que lhes garantiu comida e abrigo. Depois, levou-os à estação, onde os esperava uma viagem de comboio de doze longas horas até à Lisboa. À chegada, não havia vestígios da pompa que os vira partir. «Nem representantes do governo, nem camaradas, nem amigos», escreveu Mário Graça, ele sim, presente, como sempre. Logo ali, Pinheiro, Silva e Gouveia decidiram que voltariam a tentar, mal o temporal amainasse e a aeronave estivesse reparada. Mário Graça testemunhou o acordo e escreveu mais um exclusivo para O Século.

BARCARENA, 27 DE MARÇO DE 1925
       Na manhã do dia 26, os aviadores, agora na companhia do mecânico Manuel António, fizeram nova tentativa de partida, desta vez sem pré-aviso, nem pompa. Uma vez mais, porém, o tempo não ajudou. Sopravam sobre a Amadora rajadas violentas de vento. Pinheiro Correia lembrou-se do adágio que, então como agora, marcava a aviação: cada descolagem é opcional, mas a aterragem é obrigatória. Decidiu adiar a partida por mais algumas horas, para a madrugada do dia 27. O relato de O Século, o último que Mário Graça escreveria, mantinha a confiança nas capacidades dos aviadores para empreenderem a difícil jornada.
       Por fim, a meteorologia ajudou o projecto. O dia 27 amanheceu sem uma nuvem no horizonte, com o Sol brilhante e vento contido. O tenente José Carlos Pissarra ofereceu-se para subir aos céus no seu Breguet 13 e verificar as condições de voo para os colegas, mas, por duas vezes, o motor da sua aeronave não deu sinais de vida, em jeito de mau prenúncio. Enquanto os mecânicos se debruçavam sobre esta aeronave, o capitão Pais Ramos descolou noutro Breguet e fez as verificações necessárias, aterrando de seguida. Inconsolável, Pissarra garantia que conseguia colocar o seu hidro-avião a funcionar. Convidou o capitão Castilho a acompanhá-lo, mas este, premonitoriamente, declinou. A aeronave não lhe inspirava confiança e o facto de estar cunhada com o número 13 e de se tratar de uma sexta-feira atraía o seu lado supersticioso. Pissarra segurou o crucifixo de ouro que a esposa lhe oferecera e garantiu que era protecção suficiente para a viagem. Convidou o tenente Luís Caldas a subir. O outro lugar vago na aeronave destinava-se a um repórter.
      Em princípio, a vaga seria para Sebastião Cardoso, do Diário de Notícias. Ele e Félix Correia, do Diário de Lisboa, tinham feito a apologia do investimento na Força Aérea e gozavam de contactos importantes entre os aviadores. Mal o piloto designou Sebastião, porém, os restantes repórteres no aeródromo barafustaram veementemente. A cacha jornalística caberia a um rival. «Entre eles, um se distinguiu pelo empenho com que procurava levar-me a ceder-lhe o lugar: Mário Graça», contou Sebastião Cardoso numa crónica publicada no dia 29 de Dezembro de 1964, no centenário do Diário de Notícias. Graça era persistente e pressionara igualmente o pessoal da Força Aérea. Carlos da Cunha Almeida, segundo comandante do campo da Amadora, confidenciou a Sebastião Cardoso que havia uma segunda vaga a bordo de um Vickers, onde, ao contrário do Breguet, não tinha de voar deitado no chão do engenho. O repórter do DN anuiu e trocou de lugar.

