quarta-feira, outubro 11, 2006

De Coleccionador


A revista “Volta ao Mundo” deste mês é absolutamente notável. Mesmo para mim, leitor desde a primeira hora e potencialmente menos impressionável, trata-se de uma edição de estalo. É para ler, reler e guardar na estante, como item precioso de coleccionador.
Já se sabia que a fotografia estava infinitamente melhor de há dois anos para cá. Agora, porém, é a reportagem escrita que se destaca. A abordagem de Paraty, por exemplo, é exemplar. A melhor de sempre.

33 comentários:

José Freitas disse...

Absolutamente de acordo! A Volta ao Mundo está infinitamente melhor, uma maravilha de revista! Fotografias soberbas, textos sublimes, é um encanto. O meu tio pediu-me para guardar uma, procurei nas bancas e já não encontrei. Esgotadissimo!

jorge l.carvalho disse...

Também acho! A Volta ao Mundo é a melhor revista do país, mete num chinelo a BlueTravel, a Rotas e Destinos, a Evasões e a National Geographic. Os textos são inacreditavelmente bons e as fotografias estonteantes, maravilhosas, magnificas.

Gonçalo Pereira disse...

Eerrr... Alto lá! A National Geographic não.
Simpático, mas não suicida - Sempre foi o meu lema.

(esqueceu-se da Rotas do Mundo, Jorge!!!)

Anónimo disse...

Mas está tudo doido? A Volta ao Mundo está uma porcaria desde a saída do José Goulão do projecto. Aí, sim, era uma revista de estalo.

Anónimo disse...

Kss, ksss!!! Parecem o Bobby e o Tareco!! Tá bem de ver que a melhorzinha de todas é a Rotas do Mundo, ou melhor Rutas del Mundo, com soberbas fotografias tiradas com telemóvel!!!

Aníbal Modesto disse...

Concordo com o srs. Freitas e L. Carvalho. A Volta ao Mundo é mesmo uma revista muito boa e como a tenho acompanhado desde inicio, confirmo que é melhor até que a National - quem quer saber de células estaminais?? - já agora porque não fazem um trabalho sobre o drama urbano dos pardais de telhado???
Na Volta ao Mundo o que mais gosto é das fotos. Tudo parado, sem acção, como se estivessemos a dormir nas paisagens. Aliás, estas imagens mostram-nos que, afinal, o Mundo é mesmo todo igual. Parabéns a todos os que fazem a Volta ao Mundo...

Gonçalo Pereira disse...

Quer-me parecer que não foi totalmente honesto na sua apreciação, senhor Modesto.

Carlos Bordelo disse...

Ó Aníbal: não querias dizer "a todos os que desfazem a Volta ao Mundo"?

Anónimo disse...

kss,kss!! O que eu gosto mesmo na Volta ao Mundo é os grandes planos do porta-chaves e das bicicletas!!!! Não é para todos ir visitar a Tailândia e mostrar em pormenor os matizes da areia da prais (grão a grão entenda-se!), é uma coisa à Manuel de Oliveira!!!

Rui Figueira disse...

É claro que a Volta ao Mundo está diferente desde a fundação, há alguns anos (mais de 10, não sei quantos, ao certo). E isso foi-se vendo nos vários directores que teve. Já nem me lembrava do José Goulão (foi o primeiro, não foi). Quando foi no tempo do Sérgio Coimbra deu um salto qualitativo e de aproximação ao leitor comum (e não apenas ao viajante), e na altura do André Pipa bateu no fundo - um nunca mais acabar de palermices, boçalidades e ordinarices. Com o director anterior (actual director da NS, não me recordo o nome) passou a ser uma revista de nomes sonantes e destinos estranhissimos, o que não é bom. Com a direcção actual, está a caminhar para uma revista de estilo. E isso vê-se de número para número. Nem sempre têm opções felizes, mas acima de tudo têm muita pinta. E sim, colocam a Blue num chinelo. Talvez falte "budget travel", mas acredito que cheguem lá. Quanto a capas, a de Junho deste ano foi a melhor

Anónimo disse...

