<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944</id><updated>2012-01-27T08:13:32.115Z</updated><title type='text'>ecosfera</title><subtitle type='html'>Notas sobre ambiente e desenvolvimento sustentável em Portugal. Blog sem pretensões partidárias nem aspirações carreiristas. Presente na blogosfera desde 8 de Outubro de 2004.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>209</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-6529267956847252827</id><published>2011-07-06T19:38:00.001+01:00</published><updated>2011-07-07T09:57:52.347+01:00</updated><title type='text'>Accountability é uma estrada com dois sentidos</title><content type='html'>Nos últimos dias, participei numa conferência em Pamplona sobre estudos jornalísticos. Quando participo neste tipo de eventos, tenho sempre o cuidado de salientar que estou ali com dois chapéus – o do repórter e o do investigador em jornalismo. Às vezes, essa dupla qualidade pode ser desvantajosa, na medida em que me retira espírito crítico. Acredito, porém, que me proporciona também a oportunidade de perceber com conhecimento de causa os constrangimentos profissionais que marcam as redacções contemporâneas e afectam irremediavelmente a produção noticiosa.&lt;br /&gt;Aidan White, ex-presidente da Federação Internacional de Jornalistas, apresentou uma exposição soberba, separando a liberdade de expressão da liberdade de imprensa. Ao abrigo da primeira, não é essencial ser justo. Ou equilibrado. Ou imparcial. A segunda é, para citar uma expressão que o jornalista nascido na Irlanda usou, “liberdade constrangida”. Constrangimentos auto-impostos, é verdade, mas é uma liberdade limitada porque se subordina a um conjunto de procedimentos profissionais que reconhecem o poder da palavra publicada ou difundida e visam o equílibrio final das posições em confronto.&lt;br /&gt;Nestes congressos, é frequente escutarem-se críticas ao facilitismo dos jornalistas. Aos erros da sua prática. Às suas limitações intelectuais. À sua lendária preguiça para escavar mais (&lt;a href="http://provedordoleitor10.blogspot.com/2011/07/ninguem-ouve-o-que-dizem-os-leitores.html"&gt;vide a intervenção do provedor do Público, no domingo, 3 de Julho&lt;/a&gt;). E insiste-se – correctamente - na necessidade de &lt;i&gt;accountability&lt;/i&gt;: de o jornalista ser responsável pelo que produz e de assumir posteriormente todas as falhas da sua produção, independentemente das atenuantes. Publicando os erros, se for caso disso. Reconhecendo as falhas, sempre que elas existirem e forem categóricas.&lt;br /&gt;Assumo essa fraqueza do jornalismo moderno. Ninguém gosta de ser criticado e nós (falo com o chapéu de jornalista neste parágrafo) lidamos mal com esta interactividade recém-criada, que coloca um texto sob escrutínio imediato de leitores que são também comentadores e revisores. Lidamos mal com essa verificação factual e estilística e, se pudéssemos, voltaríamos num ápice ao mundo em que o texto publicado era uma jangada de pedra, inacessível e alheia à crítica. Ponto final.&lt;br /&gt;Mas a &lt;i&gt;accountability&lt;/i&gt; é, ou deveria ser, uma estrada com dois sentidos. Os investigadores em Media e Jornalismo (falo, neste parágrafo, com esse chapéu) também devem ser responsabilizados e responder pela sua produção. Na maior parte das vezes, os jornalistas e as organizações noticiosas visados nos trabalhos académicos não têm acesso à argumentação exaustiva. Nem ao artigo científico. Nem à tese. Nem à comunicação feita em congresso &lt;i&gt;inter pares&lt;/i&gt;. As suas falhas (ou a percepção das suas falhas) são expostas, mas numa redoma, também ela alheia à crítica.&lt;br /&gt;Seria bom encontrar mecanismos, eventualmente com a ajuda de jornais destinados aos profissionais de media, como o “Meios e Publicidade ou “Briefing”, ou através de organizações profissionais de jornalistas (como o Sindicato ou os clubes de imprensa), para divulgar aos repórteres o que as universidades estão a investigar sobre o jornalismo português. Partilhando conclusões. Discutindo resultados. Dando a conhecer as novas áreas de investigação. Sujeitando-se à crítica, se for caso disso, porque estou certo de que muitos jornalistas teriam resposta para algumas das apreciações que os peritos académicos fazem do seu trabalho.&lt;br /&gt;Numa frase, a &lt;i&gt;accountability&lt;/i&gt; que exigimos aos jornalistas deveria ter dois sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adenda: em jeito de demonstração de &lt;i&gt;accountability&lt;/i&gt;, aqui está um primeiro passo. As actas da conferência de Pamplona podem ser descarregadas &lt;a href="http://www.journalismstudies.eu/pamplona2011/"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-6529267956847252827?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/6529267956847252827/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=6529267956847252827&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6529267956847252827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6529267956847252827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2011/07/accountability-e-uma-estrada-com-dois.html' title='Accountability é uma estrada com dois sentidos'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-2375166050302699347</id><published>2011-07-05T10:12:00.000+01:00</published><updated>2011-07-07T10:15:18.131+01:00</updated><title type='text'>Enfim, saiu!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-08mynLzyD_Y/ThV40nTj0wI/AAAAAAAAAFc/PSuPp5gTNqE/s1600/1309942189G5lNK4vz6Oc41RJ3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 139px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-08mynLzyD_Y/ThV40nTj0wI/AAAAAAAAAFc/PSuPp5gTNqE/s200/1309942189G5lNK4vz6Oc41RJ3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626536154768855810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Demorou quase um ano, o tempo próximo de gestação de uma cria de elefante. Mas finalmente foi publicado o número da Análise Social onde escrevo sobre o arrastão de Carcavelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-2375166050302699347?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/2375166050302699347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=2375166050302699347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/2375166050302699347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/2375166050302699347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2011/07/enfim-saiu.html' title='Enfim, saiu!'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-08mynLzyD_Y/ThV40nTj0wI/AAAAAAAAAFc/PSuPp5gTNqE/s72-c/1309942189G5lNK4vz6Oc41RJ3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-2375949408788861</id><published>2011-06-23T21:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-23T21:15:33.807+01:00</updated><title type='text'>Bater na porta sem perceber porquê</title><content type='html'>Os museus portugueses não são os pólos de atracção que todos gostaríamos que fossem. É um daqueles tópicos em que cada um tem uma causa favorita. Ora porque são enfadonhos, no sentido em que expõem as mesmas peças, do mesmo modo e no mesmo sítio há décadas; ora porque não têm capital para adquirir novos materiais; ora ainda porque as suas colecções, por mais boa vontade que exista, não ombreiam com as dos melhores museus em Inglaterra, em França, em Espanha ou nos Estados Unidos. Ora porque estão sufocados sob orçamentos ínfimos, que muitas vezes se esgotam no pagamento de salários aos seus quadros.&lt;br /&gt;Num quadro destes, com tendência para se agravar à medida que as sucessivas ondas de impacte provocadas pelo aperto financeiro do país se fizerem sentir, é um mau sinal verificar que os museus da rede do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) registaram um decréscimo de visitantes de 2009 para 2010, de acordo com a informação estatística divulgada esta semana &lt;a href="http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/recursos/estatisticas/ContentDetail.aspx"&gt;(ver documentos aqui)&lt;/a&gt;. Não foram muitos, é verdade. Perderam-se 13.620 visitantes num universo de 2,3 milhões, mas constituem um mau prenúncio para o ano em curso.