Segunda-feira, Março 10, 2008

 

Uahuahuahuahua!


Extraído de um press release da Salvador Caetano, sobre uma campanha (meritória) de plantação de árvores.

Pitões dos Juniores??? No Gerês, imagino!!!!

Documento original "aqui" (em 10/03/2008)

Domingo, Fevereiro 10, 2008

 

Rir



Publicado no "Inimigo Público", de 8 de Fevereiro de 2008

Segunda-feira, Novembro 05, 2007

 

Não percam!

Amanhã, dia 6 de Novembro, na Escola Superior de Comunicação Social, em Benfica, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves organiza uma conferência sobre documentários de vida selvagem. Entre as 14h30 e as 17h, o Grande Auditório será o palco onde se apresentará um documentário da RTP sobre o projecto de conservação do priôlo nos Açores. Depois, Mike Salisbury, da BBC, dará conta da sua experiência de três décadas a produzir documentários de vida selvagem, lançando algumas pistas sobre o trabalho que tem vindo a filmar em Portugal.

Fazem favor de programar as vossas vidas para lá estar amanhã.

Mais informação "aqui" .

Terça-feira, Outubro 30, 2007

 

Esgotos em Sesimbra

Afixo em baixo uma carta enviada ao "Público" em Abril deste ano e publicada na secção "Tribuna do Leitor". Pela manifesta actualidade do texto 180 dias depois, julgo que a Câmara Municipal de Sesimbra merece que o mesmo seja novamente tornado público.

«Esgotos em Sesimbra
Tenho casa em Casais de Sampaio, concelho de Sesimbra, desde 1992, mas estou recenseado na capital. Menciono-o porque esse estatuto condiciona fortemente a compreensão do resto da narrativa. É que isso faz de mim eleitor em Lisboa e não em Sesimbra. Para a CM Sesimbra, isso significa tristemente que sou um cidadão de segunda. Estou para este município como aqueles parentes inconvenientes que não queremos que apareçam no churrasco, porque convidámos o chefe.
Quando o meu pai comprou a casa, há 15 anos, procedeu à análise de todos os factores que poderiam condicionar a habitação. Meticuloso por (de)formação profissional, estudou a localização, a exposição ao Sol, as condições estruturais da moradia e pesou o facto de esta estar integrada no Parque Natural da Arrábida (PNA). No processo, deu conta, evidentemente, de uma linha de água, que corria paralelamente a toda a urbanização, mas estava longe de supor que a dita linha de água se transformaria num caudal promissor de esgotos a céu aberto. Na altura, foi-lhe dito pelos serviços municipais que a situação seria absolutamente provisória. O meu pai, caro leitor, é engenheiro e, portanto, pouco versado nas subtilezas da geologia. Desconhecia então que o tempo em Sesimbra se mede pelos patamares dos paleontólogos: a CM Sesimbra queria dizer que no final da era quaternária é bem possível que o canal esteja tratado. Mas sem promessas rígidas.
Quinze anos decorreram, e posso afiançar que uma das coisas boas de ter um esgoto a céu aberto na vizinhança é o facto de ele permitir travar novos conhecimentos. Conhecemos vários vereadores municipais. Três presidentes da câmara. Muitos, muitos funcionários. O esgoto, esse, já faz parte da família. Tenho familiares que juram a pés juntos que já não conseguiriam almoçar em paz sem o ligeiro odor que a vala emana.
Nem tudo nesta história é negativo. Estão agendadas para este ano as comemorações dos 10 anos da primeira contagem de colónias coliformes realizada a pedido dos moradores. Apurámos, na altura, que a contagem de colónias coliformes era de 180x105 /ml (média de quatro ensaios independentes). Como imagino que as colónias de coliformes não são como o vinho do Porto, pelo que não melhorarão com a idade, julgo que posso depreender que continuam a correr, na vala, esgotos sem tratamento. É verdade que os coliformes fecais fazem muita companhia, mas estará talvez na altura de nos despedirmos destes vizinhos.
Consultei recentemente o novo Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida. Queria confirmar que, na listagem de espécies desta área protegida, constavam animais com as quais privo regularmente e que, com grande pena minha, certamente não visitam as traseiras da casa do senhor presidente da câmara. Infelizmente, por incúria do Parque, a varejeira-azul (Calliphora vomitoria) e a ratazana-negra (Rattus norvegicus) não constam ainda do inventário de fauna da Arrábida. Parecendo que não, são organismos que dão muito encanto a uma moradia.
Já vou nos meus trintas. O meu pai vai nos sessentas. Concordámos recentemente que o meu filho, ainda bebé, terá de manter uma forma física e intelectual invejável para agarrar no testemunho daqui a algumas décadas e manter viva a batalha do esgoto da Arrábida. É que, em Sesimbra, embora o presidente da Câmara se chame Pólvora, faltarão ainda longas temporadas até os serviços municipais desenvolverem a ideia… explosiva de desenvolver um saneamento eficaz.»