Caro Figueira,
deixe os comprimidos que lhe andam a toldar a vista e o raciocínio. Se não se lembra do Zé Goulão ou está desmemoriado ou anda distraído. Na verdade foi o fundador da revista e o responsável por uma boa parte da filosofia geográfica, cultural e até etnológica da revista. Quanto ao "seu" amigo Coimbra temos pena que tenha abandonado o Independente antes de tempo... E já agora deixe que lhe diga que o "seu" amigo realmente aproximou a revista do leitor comum, tão comum., tão comum que perdeu leitores que foi um regalo!
Quanto à VM colocar a Blue num chinelo enfim, são opiniões, mas já agora relembro que o fotógrafo dos porta-chaves por acaso foi o primeiro editor de fotografia da Blue (coincidências do arco-da-velha!!!) Estranho estranho é o redesign ter resultado tão semelhante à Blue (coincidências do arco-da-velha2)
E quanto a capas, é verdade, nada como uma moçoila bem servida para alegrar a vista e fazer vender. Mas isto é como os gelados da Olá, são bons até se abrir a embalagem e dar a primeira trinca... Depois é que são elas!

Gonçalo Pereira disse...

Lavo as minhas mãos do debate.
Há muito que perdi o controlo sobre o rumo e bom gosto dos contributos.
Reafirmo unicamente - em resposta à questão de um dos interessados - que as minhas opiniões são exclusivamente aquelas que estão assinadas por mim. As outras, lamento, pertencem a outros artistas.

Anónimo disse...

olha a porra, hã??? Agora levados roda de artistas. Bardamerda lá para isto!!

Rui Figueira disse...

Caro Anónimo (Anónimo da parte da mãe ou da parte do pai?)

Pouco importa que fotógrafo da Volta ao Mundo tenha sido editor da Blue e que o redesign da Volta ao Mundo (redesign é um termo técnico, o senhor deve pertencer ao meio, não?) se aproxime do design da Blue. A Blue é uma revista muito bonita e baseia-se em revistas estrangeiras de qualidade. A Volta ao Mundo fez o mesmo. As boas ideias não têm dono. Ainda bem que a Volta ao Mundo fez isso. Assim, além de bons conteúdos editoriais, tem também uma paginação mais atraente. E põe a blue ainda mais num chinelo.
Esta é a opinião de um leitor que se considera atento.

Anónimo disse...

Caro amigo Farinheira (Ups, Figueira!!!) ,
este vai ser o meu último post para si, e vamos deixar este blogue em sossego. Olhe uma sugestão crie o bloguefã da Volta ao Mundo! Pode ser que aumente o número de leitores!!!
Realmente as boas ideias não têm dono, só copyright!
E amigo leitor atento, realmente só deve ler porque quanto a ver... Folheie atentamente a última edição e que veja a qualidade extraordinária da impressão, sobretudo da peça dedicada ao mar! Já para não falar do extraordinário interessente literário! E a paginação nem se fala!
Mas o que eu gosto mesmo é das fotos do MGC, se calhar foi o que faltou à reportagem do mar: o pormenor dos cílios da baleia e o detalhe do cinto de chumbos do mergulhador!
E já agora, o amigo anda um bocadinho preocupado com a Blue ou é só impressão minha???

Rui Figueira disse...

Caro anónino,

1) quem referiu a Blue foi você, não eu. Não me preocupa nada essa revista. É gira, e quanto mais revistas, melhor. Eu agradeço, apesar de gastar um dinheirão todos os meses em revistas.

2) não creio que a Volta ao Mundo precise de um bloguefã. Ou se calhar precisa, não sei. Mas não sou eu que o farei. Quando houver coisas boas a dizer da revista, alguém se encarregará de o referir nos blogues da especialidade (como foi o caso aqui). Quando houver coisas más, também será referido em algum meio. Eu costumo sempre andar à procura dessas coisas.

3) não percebo nada de impressão nem paginação. Sou apenas um leitor atento, como escrevi. Mas você, pelos vistos, percebe, anónimo. O que leva a perguntar: porque é anónimo?

Carlos Faria disse...

Fui leitor da Volta ao Mundo no tempo do André Pipa, que me parece ter sido o único que compreendeu o que os leitores como eu (viajante) precisavam. As melhores reportagens que li na VM são dessa altura. De longe. Nunca mais fizeram nada de semelhante. Lamento, não me recordo do José Goulão e discordo da apreciação do R.Figueira boçalidade (?!?). Nos últimos tempos a Volta ao Mundo deixou de ser uma revista de viagens (é uma cópia da Blue Travel) e deixei de a comprar.

Teresa Vidal disse...