&lt;br /&gt;Ora, hoje, após semanas de planeamento, desloquei-me a Sintra com a família para visitar o antecipado Museu de História Natural local. É um museu recente (que não faz parte da rede IMC, sublinhe-se), gerido pela autarquia e com espólio gentilmente cedido por um coleccionador. Já escaldado por outros passeios estragados, procurei na Internet informação útil sobre horários de abertura e dias de funcionamento. Fiquei descansado. O museu abre um pouco mais tarde nos feriados, &lt;a href="http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=4563"&gt;mas abre&lt;/a&gt;. Ou pelo menos parecia. Pelas 12h30 do dia 23, esbarrámos na porta fechada e ficámos a saber que, por falta de pessoal, o museu agora encerra aos fins-de-semana e feriados.&lt;br /&gt;Descartemos, por facilidade de argumentação, a informação errada que se encontra na página oficial do município. O senso comum diz-nos que os feriados e os domingos deveriam ser os dias nobres dos museus em Portugal, pelo menos para os turistas portugueses. A véspera de um antecipado São João deveria ser aguardada com expectativa nestas instituições, que combatem desigualmente contra outros destinos apetecidos. Não é. E é pena.&lt;br /&gt;Analisando os dados detalhados agora disponibilizados pelo IMC, verifica-se que a percentagem de bilhetes de domingo/feriado nas contas de cada instituição gerida pelo IMC é significativa. Aleatoriamente, escolhi seis museus. Na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa, os bilhetes de domingo/feriado correspondem a 12,5% dos bilhetes vendidos em 2010; no Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães, são 6,6%; no Museu do Chiado, em Lisboa, são 12,8%; no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, são 10,6%; no Museu Nacional de Arte Antiga, são 19,2%; e no Museu Nacional de Arqueologia, os 41.786 bilhetes vendidos ao domingo ou em feriados corresponderam a 43% das entradas no ano transacto. Com a agravante de que em todas estas instituições há muito mais visitantes portugueses do que estrangeiros a organizar a sua visita nestes dias, por motivos naturalmente ligados aos curtos períodos dedicados ao lazer interno.&lt;br /&gt;Pode um museu dar-se ao luxo de fechar nestes dias? Em Sintra, pelos vistos, pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-2375949408788861?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/2375949408788861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=2375949408788861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/2375949408788861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/2375949408788861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2011/06/bater-na-porta-sem-perceber-porque.html' title='Bater na porta sem perceber porquê'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-8465234197409642899</id><published>2011-03-26T17:34:00.002Z</published><updated>2011-03-26T17:44:18.234Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Jrx1VvUdXL4/TY4jqzrTMDI/AAAAAAAAAFQ/pAlgktTeHuA/s1600/andrejordan.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Jrx1VvUdXL4/TY4jqzrTMDI/AAAAAAAAAFQ/pAlgktTeHuA/s400/andrejordan.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588443405946662962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos assim e somos incorrigíveis. Reagimos a quente e insistimos que as questões políticas ora são pretas, ora são brancas. Queremos heróis e vilões. Escutamos 30 segundos de uma notícia no Telejornal - normalmente descontextualizada - e cuidamos que formámos uma opinião sólida e duradoura. Foi assim com a notícia dos 6% do IVA aplicado ao golfe e será assim mais um rol de vezes.&lt;br /&gt;André Jordan, empresário ligado ao crescimento exponencial do golfe em Portugal, contestou hoje no "Público" - sem destaque nenhum do jornal e remetido para a edição semanal que corresponde ao lugar do morto - a racionalidade das críticas daqueles que se apressaram a glosar que o regime de excepção aplicado à modalidade se devia a um privilégio atribuído à classe alta da Quinta da Marinha.&lt;br /&gt;O golfe deixou de ser um desporto. É um negócio. Vou repetir: não é um desporto. É uma actividade turística. Pode ser questionada por mil e um motivos, nomeadamente pela sua escassa sustentabilidade ambiental ou pela sua implantação em regiões com fraca disponibilidade hídrica, como o Sul de Portugal. Mas é um negócio, que atrai turistas e investimento como poucos. Corresponde a 1,8 mil milhões de euros por ano em Portugal. E enquanto um turista que visita Lisboa gasta 123 euros por dia, o turista do golfe gasta 231! É fazer as contas, como dizia Guterres.&lt;br /&gt;O estatuto de excepção foi concebido para proteger esse sector de negócio da concorrência externa. Só isso. O resto é a espuma do momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-8465234197409642899?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/8465234197409642899/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=8465234197409642899&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8465234197409642899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8465234197409642899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2011/03/somos-assim-e-somos-incorrigiveis.html' title=''/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Jrx1VvUdXL4/TY4jqzrTMDI/AAAAAAAAAFQ/pAlgktTeHuA/s72-c/andrejordan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-4692684707222950362</id><published>2011-02-27T22:31:00.002Z</published><updated>2011-02-27T22:34:35.314Z</updated><title type='text'>Macau na National Geographic</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yPdVycVkcQI/TWrQ6_BJGCI/AAAAAAAAAFI/h0-AdlQ2xi4/s1600/184898_1614206603517_1486868339_1558049_1849854_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 373px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yPdVycVkcQI/TWrQ6_BJGCI/AAAAAAAAAFI/h0-AdlQ2xi4/s400/184898_1614206603517_1486868339_1558049_1849854_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578500800218994722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Está a partir de dia 24 nas bancas uma Edição Especial da National Geographic dedicada a Macau. A missão era retratar o património cultural desta cidade Património Mundial. Com fotografias de Paulo Barata, infografias da Anyforms, textos de Gonçalo Pereira e João Paulo Oliveira e Costa e apoio documental e pericial do Instituto Cultural de Macau, eis então esta "Macau, Património Mundial". Espero que seja do vosso agrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-4692684707222950362?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/4692684707222950362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=4692684707222950362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/4692684707222950362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/4692684707222950362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2011/02/macau-na-national-geographic.html' title='Macau na National Geographic'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yPdVycVkcQI/TWrQ6_BJGCI/AAAAAAAAAFI/h0-AdlQ2xi4/s72-c/184898_1614206603517_1486868339_1558049_1849854_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-8176984477029761592</id><published>2011-02-17T11:12:00.003Z</published><updated>2011-02-17T11:21:46.511Z</updated><title type='text'>Tanto amor</title><content type='html'>Já se sabe que o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade não morre de amores pela geodiversidade. O B acrescentado à sigla ICNB fica para a história como um dos absurdos modernos, como se a biodiversidade não fizesse parte da natureza e como se fosse necessário aos biólogos demarcar o seu território.&lt;br /&gt;Há sete monumentos naturais classificados, fruto da teimosia de pessoas como a professora Helena Henriques, que se desgastou durante mais de duas décadas até ver classificado o cabo Mondego, ou a equipa da Naturtejo, que deu consistência à proposta das Portas de Ródão. A ProGeo ajudou também a pressionar.&lt;br /&gt;Na verdade, o ICNB gosta tanto ou tão pouco dos seus monumentos naturais classificados que, no seu portal, ainda não actualizou o mapa da distribuição.