Terça-feira, Outubro 02, 2007

 

Pouca vergonha


Esta é a capa da National Geographic que está nas bancas desde 31 de Agosto.


Esta é a página central do jornal gratuito "Global Notícias" de hoje que, por sua vez, se inspira em peça publicada na revista "Notícias Sábado" de 15 de Setembro.

Há muita imaginação para aqueles lados!

Segunda-feira, Maio 28, 2007

 

Meia Hora


Sou um céptico face às potencialidades da imprensa gratuita e não gosto particularmente dos jornais distribuídos na região de Lisboa. Considero que são pouco mais do que uma compilação de despachos noticiosos da Lusa vestidos com outras cores, apesar da evidente penetração em nichos de leitores que, há poucos anos, pertenciam exclusivamente aos jornais pagos. Se andar de metro em Lisboa, verificará, sem espanto, que por cada jornal comprado que ali se folheia, há quatro ou cinco gratuitos nas mãos dos passageiros. Imagino que o rombo provocado nas vendas dos jornais pagos seja sensível.
No início de Junho, ganhará vida o gratuito "Meia Hora", jornal diário que evoca uma filosofia diferente dos restantes. Na hora da apresentação, anuncia objectivos ambiciosos: vem para disputar audiência à imprensa de referência, para angariar investimento publicitário tradicionalmente canalizado para o "Diário de Notícias" e "Público" e pretende fazê-lo com uma tiragem de cem mil exemplares.
Troco impressões com profissionais da imprensa paga e pressinto a tradicional arrogância que dedicam(os) à imprensa gratuita. - Não tem hipóteses!
- As Classes A e B não se atingem com distribuição nos semáforos!
- Dou-lhes seis meses antes de fecharem!
Tem a palavra a equipa do Sérgio Coimbra. Para já, a Cofina conquistou uma taça que, adivinho, teve sabor incomparável: mesmo partindo depois do anúncio público da ControlInveste, realizado no Inverno de 2005, lançou primeiro o seu jornal gratuito.

Quarta-feira, Março 28, 2007

 

Renováveis, Mas Não Fotografáveis





Num congresso recente de energias renováveis em que participei, um dos oradores – representante, julgo eu, da energia solar – queixou-se da escassa importância que os media atribuem às novas fontes de energia. Escuto esta crítica amiúde e invariavelmente recordo as palavras de um dos primeiros editores com quem trabalhei, que vetava categoricamente a maior parte das histórias sobre energia eólica ou solar (energias renováveis, há dez anos, "eram" só essas. Pelo menos, aos olhos dos media). "Quem viu uma turbina viu todas! Quem viu um painel já não quer ver mais nenhum."
Esta lógica simplista encerra alguma injustiça, mas penetra no centro da discórdia entre jornalistas e peritos. As prioridades de uns não correspondem às dos outros, e as novas/velhas tecnologias de produção de energia são, de facto, limitadas do ponto de vista visual. As suas imagens são normalmente maçadoras e repetitivas. E, no alinhamento dos jornais ou telejornais, passam muitas vezes para segundo plano.
Voltei a lembrar-me desta controvérsia com as notícias de hoje sobre a central fotovoltaica de Serpa, a maior do mundo. Por muitas voltas que os repórteres fotográficos deram à perspectiva ou ao ângulo, os resultados foram estes. Cumpriram a função, sem entusiasmar. Imagino que o velho Álvaro tenha acordado hoje a barafustar: "Painéis, painéis. Quem viu um viu todos!"

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