Porque adoro viajar também dou a minha opinião: a Volta ao Mundo tem vindo a piorar de mês para mês e deixou de interessar, pelo menos a mim. Acho que o aspecto está melhor, mas os textos e as fotografias não têm nada a ver com o que eram. Faltam aqueles dossiers fantásticos sobre países e cidades (lembro-me dos que sairam sobre o Panamá, Goa, Búzios, Nova Zelândia, Toscânia, Indonésia, Menorca, Moçambique, Londres, Costa Rica, Barcelona, etc, etxc) e que me motivavam a viajar para esses sitios. Fiz várias viagens sugestionada pela Volta ao Mundo e nunca me arrependi. Fui assinante muitos anos e desisti porque a revista se tornou ligeira e superficial, muito bonita de aspecto... mas espreme-se e não fica nada. Neste momento leio a National Geographic e a Rotas do Mundo, que têm artigos com interesse para os viajantes. Muitos parabéns pelo seu blogue, Gonçalo, acho muito interessante e venho aqui com frequência, embora não seja a minha área.

João Nogueira Faria disse...

Dantes a Volta ao Mundo mostrava o Mundo. Agora, regra geral, mostra hotéis, resorts, restaurantes, bares e lojas chiques. Todos muito bonitos sem dúvida... e o resto?

André Pipa disse...

Meu caro Gonçalo, acabo de ler a tua «provocação», como lhe chamas. OK, respeito a tua opinião, mas não vou entrar no debate; para mim, a Volta ao Mundo foi uma aventura magnifica com uma equipa magnifica (Paulo Gama + Paulo Rolão; Miguel V.Figueiredo + Luis Catarino; Ana Revez + João Peral; Lena Abreu + Zeza) que terminou. Pertence ao passado.
Não faço juizos de valor sobre o trabalho dos meus antecessores e sucessores, mas acredito que fizeram o melhor que puderam e souberam; também não me interessam considerações subjectivas do tipo «a VM está melhor ou está pior», nestas matérias a opinião que conta é a dos leitores -- expressa em factos.
Vamos a eles. Durante os 5 anos que dirigi a Volta ao Mundo (1999-2004),em condições particularmente dificeis (como tu sabes bem, Gonçalo), os leitores pagantes fizeram o obséquio de manter a VM sempre líder indiscutivel de mercado; por mero acaso, a VM nesse período também foi sempre eleita a «melhor revista de viagens do ano» (Meios & Publicidade, etc); ainda durante esses cinco anos, a VM registou, por sorte certamente!, uma circulação média paga de quase 33 mil exemplares/mês: nunca uma edição baixou dos 28 mil e várias ultrapassaram a barreira dos 38 mil. O meu legado foi esse.
Parece que os leitores gostavam do que fazíamos mas, se calhar, foi apenas sorte. Quanto ao comentário insultuoso do sr. Rui Figueira: não sei quem é, o que faz, o que lê. Passo.
Abraço para ti Gonçalo e parabéns pelo blogue e pela direcção «in nominem» da National Geographic -- efectiva já era há muito. O dossier + info sobre o Terramoto de 1755 estava soberbo!

PS -- Sobre o teu elogio justissimo à Anyforms: por mera casualidade, até foi na VM «boçal» que o Luis Taklim e c.ª encontraram quem lhes deu ânimo, espaço e oportunidade para fazerem uma coisa notabilissima chamada «Tesouros de Portugal». É a vida.

Anónimo disse...

A Volta ao Mundo já foi de facto uma referência no panorama editorial português. E por variadíssimos motivos, a começar pelo espírito que a editora que criou o título (encabeçado pelo Dr. Paulo Ferreira) conseguiu com uma equipa pequena, alguns novatos na área, muita carolice e enorme espiríto de entrega de todos os que por lá trabalhavam. O conteúdo editorial era sólido e conseguido, o grafismo ajudou e o facto de ser pioneira catapultou-a ainda mais. O contexto histórico e social do país deu uma pequena ajuda, quando uma certa elite começou a consumir este tipo de jornalismo e, por conseguinte, o novo veículo de informação no panorama português. No fundo, parece-me que os primeiros anos foram os melhores por serem os mais genuínos ao nível de filosofia do produto, e descontando todos os erros que o director cometeu.

