quarta-feira, julho 15, 2015

Uma pequena relíquia

Diário Popular, 30 de Junho de 1951
(A partir de microfilme da Biblioteca Nacional)
Uma pequena relíquia da história dos jornais. 
Uma crónica de Baptista-Bastos (então ainda sem o hífen), publicada no Diário Popular, com ilustrações do igualmente enorme José de Lemos. Data de 1951, mas o futuro repórter assinou ali contos desde pelo menos o ano anterior.
BB teria 17 anos e assinava então textos nas rubricas "Um Conto por Dia" e "Página Infantil". Depois disso, trabalharia em O Século, antes de regressar ao Popular em 1964.

2 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gonçalamigo

Só tu te havias de recordar e publicar Baptista-Bastos na sua juventude (sem hífen) e José de lemos ilustrador da primeira apanha.autor de livros para a infância, "poeta nas horas vagas" que conheci.

Baptista-Bastos é o que é, nem vale a pena retrata-lo tal a fama e o nome provenientes da sua escrita; conheço-o e basta dizer isto.

Conheci o José de Lemos no Popular onde chegava todos os dias e nunca atrasado com o boneco numa pasta de cartolina cuja cor tanto podia ser vermelha como castanha, por mor dos riscos e rabiscos que traçava nela.

Era o que se pode chamar um tipo porreiro e foi ele que me disse que eu tinha queda para o desenho, além da escrita, o que me permitiu em Luanda ganhar uns trocos fazendo cartoons para o Província de Angola, pois estava proibido de publicar textos....

Bem desarrincado Gonçalamigo

Abç do alfacinha

Deixaste de comentar na TRAVESSA. Porquê? Tratei-te mal, ofendi-te,insultei-te? Estou certo que não o fiz... E logo agora que ando escrever nem sei o quê nem para quê...

Gonçalo Pereira disse...

Caríssimo,
Nenhuma ofensa, só tempo mais apertado nas últimas semanas. Retomarei o fio à meada rapidamente na Travessa. Palavra de escuteiro!
Não sabia que tinhas passado pelo Diário Popular nem do teu jeito para o desenho. Agora percebo que o desenho lindíssimo no cabeçalho da Travessa prova que quem sai aos seus não degenera.
Até já. Abraço