&lt;br /&gt;(ver aqui: &lt;l&gt;http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/O+ICNB/%C3%81reas+Protegidas/Monumentos+Naturais/?res=1680x1050&lt;/l&gt;)&lt;br /&gt;Constam dos decretos, mas não estão representados no mapa. Talvez seja melhor. Afinal, dos cinco monumentos naturais classificados na primeira leva, apenas o de Ourém mantém alguma dignidade. Lagosteiros, Carenque, Avelino e Pedra da Mua não destoariam num cenário de guerra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-8176984477029761592?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/8176984477029761592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=8176984477029761592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8176984477029761592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8176984477029761592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2011/02/tanto-amor.html' title='Tanto amor'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-8115645386649805121</id><published>2010-11-12T11:58:00.002Z</published><updated>2010-11-12T11:59:55.962Z</updated><title type='text'>Fico muito contente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TN0sNZ8on6I/AAAAAAAAAE4/PWJIVTH9qWA/s1600/Imagem1.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 317px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TN0sNZ8on6I/AAAAAAAAAE4/PWJIVTH9qWA/s400/Imagem1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538631725550706594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente notícia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-8115645386649805121?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/8115645386649805121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=8115645386649805121&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8115645386649805121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8115645386649805121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/11/fico-muito-contente.html' title='Fico muito contente'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TN0sNZ8on6I/AAAAAAAAAE4/PWJIVTH9qWA/s72-c/Imagem1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-5957471785427325484</id><published>2010-10-19T11:17:00.004+01:00</published><updated>2010-10-20T15:42:56.863+01:00</updated><title type='text'>Ainda o Carsoscópio de Alcanena</title><content type='html'>Informa-me a presidente da Câmara Municipal de Alcanena que no dia 22 deste mês será constituída a Associação Ciência Viva do Alviela, com a presença da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e o Instituto Politécnico de Leiria.&lt;br /&gt;Espera-se deste modo criar "as condições necessárias ao seu desenvolvimento e à sua sustentabilidade económico-financeira". Oxalá que assim seja – são os meus votos.&lt;br /&gt;Em Novembro, voltarei a passar no Centro de Ciência Viva do Alviela e ali espero ver os equipamentos reparados, como se impõe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-5957471785427325484?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/5957471785427325484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=5957471785427325484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/5957471785427325484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/5957471785427325484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/10/ainda-o-carsoscopio-de-alcanena.html' title='Ainda o Carsoscópio de Alcanena'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-8746166974464268751</id><published>2010-10-09T19:43:00.002+01:00</published><updated>2010-10-09T19:49:21.246+01:00</updated><title type='text'>Carta aberta à senhora presidente da Câmara Municipal de Alcanena</title><content type='html'>Prezada Dra. Fernanda Asseiceira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na qualidade de director da edição portuguesa da revista National Geographic, fui membro do júri que, em Maio deste ano, atribuiu ao concelho a que V. Exa. preside, o prémio Progeo 2010. Trata-se, como sabe, do galardão destinado a premiar o município que mais faz pela promoção do património geológico no nosso país. &lt;br /&gt;Notará, pela acta dessa reunião, que o prémio foi então atribuído por unanimidade pois todos os membros do júri consideraram que o Carsoscópio – Centro de Ciência Viva do Alviela (CCVA) era uma infra-estrutura incomparável, uma aposta decidida da vila de Alcanena no sentido de dar a conhecer o seu património natural, utilizando novas tecnologias, percebendo a importância da linguagem descomplexada na comunicação com o público e assimilando as especifidades da nascente do Alviela na sua oferta cultural, o que tornou este Carsoscópio um dos mais extraordinários Centros de Ciência de Viva do nosso país. &lt;br /&gt;Os números disponibilizados pelo CCVA na Internet são aliás reveladores da resposta que o país está a dar a esta infra-estrutura ímpar no concelho e na região: são 48 mil visitantes em cerca de dois anos. Sabendo que o Centro tem uma capacidade máxima diária de 300 visitantes, em função dos limites naturais dos dispositivos colocados à disposição dos visitantes, percebemos que o Carsoscópio está a cumprir a função que lhe foi atribuída e a justificar os 2,8 milhões de euros que custou no final de 2008.&lt;br /&gt;Voltei hoje a visitar o Carsoscópio, cinco meses depois da atribuição do prémio, e é com mágoa que noto que esta infra-estrutura, promovida pela Câmara Municipal de Alcanena no mandato do seu antecessor, está urgentemente carente de manutenção. Os magníficos dispositivos multimedia concebidos pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria continuam no local, mas muitos já não funcionam, sobretudo no quiroptário, uma das três unidades que compõem o Carsoscópio.&lt;br /&gt;O dispositivo auditivo para escutar os morcegos está mudo. O dispositivo térmico para sentir a amplitude de temperaturas vivida pelos animais está avariado. As experiências de ecolocação para “ver” o mundo como os morcegos estão também fora de serviço. Igualmente avariado está o aparelho para avaliar o peso do alimento diário de um morcego, que fazia há alguns meses a alegria dos jovens visitantes, ao calcular o alimento que um ser humano teria de comer de forma a conseguir ingerir metade do seu peso num único dia. A visita continua a ser agradável, mas a sensação que ali se transmite é a de um Centro de Ciência Viva que lentamente vai perdendo o viço.&lt;br /&gt;Asseguro que são pequenas reparações, pouco onerosas face ao investimento inicial e estou certo de que V. Exa. ainda não tomou conhecimento da sua necessidade. Mas a verdade é que o visitante abandona a visita ao Carsoscópio incrédulo com esta estranha aposta em turismo cultural que, menos de dois anos depois da inauguração, parece deixada ao abandono, sem manutenção nem cuidado, apesar do profissionalismo e boa disposição dos guias. &lt;br /&gt;Não quero nem devo acreditar que o desleixo da manutenção se possa dever ao facto de esta obra ter sido inaugurada no mandato anterior. O Carsoscópio – Centro de Ciência Viva de Alcanena não pertence a um edil ou a um partido. Pertence a todos os alcanenenses e a todos aqueles que querem usufruir, por uma hora e meia, da sensação reconfortante de estar no interior de um espaço cultural moderno e actualizado, ao nível ou melhor do que vemos nos outros países da União Europeia.&lt;br /&gt;Tomo a liberdade de dar conhecimento desta carta aberta a V. Exa. ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, à Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria e à Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, parceiros do projecto desde a primeira hora.&lt;br /&gt;Certo de que V. Exa. tomará as providências necessárias para restaurar a configuração original do Carsoscópio – Centro de Ciência Viva do Alviela e que este voltará a ser um pólo dinamizador do turismo no concelho desta vila, aceite os meus melhores cumprimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-8746166974464268751?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/8746166974464268751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=8746166974464268751&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8746166974464268751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8746166974464268751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/10/carta-aberta-senhora-presidente-da.html' title='Carta aberta à senhora presidente da Câmara Municipal de Alcanena'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-1810700417803151594</id><published>2010-10-06T12:42:00.002+01:00</published><updated>2010-10-06T12:45:08.176+01:00</updated><title type='text'>Açores na rede</title><content type='html'>Há um novo portal sobre o Ambiente terrestre dos Açores. Foi maioritariamente produzido por um amigo e é uma ferramenta estupenda para explorar a bio e geodiversidade da região. Ora espreitem: &lt;a href="http://siaram.azores.gov.pt"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-1810700417803151594?