A partir das primeiras convulsões (sérias!) e tomadas pelo rumo empresarial da editora, a revista veio sempre a perder: um director que aparecia (quando aparecia) inúmeras vezes embriagado na redacção e que pouco ou nada fazia em prol do título (à excepção de um redesign que "modernizou" a revista);
um outro que "açambarcou" o lugar (pela suposta amizade com o patrão) e que viria a saber-se que, não só não foi leal com a sua redacção, como desfalcou a empresa através das pequenas burlas fáceis (as despesas inerentes à função de jornalista) e nada acrescentou de valor às edições;
passando pelo pequeno "aproveitamento" do director de um outro título do grupo (entretanto extinto), que "mercenarizou" a função com o regressar da trupe dos amiguinhos que muito transformaram a revista... e para pior, desde a arte aos textos! (encabeça agora uma das revistas de fim-de-semana do grupo onde manteve alguns da trupe dos amiguinhos);
até ao actual director, que depois de andar perdido por muitos dos cantos da editora, encontrou (entregaram-lhe) um espaço onde se "aninhar", e que pelos vistos, tem tentado recuperar o título. Soube também que, entretanto, já pôs "as unhas de fora", como se costuma dizer...

Ao autor do blog, peço desculpa pelo desabafo, mas os leitores não têm a mínima percepção do que se passa dentro das redacções e muitas vezes, os produtos que são postos na rua, são fruto da dedicação e esforço de toda a base da pirâmide, e pouco, muito pouco das chefias! De toda a forma, não vi a edição que refere, não faço tenções de a ver e desaconselho a quem me perguntar... Mais: desaconselho há já uns bons anos!

Gonçalo Pereira disse...

Acho que já chega! Não aprovarei mais nenhum comentário sobre este tema!
O tópico foi mais que discutido e deu azo a acusações dispensáveis e insultuosas. Não era seguramente a minha intenção: quis simplesmente retribuir uma provocação de que fui alvo por parte de um antigo jornalista da VM. Respondi com ironia, mas o tiro saiu pela culatra e lavou-se roupa suja às minhas custas.
Ao André: um abraço, como aliás já tinha deixado no blogue do Eugénio Queirós, e as minhas desculpas pelo que teve de ler. O mesmo se aplica ao Zé Goulão, ao Sérgio Coimbra, ao Chico Camacho.
Muito interessante teria sido saber os nomes de todos os que assinaram sob pseudónimo ou anonimato. Que coragem, senhores!

Anónimo de Pai e Mãe disse...

Confesso que gosto de desafios e NUNCA me furto a um, por isso o anónimo que se "picou" com o "anónimo Rui Figueira" chama-se Lena Abreu! Ah e não retiro uma linhazita do que escrevi! E que não me acusem de não gostar da revista, o que não gosto é de quem finge que "no pasa nada!"
Portanto, restantes anónimos ou pseudónimos, revelem-se!

Miguel Valle de Figueiredo disse...