A evocação de Sebastião Cardoso no Diário de Notícias de 29/12/1964
(a partir de arquivo da Biblioteca Nacional)
     Feliz, Mário Graça correu para ocupar a vaga no seu baptismo de voo. Vestindo à pressa o passa-montanhas, Sebastião Cardoso entrou para o Vickers. O Breguet 13 voltou a demorar a pegar, mas, por fim, descolou. O Vickers, esse, não saía do solo, levando Sebastião Cardoso a lamentar precocemente o seu azar na dança dos lugares.
     O Breguet seguiu o Santa Filomena até à serra da Arrábida na companhia de outra aeronave. Depois, durante longos minutos, ficou apenas o silêncio. No Campo Aeronáutico da Amadora, começava a pressentir-se uma desgraça, sobretudo depois de a primeira aeronave regressar, sem notícias de Pissarra. Sebastião Cardoso viu ao longe as luzes de uma ambulância e pressentiu uma tragédia. Por fim, chegou um telefonema de Barcarena que ninguém queria atender.
       O motor do Breguet 13 voltara a falhar no ar. Pissarra tentou equilibrá-lo, mas não evitou uma dança aérea macabra, à medida que o hidro-avião se despenhava e o piloto tentava estabilizá-la. Amadeu Pereira da Conceição, em testemunho publicado na revista ABC de 22 de Dezembro de 1928, acrescentaria mais uma nota de reportagem: «Parece também que Pissarra se voltou para trás e gritou qualquer coisa para o tenente Caldas, talvez um aviso, embora isto seja simplesmente uma impressão deste último e não uma certeza.»
      Exactamente às 10h15 (pelo cronómetro do piloto, imobilizado nessa posição), o hidro-avião caiu nos arredores de Barcarena, nos terrenos do agricultor José Sinel de Cordes, sob o olhar angustiado de Etelvina Rosa, que ali fora buscar água, e do trabalhador rural José Paulino. O embate foi de tal modo violento que os dois tenentes partiram as correias que os ligavam à máquina e foram cuspidos para fora da carlinga. Sob os destroços, com dezenas de ferros cravados no corpo e fracturas no crânio, pernas e nariz, ficou o corpo do infeliz jornalista. O motor fez um buraco de mais de metro no solo, segundo contava a edição do dia 28 de Março de O Século, sob a manchete: «A GRANDE DESGRAÇA DE ONTEM.»

O Século, 28 de Março de 1925
(Arquivo de microfilme da Biblioteca Nacional)

       Pissarra morreu de imediato. Com múltiplas fracturas, Caldas e Graça foram socorridos e levados para o Hospital de São José. Aos 27 anos, depois de dez anos de serviço nas Forças Armadas, Pissarra era um dos mais hábeis aviadores portugueses. Ao despenhar-se em Barcarena, deixava viúva e dois filhos.
O tenente Pissarra

       Igualmente maltratado, Luís Caldas estava a um dia de completar o seu trigésimo aniversário. Cumpria o sétimo ano de serviço. Fora um futebolista distinto no Sport Lisboa e Benfica, tendo chegado a jogar uma temporada na primeira categoria, sob comando do lendário Cosme Damião.
       Os dois feridos pioraram nos dias seguintes. António Gil, o chefe dos electricistas de O Século, ainda foi escolhido para uma transfusão sanguínea, noticiada como um rejuvenescimento do malogrado jornalista, mas, na madrugada do dia 1 de Abril, quatro dias depois do acidente, Mário Graça morreu nas urgências do hospital lisboeta. O tenente Luís Caldas viria igualmente a sucumbir às feridas provocadas pelo desastre.
     «A morte aprazara encontro comigo mas Mário Graça substituíra-me», notou Sebastião Cardoso. «Pirraça trágica a desse infortunado rapaz, todo ele tão cheio de ilusões que mal cabiam no seu vulto esguio. Ainda hoje [em 1964] me emociona a visão do seu mutilado corpo mirrado por dolorosa agonia.»
       Nas cerimónias fúnebres de Mário Graça, Julião Quintinha, em representação do Sindicato dos Profissionais de Imprensa, lembrou o paradoxo, essa «trágica beleza» da morte do jornalista. «Se por acaso esse desditoso moço tivesse aterrado sem novidade, nunca o seu nome seria conhecido, nem a maioria daqueles que hoje pranteiam a sua morte saberia que existia um jornalista tão brioso. Mário Graça foi feliz, morrendo cedo, com o coração pleno de ilusões. Foi feliz por partilhar da glória da nossa aviação. Foi feliz porque, se morresse mais tarde, viria a conhecer a ingratidão, a falta de conforto e a própria fome que esperam todos os jornalistas que se mantêm firmes nas suas convicções.»
       Na verdade, é dúbio o alcance das palavras de Quintinha. Se é verdade que, 31 anos depois, a 4 de Abril de 1956, o Aero Clube de Portugal (então presidido por Pinheiro Correia, segundo notícia do Diário Popular) ainda homenageou os aviadores tombados em Barcarena, chamando a Mário Graça «o jornalista-amigo número 1 da aviação», o seu nome caiu gradualmente no esquecimento. O  volume Pelos Séculos d’O Século não faz qualquer menção a Mário Graça e aos aviadores falecidos em 1925 e o arquivo fotográfico do jornal, agregado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, tem apenas quatro fotografias sobre o malogrado jornalista, representando a missa em sua honra e uma romagem ao seu túmulo. Mesmo As Viagens Aeronáuticas dos Portuguesas, edição comemorativa da epopeia dos ares publicada em 1997, dedica ao episódio três escassas linhas, a propósito da proeza, essa sim longamente descrita, do raide bem sucedido à Guiné. É curta a memória dos homens.