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/1810700417803151594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=1810700417803151594&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/1810700417803151594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/1810700417803151594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/10/acores-na-rede.html' title='Açores na rede'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-6936674526036795582</id><published>2010-09-07T17:43:00.002+01:00</published><updated>2010-09-07T17:45:12.656+01:00</updated><title type='text'>O meu nome em hieróglifos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TIZryyMW8CI/AAAAAAAAAEY/qgzGiGXK9a0/s1600/Imagem1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 137px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TIZryyMW8CI/AAAAAAAAAEY/qgzGiGXK9a0/s400/Imagem1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514213313972989986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a preciosa ajuda do professor Luís Manuel de Araújo, que verteu os caracteres latinos para hieróglifos egípcios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-6936674526036795582?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/6936674526036795582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=6936674526036795582&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6936674526036795582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6936674526036795582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/09/o-meu-nome-em-hieroglifos.html' title='O meu nome em hieróglifos'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TIZryyMW8CI/AAAAAAAAAEY/qgzGiGXK9a0/s72-c/Imagem1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-6266955967306124273</id><published>2010-09-06T12:11:00.002+01:00</published><updated>2010-09-06T12:13:01.630+01:00</updated><title type='text'>Legendas criativas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TITMi4Ry-2I/AAAAAAAAAEQ/Df9BULtOKSk/s1600/Santinha.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 98px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TITMi4Ry-2I/AAAAAAAAAEQ/Df9BULtOKSk/s200/Santinha.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513756743402978146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio que a legenda que ontem saiu no "Público" a acompanhar esta imagem está errada. Ou isso ou a história da simpática missionária nascida na Macedónia e naturalizada indiana está muito mal contada. Parece que estou a ver o trailer do filme: "Ela é uma freira que quer salvar o mundo. Conhece apenas uma linguagem ...– a da bazuca. Teresa de Calcutá, uma santa na obscuridade".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-6266955967306124273?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/6266955967306124273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=6266955967306124273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6266955967306124273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6266955967306124273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/09/legendas-criativas.html' title='Legendas criativas'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/TITMi4Ry-2I/AAAAAAAAAEQ/Df9BULtOKSk/s72-c/Santinha.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-4934560960081618787</id><published>2010-08-04T14:44:00.000+01:00</published><updated>2010-08-04T14:45:35.555+01:00</updated><title type='text'>Carlos Almaça (1935-2010)</title><content type='html'>O professor Almaça foi um mestre e um bom amigo da revista National Geographic. Falámos no mês passado pela última vez, como tantas vezes tínhamos feito. Ajudou-me então a separar o trigo do joio numa peça sobre os naturalistas portugueses do século XIX. A voz tremia, a respiração já era irregular, mas mantinha a lucidez de sempre. Recordo com emoção a sua defesa obstinada da ciência portuguesa e dos seus profissionais. Nunca me deixava começar a lengalenga do "país rural, quase analfabeto, com uma ciência atrasada". Batia-se pelos seus pares. Defendia-os. Citava exemplos e causas nobres. Estou desolado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-4934560960081618787?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/4934560960081618787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=4934560960081618787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/4934560960081618787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/4934560960081618787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/08/carlos-almaca-1935-2010.html' title='Carlos Almaça (1935-2010)'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-1943678997625443172</id><published>2010-04-11T18:21:00.001+01:00</published><updated>2010-04-11T18:22:42.516+01:00</updated><title type='text'>O acesso à profissão de jornalista</title><content type='html'>&lt;em&gt;Declaração de interesse: para além de profissional de jornalismo, sou docente convidado numa faculdade de ciências humanas em Lisboa. É legítimo, pois, concluir que tenho interesse em promover o debate sobre o ensino do jornalismo em Portugal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine-se sentado numa mesa de operações, prestes a ser submetido a uma intervenção cirúrgica, quando descobre que o indivíduo que o vai operar não concluiu a sua formação, embora os colegas reconheçam que ele até tem jeito para o bisturi. Em alternativa, transporte-se para um tribunal, onde o advogado que o vai defender acumula vinte anos de tarimba, mas não passou pelo exame dos pares exigido pela lei. Ou o farmacêutico que o atende e lhe explica que se foi oferecer à farmácia quando era novo e foi aprendendo por tentativa e erro as virtudes dos medicamentos.&lt;br /&gt;Insólitas na medicina, na advocacia ou na farmácia, estas situações são comuns no jornalismo. Esta é uma profissão onde, contra todas as expectativas, os candidatos desconhecem os requisitos de acesso e as provas indispensáveis ao acesso à redacção. As redacções continuam repletas de jornalistas que se candidataram espontaneamente ou responderam a concursos e foram admitidos depois de períodos – longos ou curtos – de colaboração regular disfarçada.&lt;br /&gt;A identidade de qualquer profissão expressa-se na fronteira traçada por um conjunto de normas universalmente aceites de acesso à profissão e pelo reconhecimento externo de que os profissionais que as cumpriram são os únicos com um mandato social para desempenhar as funções. Como um recente ensaio de Sara Meireles Graça demonstra , o acesso às redacções portuguesas é desregrado, dependendo mais da vontade da hierarquia e das administrações das empresas jornalísticas do que de qualquer outro critério.&lt;br /&gt;Com centenas de candidatos espontâneos a afluir às redacções todos os anos, o jornalismo personificou a lei da selva de Kipling, criando uma legião de trabalhadores com vínculos instáveis, mal remunerados ou nem sequer remunerados e facilmente substituíveis pelos empregadores. Sem regulação no mercado, a profissão perdeu estatuto social, estabilidade e independência. &lt;br /&gt;O Estatuto do Jornalista de 1999 evitou uma decisão categórica sobre a questão. Impôs obediência ao código deontológico, o exercício permanente e remunerado de funções, a escolaridade obrigatória, quatro anos de experiência ou tarimba e um estágio obrigatório de 24 meses, teoricamente orientado por um jornalista, mas efectivamente sem regras. Uma alteração legal, publicada em 2007, valorizou um pouco mais a licenciatura, reduzindo o estágio dos licenciados de 18 para 12 meses e obrigou as empresas de comunicação social a comunicarem à Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas (CCPJ) e ao conselho de redacção (se existente) a admissão de todos os estagiários e o nome dos orientadores. Que se saiba, esta informação nunca foi submetida.