Caro Gonçalo
Espero que pelo menos este comentário deixes passar. Afinal foi por uma provocação que te fiz e á qual resolveste responder que esta corrente de apreciações começou.
Desculpa que te diga, mas a tua resposta/provocação não foi particularmente feliz. A saber:
Poderias e, achando que devias perder tempo com isso, responder directamente e não utilizar a VM como veículo de "revanche". E porquê: porque ao afirmares tão categoricamente que a Fotografia da VM melhorou imenso desde há dois anos, não me atacas só a mim, mas também ao Luis Catarino, meu braço direito e editor executivo de Fotografia da revista e que nada tem a ver com o que escrevi, bem como a todos os fotógrafos que na VM foram publicados. Lembro, em todo o caso, que desde o seu lançamento - e perdoem o auto-elogio -a VM sempre se destacou em Portugal e no estrangeiro, pela qualidade da sua Fotografia. Faço-te lembrar , ou talvez nem sequer o saibas porque á época ainda não estavas na editora, que a National Geographic em 1995, alguns (muitos) anos antes de vir para Portugal, entrou em contacto com a VM, nomeadamente comigo, por achar que a VM tinha qualidade fotográfica suficiente para re-editar artigos exclusivos por ela publicados e com as fotografias que eu próprio entendesse e não obrigatoriamente as que a "casa-mãe" tinha publicado... E, como decerto sabes, não foi por mero acaso que a NG escolheu o "nosso" grupo para editar a versão portuguesa. Há, no entanto, uma diferença, e grande, de estilo e no modo de abordar os temas da que é a actual Volta ao Mundo: é que a VM era e foi uma revista de reportagem de viagem e não de resorts, restaurantes, bares e pessoas a rir ou em pose, não querendo com isto significar que hoje, e consoante os gostos - não sei se deva incluir o teu... - a Fotografia da revista não seja muito melhor do que era. Ou até pior... E, na verdade, tanto me faz. Estou como o A. Pipa: também não me interessam considerações subjectivas do tipo «a VM está melhor ou está pior». Em todo o caso, ao assumires que foi uma provocação irónica (num outro post), deixas-me mais descansado. Se calhar, e feitas as contas, a Fotografia da Volta ao Mundo durante os 10 anos em que fui seu responsável e em que os "meus" fotógrafos eram premiados e respeitados, não era assim tão má... Ao mesmo tempo, ao teceres rasgados elogios á escrita, grantindo que esta é uma edição de coleccionador e que é, e não percebi se a edição inteira ou só a reportagem de Paraty, a melhor de sempre pões em causa a qualidade das centenas de textos até agora publicados num plano inferior, incluindo óptimas prosas de directores, editores, jornalistas ou convidados (por exemplo David Mourão-Ferreira, A. Mega Ferreira, entre outros). Se foi em relação ao texto sobre Paraty, o Paulo Rolão já escreveu "coisas" bem melhores e de muito maior fôlego e profundidade, como por exemplo as grandes reportagenes sobre a Toscânia, Islândia ou Cabo Verde. E quantas fantásticas reportagens com excelentes textos foram publicados nas 120 edições em que tive o previlégio de colaborar?
Deixa-me dizer que, apesar do "tiro pela culatra" em que acabou a tua provocação irónica, foi realmente uma boa piada.
Dá-me agora só mais um bocadinho de tempo de antena...
Determinado comentador, que se assina Rui Figueira, o que vale tanto como ser anónimo ou pseudónimo, pois ninguém, a não ser ele e, talvez, a sua família, sabe quem é, diz algumas coisas curiosas:
Afirma o "leitor atento" da VM que nem se lembrava do José Goulão, mas que com a entrada do Sérgio Coimbra a revista terá dado "salto qualitativo e de aproximação ao leitor comum ( e não apenas ao viajante)". Não se lembrando daquele que foi o1º director e um dos fundadores da revista como reparou nessa diferença/ melhoria? Estranho, no minímo... Mais adiante, refere que no tempo do André Pipa era um não acabar de "palermices, boçalidades e ordinarices"! Não discuto a opinião mas gostaria de saber quais e, assim sendo, como é que este leitor que se re-afirma atento perdeu tempo, dinheiro e feitio com essa suposta porcaria de revista- a mesma que no mesmo período de mais de 5 anos era líder incontestada de mercado e vencedora 4 anos consecutivos do troféu da "melhor revista de viagens" pela "Meios e Publicidade"? Estranho... Fala ainda do sucessor do A. Pipa, do qual diz não se lembrar do nome ( isso é que é estar atento, hein ó "Rui Figueira"!) e, se não se importa, refresco-lhe eu a memória: foi o Francisco Camacho, e que a revista escolhia destinos estranhíssimos... Ora, com a atenção que este "amigo" demonstra, decerto lhe escapou que grande parte dos principais destinos de capa forma revisitas a artigos feitos ao tempo do Pipa (como Búzios, só para citar um exemplo). Depois num 1ºtempo diz que a VM tem "paginação mais atraente" para em 2º post adiantar que "não percebo nada de ... paginação". Quanto ao Sr. Figueira, perdoe-me se este não é o seu nome, estamos conversados.
Há ainda um aspecto que, esse sim, me desagrada bastante em tudo isto: há um anónimo, obviamente bem informado ou que, pelo menos pensa que sabe tudo o que se passou e passa na redacção da VM, quando há muitas e muitas coisa que não são conhecidas na sua totalidade e bastantes conversas de corredor que, vezes demais, andam longe da verdade, que faz ataques pessoais e ao carácter e bom nome dos directores. A esse, e só a esse, peço-te desculpa pelo abuso Gonçalo, desafio a que dê o nome. Não que os visados precisem de quem os defenda mas, pelo menos, ficaríamos a saber que não se trata de um bilioso cobarde e de um reles traste, como tantos que por aí andam...
Segue um abraço paraa todos, sobretudo aos leitores, os que ajudaram a levar para diante e todos os meses por um caminho diferente aquilo que foi a Volta ao Mundo e outro para ti Gonçalo, com um sincero pedido de desculpas por te tirar espaço e tempo.
Miguel Valle de Figueiredo

Miguel Valle de Figueiredo disse...