LISBOA-GUINÉ
       Pinheiro Correia, Sérgio da Silva e Manuel António não foram informados do triste destino do Breguet 13. Aproveitando a janela temporal, prosseguiram, destemidos, a viagem em direcção à Guiné e tiveram oportunidade de abreviar as oito escalas previstas para a aventura, concluindo o trajecto de 4.060 quilómetros em apenas seis voos (33 horas e 53 minutos). De Lisboa, seguiram para Casablanca. Daí para Agadir, depois Cabo Juvy. De Vila Cisneros, estava previsto chegarem a Port-Etienne, mas avançaram até São Luís. Daí, poderiam ter feito escala em Dakar, mas rumaram directamente a Bolama, na Guiné. Chegaram às 15h25 do dia 2 de Abril, pela hora da Guiné. 

Sérgio da Silva, Pinheiro Correia e Manuel António.
Fotografia extraída de http://coronelpinheirocorrea.tosterego.com/Aviador.html
       Completaram a jornada contra tudo e contra todos, diria mais tarde Pinheiro Correia, lamentando a falta de apoios. Até a própria gasolina fora oferecida por uma empresa estrangeira, a Vacuum. 

Anúncio publicado em O Século, Abril de 1925
(Arquivo de microfilme da Biblioteca Nacional)
        Da metrópole, em momento de grande austeridade, não chegou apoio. Fosse como fosse, os três homens cumpriram a terceira grande aventura aérea portuguesa na década de 1920. Esta, porém, ficou também tragicamente ligada à história do jornalismo português.
       Sarmento de Beires, pioneiro da aviação, entraria em rota de colisão com o regime nascido do golpe de 28 de Maio de 1926. Foi detido no final de 1933 e julgado em 3 de Junho do ano seguinte em Tribunal Militar Especial, acusado de participação activa na intentona de 26 de Agosto de 1931. O herói da aviação foi condenado a sete anos de desterro e exilou-se no Brasil. Viria a regressar a Portugal décadas mais tarde e foi reintegrado na Força Aérea com o posto de coronel. Morreu menos de dois meses depois da revolução de Abril de 1974.

7 comentários:

Anónimo disse...

Belo texto. Não conhecia a história do Mário Graça, infeliz estreante nas artes da aeronáutica. Algum dia terá de acompanhar o que se escreveu sobre a campanha de Gago Coutinho e Sacadura Cabral no Atlântico Sul. Julgo que devem existir testemunhos jornalísticos igualmente notávies.

João Carlos Santos disse...

Boa tarde,

O meu nome é João Santos, ou historiador local, dedico-me a estudar e a investigar a História da Cidade de Quarteira. Dessa forma, fiquei muito surpreendido quando mencionado o Sr. Domingos Abraços, repórter do Jornal O Século em Quarteira. Esse senhor foi o 2º Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, e será que poderia partilhar comigo o excerto ou notícia onde vem mencionado o seu "salvamento" aos pilotos do avião que despenhou-se em Quarteira nesse ano?

Com os melhores cumprimentos,
jcs

Gonçalo Pereira disse...

Boa tarde. Agradeço o seu interesse. Pode deixar-me o seu endereço electrónico para eu lhe responder? Obrigado.

Gonçalo Pereira disse...

De todo o modo, informo que a passagem em causa faz parte do relato de O Século, de 9 de Março de 1925, página 1. Terei todo o gosto em enviar-lhe o PDF se precisar dele. O relato inclui mais alguns pormenores sobre o providencial correspondente do jornal em Quarteira, que se apressou a servir aos aviadores «um caldinho a ferver» para retemperar os ânimos.
Obrigado pelo seu contacto. Cumprimentos.

João Carlos Santos disse...

Peço desculpa a demora em dar resposta. Agradecia imenso que me pudesse enviar o PDF. O meu contacto de email é o seguinte: jcsantos87@gmail.com
De facto, tem sido um luta conseguir ligar diversos aspectos da História de Quarteira, onde por acaso surge Domingos Abraços com uma vitalidade e dinâmica incrível. Uma vez mais o meu obrigado e Bom Ano Novo.

Cumprimentos.

João Carlos Santos disse...

Boa noite,

Caro Gonçalo pereira, poderia enviar o pdf em questão?
Espero que não se tenha esquecido de mim :D

Abraço,
João Santos

Gonçalo Pereira disse...

Prezado João Carlos Santos,
Enviei agora mesmo para o seu email. Espero que lhe seja útil.

Cordialmente.