&lt;br /&gt;Há um enorme lirismo na exaltação das virtudes dos saberes complementares que se juntam nas redacções e da tarimba como escola de vida. Pedindo desculpa aos muitos jornalistas que conheço e que compensaram a ausência de formação específica com o saber acumulado na redacção, considero que esse acesso franqueado constitui ainda um contributo para a amálgama identitária referida.&lt;br /&gt;O problema de fundo continua a ser a falta de uniformidade nos mecanismos de acesso. Impõe-se, a meu ver, a uniformização curricular das licenciaturas que pretendam formar jornalistas, incorporando a dimensão técnico-profissional nos programas, sem desleixar a dimensão deontológica, a preparação tecnológica e o enquadramento profissional num contexto mais amplo de preparação intelectual. Impõe-se a redução e triagem das instituições credenciadas para fazer esta formação. Impõe-se o recurso a jornalistas e a empresas de jornalismo para colaborar na construção destes programas. Impõe-se ainda a credibilização do estágio de acesso à redacção e da respectiva orientação. Impõe-se por fim a vigilância e sanção dos profissionais não certificados que, como o médico que se prepara para operar sem licença, não estão credenciados para o fazer.&lt;br /&gt;Uma das limitações do Estatuto do Jornalista é a designação do poder de atribuição e cassação da carteira profissional à CCPJ, presidida por um juiz. Essa formulação constitui uma ingerência intolerável no processo de formação profissional, uma regulação externa que, em conformidade com as ideias acima expressas, deveria recair exclusivamente sobre os ombros de jornalistas. Será mais um elemento para o debate que urge fazer sobre a oportunidade e mérito de estruturar o jornalismo em torno de uma ordem profissional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-1943678997625443172?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/1943678997625443172/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=1943678997625443172&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/1943678997625443172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/1943678997625443172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2010/04/o-acesso-profissao-de-jornalista.html' title='O acesso à profissão de jornalista'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-36397215937583874</id><published>2009-09-20T12:42:00.005+01:00</published><updated>2009-09-20T13:03:16.770+01:00</updated><title type='text'>Museu Geológico, Lisboa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SrYZ2K-Ms2I/AAAAAAAAAEI/ugXrYAPu7Fk/s1600-h/IMG_2804.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SrYZ2K-Ms2I/AAAAAAAAAEI/ugXrYAPu7Fk/s200/IMG_2804.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383518823016870754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SrYVYfgEVCI/AAAAAAAAAEA/dU3NQlj8bn0/s1600-h/IMG_2796.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SrYVYfgEVCI/AAAAAAAAAEA/dU3NQlj8bn0/s200/IMG_2796.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383513915085050914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se recear a gripe A, deve seguramente fugir às multidões e aos espaços mais lotados. Desse ponto de vista, brincava um amigo, os museus são a solução ideal. Assim como assim, estão sempre vazios. &lt;br /&gt;Infelizmente, esse era o panorama ontem do Museu Geológico, na Rua da Academia das Ciências. Éramos os únicos visitantes do espaço a meio da manhã de sábado e dificilmente justificámos a corajosa decisão do museu de abrir as portas também ao sábado - sobretudo com tão poucos funcionários.&lt;br /&gt;O Museu Geológico é uma máquina do tempo. Transporta-nos para o século XIX mal franqueamos a entrada. O arranjo das vitrinas, as duas salas muito amplas e geométricas, as etiquetas de marcação dos objectos envelhecidas pelo tempo dão-nos conta de uma outra ideia de musealização. O espaço é um museu dentro de um museu.&lt;br /&gt;Tem a colecção mais espantosa de fósseis paleontológicos do país, resultado do trabalho metódico dos Serviços Geológicos portugueses no século XIX e primeira metade do século XX. Curiosamente, se Portugal foi dos primeiros países europeus a criar um serviço dedicado à geologia, foi também dos primeiros a abandoná-lo à sua sorte, motivo pelo qual este Museu Geológico já passou por tutelas com pouca ou nenhuma afinidade com o tema. Como o INETI. &lt;br /&gt;O Museu é um espaço notável, uma espécie de segredo partilhado pelas centenas de pessoas que o conhecem e apreciam. As colecções de Paleontologia e Arqueologia reportam-nos para os primórdios destas duas ciências em Portugal. Não ficam muito distantes de colecções expostas noutros países. Aqui, porém, estão às moscas, apesar do dinamismo e das iniciativas de promoção desenvolvidas pelo actual director e pelo seu antecessor. Olha-se para o fémur de um apatossauro ou para o crânio de um crocodilídeo e imagina-se a sala repleta de crianças em idade escolar, abismadas (como a minha estava) com a proximidade do legado dos dinossauros. Uma coisa é ver pistas de dinossauros impressas na rocha; outra, bem diferente, é tocar num osso fossilizado de um gigante.&lt;br /&gt;Recentemente, o Museu assumiu a expansão para uma terceira sala, a de mineralogia. Embora destoe das duas salas originais, é o espaço mais moderno do Museu e aquele que ainda recebe novos acervos. O Depto. de Geologia da Somincor e a missão de exploração das fontes hidrotermais no Atlântico fizeram generosas contribuições de materiais, que ajudam a embelezar este espólio e, sobretudo, a torná-lo mais relevante, dando conta de duas das missões contemporâneas que não dispensam a geologia - a exploração do fundo do mar e o aproveitamento de recursos minerais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-36397215937583874?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/36397215937583874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=36397215937583874&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/36397215937583874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/36397215937583874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/09/museu-geologico-lisboa.html' title='Museu Geológico, Lisboa'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SrYZ2K-Ms2I/AAAAAAAAAEI/ugXrYAPu7Fk/s72-c/IMG_2804.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-9195725100597705346</id><published>2009-09-13T13:46:00.006+01:00</published><updated>2009-09-13T14:00:57.217+01:00</updated><title type='text'>Pedreira do Avelino 2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SqzrwgHMEXI/AAAAAAAAAD4/XHQh0OGvfoY/s1600-h/IMG_2768.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SqzrwgHMEXI/AAAAAAAAAD4/XHQh0OGvfoY/s200/IMG_2768.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380934873287233906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SqzrrRdtKuI/AAAAAAAAADw/vkiUq5PrNXg/s1600-h/IMG_2770.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SqzrrRdtKuI/AAAAAAAAADw/vkiUq5PrNXg/s200/IMG_2770.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380934783455800034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SqzrlRU-BdI/AAAAAAAAADo/sX6k-TJHjp4/s1600-h/IMG_2766.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SqzrlRU-BdI/AAAAAAAAADo/sX6k-TJHjp4/s200/IMG_2766.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380934680339940818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No sábado, estive na Pedreira do Avelino, no Zambujal, perto de Sesimbra. Guiado pela Vanda Santos, paleontóloga do Museu Nacional de História Natural (MNHN), conheci aquela jazida em 2002, mais de 25 anos depois de Miguel Telles Antunes ter identificado as pegadas de saurópodes e ter persuadido o proprietário do terreno a poupar a laje. &lt;br /&gt;Em 1997, por pressão do MNHN, a laje (onde se cruzam dois trilhos - de um saurópode adulto e outro juvenil - e onde se detectam mais três pistas) foi classificada como Monumento Natural, apesar de continuar a pertencer a um particular e de a Câmara Municipal de Sesimbra me ter comunicado, em 2002, que não lhe interessava comprar o terreno porque - e cito - "tinha melhores formas de chamar turistas ao concelho".