Errata:
Onde se lê, de ve ler-se:
grantindo - garantindo
poés em causa a qualidade - pões a qualidade
reportagenes - reportagens
publicados -publicadas
previlégio -privilégio
capa forma - capa, foram
paraa todos - para todos

Esta errata vale para alguns de nós com menos problemas de fígado...

Paulo Gama disse...

Sim senhor, sim senhor...
A moribunda publicação mensal "Volta ao Mundo" ainda desperta paixões. Pelo menos a quem por lá passou, já que aos incautos consumidores actuais, tenho sérias dúvidas. Mas enfim...
Li com gozo o que acima está escrito e achei um piadão a azia com que alguns 'coitados' dos quais não rezará a história da ex-revista de viagens Volta ao Mundo ainda julgam que podem referir-se à melhor equipa que alguma vez passou pela publicação (André Pipa, MVF, Luis Catarino, Paulo Rolão, Zeza, Lena Abreu, Ana Revez, Pedro Antunes, João Artur Peral, MJBernardo, Taklin, Leonel, Mário) e da qual tive o privilégio de fazer parte. Como sabíamos conjugar o presente indicativo do verbo FAZER, fizemos mais e melhores reportagens, vendemos mais e melhores revistas, poupámos mais em reportagens externas. E isto quando já não era fácil - havia concorrência. Dos outros, excepção feita ao JGoulão (segundo relatos antigos) e ao José Séneca (um designer brilhante), nem me lembro o nome, nem o que faziam. Se é que faziam. Aliás, os resultados estão à vista. E o resto é história.
Um abraço de solidariedade e conduzam com prudência.

PS: Gonçalo, deixa lá passar este.

Gonçalo Pereira disse...

Falta o Rui Figueira identificar-se…

Paulo Gama disse...

Meu caro,
Estás a assumir que eu, por exemplo, já aqui havido "postado". Lamento mas o de cima foi uma estreia. Vim aqui porque fui avisado desta polémica tertuliana por ex-companheiros voltamundianos, meu caro Gonçalo. Mas, enfim, perdoo-te o lapsus...

Juvenal disse...

Não vim aqui para me identificar, já que não sou o "tal" Rui Figueira.
Contudo, e mais do que considerandos sobre quem é melhor, pior ou assim-assim, até porque com todos os que privei recolhi ensinamentos e até, vejam lá, algumas amizades, quero deixar um grande abraço para os que se esforçaram para que a Volta ao Mundo passados que estão 12 anos ainda seja um projecto viável, isto em minha opinião, e sem querer ferir susceptibilidades.
Agora, e embora não esteja magoado por não ser nunca aqui focado como fazendo parte dos diversos grupos de trabalho, recolho com saudade a impressão do número 0, onde eu o Pininho e o Paulo Ferreira estivemos toda a noite na Mirandela a ver a impressão do "nosso menino".
Saudações para todos!

Gonçalo Pereira disse...

Ao anónimo que tanto insiste: ou assina ou muda os termos.

Paulo Ferreira disse...

Tenho pena que uma revista que ajudei a pensar e a fazer, seja alvo de insinuações que só revelam inveja ou desrespeito. Todos os projectos passam por várias fases. A primeira, a da paixão. Conseguiu a equipa que a fazia, ter a coragem de sair para o mercado com uma revista única, com talento, bom gosto, textos e imagens que os leitores gostavam ( e isso é que é importante ). A segunda, e porque a revista era líder, a da consolidação. Com uma equipa renovada manteve-se o espírito, a forma de pensar, o cuidado. Co a chegada de nova concorrência, o mercado dispersou-se, e é natural que todas as revistas existentes, percam leitores. Quem hoje pensa na revista, orienta-a como entende ser a melhor maneira de seduzir os leitores e de enfrentar a concorrência. Merece o nosso respeito. O mercado e sempre ele, irá fazer a triagem com o tempo, premiando quem merece continuar e quem merece ficar pelo caminho. Todos sem excepção que passaram por lá também merecem o nosso respeito, porque à sua maneira em função de uma estratégia definida, ajudaram ao bom nome da revista. Paulo Ferreira.

Blaise Pascal dixit... disse...

Há duas espécies de homens: os justos, que se julgam pecadores e os pecadores que se crêem justos.

Anónimo disse...

isto o que vocês precisavam todos era de umas valentes vergastadas nos lombos, meus gandas praguiçosos.
Vão mas é trabalhar, malandros.
Era preciso virem uns árabes lá das arábias para vos arrabentar o canastro a todos, mandriões.