&lt;br /&gt;Em 2002, o proprietário ainda tinha esperança de que o processo chegaria a bom porto. Em 2009, depois de doze anos de espera, a laje foi cercada. Cercada de vegetação, de lixo e de restos de materiais de construção.&lt;br /&gt;Quem conhece ainda lá vai e, enquanto foge às silvas e aos cacos de vidro, tenta explicar aos amigos o que ali está. &lt;br /&gt;Um dia, o proprietário "enganar-se-á" e destruirá a laje por descuido. Quem o censura?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-9195725100597705346?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/9195725100597705346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=9195725100597705346&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/9195725100597705346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/9195725100597705346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/09/pedreira-do-avelino-2009.html' title='Pedreira do Avelino 2009'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SqzrwgHMEXI/AAAAAAAAAD4/XHQh0OGvfoY/s72-c/IMG_2768.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-3323039064124328432</id><published>2009-07-30T16:58:00.002+01:00</published><updated>2009-07-30T17:06:19.451+01:00</updated><title type='text'>A Rosa ao Vento</title><content type='html'>Há seis anos, aqui na National Geographic, decidimos fazer um artigo sobre um especialista em Descobrimentos (cujo nome omito para não o misturar nesta história de rabos ao léu). &lt;br /&gt;Levámo-lo à Rosa dos Ventos de Belém para o Nuno Correia fazer a fotografia que abriria o perfil. Ao fim de cinco minutos, já com o tripé montado, apareceu o segurança da Torre de Belém, que insistiu que ali não se faziam fotografias. Fomos falar com o responsável pelo monumento.&lt;br /&gt;"Não pode ser, não podem tirar fotografias aqui sem me avisar", disse ele, ignorando olimpicamente os milhares de turistas que ali vão todos os dias, de máquina na mão. Acabámos por completar a sessão fotográfica, não sem antes prometer ao zeloso guardião do monumento que lhe ofereceríamos cinco ou seis exemplares. &lt;br /&gt;Ora, a Playboy deste mês faz um "ensaio" com uma menina nua em cima da dita rosa dos ventos. A senhora deita-se sobre a Madeira, pisa ao de leve os Açores e sobrepõe-se a uma das rotas atlânticas do século XV. Poderão os senhores leitores explicar o racional desta autorização? &lt;br /&gt;Muito agradecido.&lt;br /&gt;(às tantas, a sessão foi autorizada mas a revista vai ter de oferecer muito mais exemplares!!!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-3323039064124328432?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/3323039064124328432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=3323039064124328432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3323039064124328432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3323039064124328432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/07/rosa-ao-vento.html' title='A Rosa ao Vento'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-8688229512536046187</id><published>2009-07-24T21:18:00.002+01:00</published><updated>2009-07-24T21:23:45.662+01:00</updated><title type='text'>Um Terreiro, vários cais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SmoXIrfxwgI/AAAAAAAAADg/Dp4SU3Rd9TI/s1600-h/6413_1102149442408_1486868339_449305_5832173_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 313px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SmoXIrfxwgI/AAAAAAAAADg/Dp4SU3Rd9TI/s400/6413_1102149442408_1486868339_449305_5832173_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362123744220398082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A escavação foi mantida em sigilo. De Maio a Julho, o achado entusiasmou um círculo remoto de arqueólogos envolvidos. No coração de Lisboa, à vista de todos, o segredo foi guardado.&lt;br /&gt;O que existia em Lisboa antes do terramoto de 1755? COmo era o Terreiro do Paço? As obras de saneamento em curso destaparam um monumento fundamental da história da primeira globalização. O cais, ou melhor, as várias soluções de cais foram emergindo. E assim, a alguns metros do actual nível do solo, surgiu o cais filipino de onde partiram tantas embarcações para os quatro cantos do império.&lt;br /&gt;Temia-se que tivesse sido destruído pelo maremoto ou simplesmente desmontado com os aterros posteriores a 1755. Afinal, ele estava lá. Pedra a pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto da equipa de arqueólogos liderado por Maria Luís Blot, fotografias de Luís Faustino /4see e impagável infografia da Anyforms. Privilégio da edição de Agosto da National Geographic.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-8688229512536046187?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/8688229512536046187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=8688229512536046187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8688229512536046187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8688229512536046187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/07/um-terreiro-varios-cais.html' title='Um Terreiro, vários cais'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SmoXIrfxwgI/AAAAAAAAADg/Dp4SU3Rd9TI/s72-c/6413_1102149442408_1486868339_449305_5832173_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-7551794566333643760</id><published>2009-07-16T10:51:00.004+01:00</published><updated>2009-07-16T11:00:50.294+01:00</updated><title type='text'>Brian Skerry em Lisboa</title><content type='html'>É um dos meus fotógrafos favoritos. Fotografa em ambiente subaquático para a National Geographic e foi o autor de algumas das mais emblemáticas reportagens da revista nos dois últimos anos. Fotografou as tartarugas-de-couro (&lt;a href="http://ngm.nationalgeographic.com/2009/05/leatherback-turtles/skerry-photography"&gt;aqui&lt;/a&gt;), que a edição portuguesa publicará em Agosto. Assinou, juntamente com Randy Olson, uma reportagem incrível sobre a crise mundial das pescas (&lt;a href="http://ngm.nationalgeographic.com/2007/04/global-fisheries-crisis/olson-skerry-photography"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Outra sobre uma reserva quase intacta na Nova Zelândia(&lt;a href="http://ngm.nationalgeographic.com/2007/04/new-zealand-coast/skerry-photography"&gt;aqui&lt;/a&gt;). É dele ainda uma reportagem sobre baleias-francas, que estará exposta no Oceanário de Lisboa de 1 a 15 de Agosto, integrada no Festival dos Oceanos.&lt;br /&gt;A convite da Realizar e da organização do Festival dos Oceanos 2009, Brian Skerry dará uma palestra no Oceanário, na noite de dia 10, com entrada livre. &lt;br /&gt;Mesmo em férias, tentarei lá estar. Façam favor de marcar também na agenda a data.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-7551794566333643760?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/7551794566333643760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=7551794566333643760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7551794566333643760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7551794566333643760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/07/brian-skerry-em-lisboa.html' title='Brian Skerry em Lisboa'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-3901478869512300540</id><published>2009-05-25T15:30:00.002+01:00</published><updated>2009-05-25T15:32:55.415+01:00</updated><title type='text'>Tribuna do Leitor, Público, 25 de Maio</title><content type='html'>"Lisboa sem remédio&lt;br /&gt;A aplicação na legislação portuguesa das directivas comunitárias sobre ruído urbano foi rápida e saudável, culminando, em Janeiro de 2007, com a publicação do Regulamento Geral do Ruído (Decreto-lei 9/2007, de 17 de Janeiro). Infelizmente, neste caso como em tantos outros, autarquias como a de Lisboa assobiam para o ar e não fazem respeitar a lei.&lt;br /&gt;Historiemos um caso: moro no Alto do Lumiar, numa das novas urbanizações ali construídas desde o início do século XXI. Há cerca de quatro anos, com a precisão matemática dos melhores relógios suíços, tive o azar de ficar a conhecer pormenorizadamente o ventilador de desenfumagem da garagem do prédio em frente, que começa a trabalhar sempre à mesma hora, durante 60 minutos. Faça chuva ou sol, no Inverno ou no Verão, estejam muitos ou poucos carros ali estacionados, o ventilador trabalha com a tranquilidade de um batalhão de infantaria.&lt;br /&gt;Como muitos vizinhos, tenho uma criança pequena em casa, que costuma (tentar) dormir àquela hora. Aguentei bastantes meses, mas em Julho do ano passado formalizei uma queixa no Departamento de Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa (CML) ao abrigo do referido Regulamento (n.º 1, do artigo 13). Combinei para Setembro os exames acústicos na minha habitação que a lei prevê para estes casos.&lt;br /&gt;A legislação refere que a diferença entre a medição acústica do ruído provocado pelas actividades perturbadoras em avaliação e o valor indicador do ruído residual (a minha rua, num intervalo de tempo em que o referido ventilador não esteja a funcionar) não pode exceder 5 dB no período diurno. Como não seria de estranhar, a medição apurou um diferencial de quase 30 dB com a minha janela de vidro duplo aberta e de 20dB com ela fechada. Recordo que dois sinos de igreja a tocar em simultâneo geram cerca de 20 dB. Agora, tirem um instante para imaginar um "concerto" de uma hora com dois sinos em simultâneo...&lt;br /&gt;Em Dezembro, recebi um ofício da CML confirmando que a queixa tinha sido deferida e que o proprietário do edifício onde funcionam os ventiladores seria informado para pôr termo à fonte de ruído. No início de Janeiro, escrevia-se, a situação estaria regularizada. Cinco meses depois, continua tudo na mesma. Na mesma, perguntarão os leitores do PÚBLICO? Bom, o ruído mantém-se e o miúdo continua a não dormir à hora do ventilador. Mas, pelo menos, já tenho um papel que me diz que eu tenho razão. Talvez quando o rapaz se inscrever no serviço militar, a CML tenha tido a bondade de fazer cumprir a lei."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-3901478869512300540?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/3901478869512300540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=3901478869512300540&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3901478869512300540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3901478869512300540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/05/tribuna-do-leitor-publico-25-de-maio.html' title='Tribuna do Leitor, Público, 25 de Maio'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-1771933708016683071</id><published>2009-02-02T10:16:00.002Z</published><updated>2009-02-02T10:18:59.903Z</updated><title type='text'>Solidariedade total</title><content type='html'>Porque há assaltos de colarinho branco. Porque o ICNB não parece ter noção do que é uma área protegida. Porque se torna cada vez mais difícil fazer jornalismo sobre conservação da natureza em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ter sido eu a escrever, mas &lt;a href="http://www.joseantunes.com/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=82:a-visitacao-do-icnb&amp;catid=17:blog&amp;Itemid=79"&gt;o José Antunes&lt;/a&gt; antecipou-se. Subscrevo tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-1771933708016683071?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/1771933708016683071/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=1771933708016683071&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/1771933708016683071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/1771933708016683071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/02/solidariedade-total.html' title='Solidariedade total'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-7055292185023196546</id><published>2009-01-27T12:15:00.001Z</published><updated>2009-01-27T12:17:09.619Z</updated><title type='text'>Sentido de humor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SX77HidvxkI/AAAAAAAAADI/DZFOYWVTXTE/s1600-h/GPereira+cartoon+b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 392px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SX77HidvxkI/AAAAAAAAADI/DZFOYWVTXTE/s400/GPereira+cartoon+b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295946318763509314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-7055292185023196546?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/7055292185023196546/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=7055292185023196546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7055292185023196546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7055292185023196546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/01/sentido-de-humor.html' title='Sentido de humor'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SX77HidvxkI/AAAAAAAAADI/DZFOYWVTXTE/s72-c/GPereira+cartoon+b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-9140068629711848748</id><published>2009-01-25T14:14:00.003Z</published><updated>2009-01-25T14:37:57.436Z</updated><title type='text'>Fernando Bragança Gil (1927-2009)</title><content type='html'>Correspondia-me regularmente com ele mas nunca o conheci pessoalmente. Há poucos cientistas que se possam gabar de, por sua iniciativa, terem aberto um novo campo de actividade. Fernando Bragança Gil foi cientista mas foi também historiador. Ensinou-nos que a ciência não pode ser entendida fora do contexto da sua época, da sociedade que a produz, que a incentiva ou reprime. Ensinou-nos que o desenvolvimento precoce da astronomia em Portugal não pode ser desligado de um projecto de sociedade iluminista, de compreensão de tudo o que nos rodeia. Ensinou-nos também que a estagnação científica do século XIX, por penúria financeira, crises políticas e mililtares e falta de vocação política, custou-nos caro e tem reflexos, ainda hoje, na nossa iliteracia científica.&lt;br /&gt;Por sua acção, Fernando Bragança Gil levou-me a investigar temas da história da ciência e a noticiá-los regularmente. Foi um pioneiro e uma referência. Deixou uma obra inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-9140068629711848748?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/9140068629711848748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=9140068629711848748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/9140068629711848748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/9140068629711848748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/01/fernando-bragana-gil-1927-2009.html' title='Fernando Bragança Gil (1927-2009)'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-7345465449914658023</id><published>2009-01-21T10:54:00.004Z</published><updated>2009-01-21T10:57:05.007Z</updated><title type='text'>Saúde</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXb_eFZ5gEI/AAAAAAAAADA/BXstIUDKohE/s1600-h/JohnWayneCowboy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXb_eFZ5gEI/AAAAAAAAADA/BXstIUDKohE/s400/JohnWayneCowboy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293699304332558402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"When you got them by the balls, their hearts and minds will follow" – John Wayne&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-7345465449914658023?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/7345465449914658023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=7345465449914658023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7345465449914658023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7345465449914658023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/01/sade.html' title='Saúde'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXb_eFZ5gEI/AAAAAAAAADA/BXstIUDKohE/s72-c/JohnWayneCowboy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-359273262247281132</id><published>2009-01-18T17:33:00.004Z</published><updated>2009-01-18T22:41:00.546Z</updated><title type='text'>Não se esqueçam de culpar o "gordo"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNlSgvsMDI/AAAAAAAAACw/KyMlpcmxE1g/s1600-h/avaliacao2007.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNlSgvsMDI/AAAAAAAAACw/KyMlpcmxE1g/s320/avaliacao2007.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292685355792478258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Fundação para a Ciência e a Tecnologia divulgou as avaliações mais recentes às Unidades de I &amp; D em Portugal. Como seria de esperar, as classificações de "excelente" limitaram-se às instituições do Centro, Algarve, Lisboa/Vale do Tejo e Norte.&lt;br /&gt;Na maior parte das instituições, foi estimulada uma reflexão sobre estas avaliações. Noutras, soltou-se fogo de artifício a despropósito e mandou-se matar o mensageiro. &lt;br /&gt;Nestas coisas, já se sabe, há sempre um tonto disposto a fazer o trabalho sujo, como o filho do general.&lt;br /&gt;E assim lá vamos, cantando e rindo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-359273262247281132?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/359273262247281132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=359273262247281132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/359273262247281132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/359273262247281132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2009/01/no-se-esqueam-de-criticar-o-gordo.html' title='Não se esqueçam de culpar o &quot;gordo&quot;...'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNlSgvsMDI/AAAAAAAAACw/KyMlpcmxE1g/s72-c/avaliacao2007.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-8286369033749770522</id><published>2008-03-10T11:53:00.003Z</published><updated>2008-03-10T12:00:19.644Z</updated><title type='text'>Uahuahuahuahua!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/R9UiTSiU-hI/AAAAAAAAABg/Uc6f1qUu1No/s1600-h/Picture+1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/R9UiTSiU-hI/AAAAAAAAABg/Uc6f1qUu1No/s400/Picture+1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176081061520931346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Extraído de um press release da Salvador Caetano, sobre uma campanha (meritória) de plantação de árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pitões dos Juniores??? No Gerês, imagino!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documento original &lt;a href="http://www3.gruposalvadorcaetano.pt/lists/newsletter/upload/NEWSLETTER_DL00680004.html"&gt;"aqui" &lt;/a&gt; (em 10/03/2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-8286369033749770522?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/8286369033749770522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=8286369033749770522&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8286369033749770522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8286369033749770522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2008/03/uahuahuahuahua.html' title='Uahuahuahuahua!'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/R9UiTSiU-hI/AAAAAAAAABg/Uc6f1qUu1No/s72-c/Picture+1.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-7555823615691149874</id><published>2008-02-10T20:09:00.001Z</published><updated>2008-02-10T20:10:47.590Z</updated><title type='text'>Rir</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/R69aJ1_wyKI/AAAAAAAAABY/ZnIe0lZj6dc/s1600-h/cartoon.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/R69aJ1_wyKI/AAAAAAAAABY/ZnIe0lZj6dc/s400/cartoon.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165446422777088162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no "Inimigo Público", de 8 de Fevereiro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-7555823615691149874?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/7555823615691149874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=7555823615691149874&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7555823615691149874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/7555823615691149874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2008/02/rir.html' title='Rir'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/R69aJ1_wyKI/AAAAAAAAABY/ZnIe0lZj6dc/s72-c/cartoon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-8427497776169760305</id><published>2007-11-05T11:37:00.000Z</published><updated>2007-11-05T11:44:09.839Z</updated><title type='text'>Não percam!</title><content type='html'>Amanhã, dia 6 de Novembro, na Escola Superior de Comunicação Social, em Benfica, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves organiza uma conferência sobre documentários de vida selvagem. Entre as 14h30 e as 17h, o Grande Auditório será o palco onde se apresentará um documentário da RTP sobre o projecto de conservação do priôlo nos Açores. Depois, Mike Salisbury, da BBC, dará conta da sua experiência de três décadas a produzir documentários de vida selvagem, lançando algumas pistas sobre o trabalho que tem vindo a filmar em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem favor de programar as vossas vidas para lá estar amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informação &lt;a href="http://www.spea.pt/index.php?op=act_2007/act_06112007"&gt;"aqui" &lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-8427497776169760305?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/8427497776169760305/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=8427497776169760305&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8427497776169760305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/8427497776169760305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/11/no-percam.html' title='Não percam!'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-3403304379834574799</id><published>2007-10-30T15:55:00.001Z</published><updated>2007-10-30T16:00:17.775Z</updated><title type='text'>Esgotos em Sesimbra</title><content type='html'>Afixo em baixo uma carta enviada ao "Público" em Abril deste ano e publicada na secção "Tribuna do Leitor". Pela manifesta actualidade do texto 180 dias depois, julgo que a Câmara Municipal de Sesimbra merece que o mesmo seja novamente tornado público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Esgotos em Sesimbra&lt;br /&gt;Tenho casa em Casais de Sampaio, concelho de Sesimbra, desde 1992, mas estou recenseado na capital. Menciono-o porque esse estatuto condiciona fortemente a compreensão do resto da narrativa. É que isso faz de mim eleitor em Lisboa e não em Sesimbra. Para a CM Sesimbra, isso significa tristemente que sou um cidadão de segunda. Estou para este município como aqueles parentes inconvenientes que não queremos que apareçam no churrasco, porque convidámos o chefe.&lt;br /&gt;Quando o meu pai comprou a casa, há 15 anos, procedeu à análise de todos os factores que poderiam condicionar a habitação. Meticuloso por (de)formação profissional, estudou a localização, a exposição ao Sol, as condições estruturais da moradia e pesou o facto de esta estar integrada no Parque Natural da Arrábida (PNA). No processo, deu conta, evidentemente, de uma linha de água, que corria paralelamente a toda a urbanização, mas estava longe de supor que a dita linha de água se transformaria num caudal promissor de esgotos a céu aberto. Na altura, foi-lhe dito pelos serviços municipais que a situação seria absolutamente provisória. O meu pai, caro leitor, é engenheiro e, portanto, pouco versado nas subtilezas da geologia. Desconhecia então que o tempo em Sesimbra se mede pelos patamares dos paleontólogos: a CM Sesimbra queria dizer que no final da era quaternária é bem possível que o canal esteja tratado. Mas sem promessas rígidas.&lt;br /&gt;Quinze anos decorreram, e posso afiançar que uma das coisas boas de ter um esgoto a céu aberto na vizinhança é o facto de ele permitir travar novos conhecimentos. Conhecemos vários vereadores municipais. Três presidentes da câmara. Muitos, muitos funcionários. O esgoto, esse, já faz parte da família. Tenho familiares que juram a pés juntos que já não conseguiriam almoçar em paz sem o ligeiro odor que a vala emana.&lt;br /&gt;Nem tudo nesta história é negativo. Estão agendadas para este ano as comemorações dos 10 anos da primeira contagem de colónias coliformes realizada a pedido dos moradores. Apurámos, na altura, que a contagem de colónias coliformes era de 180x105 /ml (média de quatro ensaios independentes). Como imagino que as colónias de coliformes não são como o vinho do Porto, pelo que não melhorarão com a idade, julgo que posso depreender que continuam a correr, na vala, esgotos sem tratamento. É verdade que os coliformes fecais fazem muita companhia, mas estará talvez na altura de nos despedirmos destes vizinhos.&lt;br /&gt;Consultei recentemente o novo Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida. Queria confirmar que, na listagem de espécies desta área protegida, constavam animais com as quais privo regularmente e que, com grande pena minha, certamente não visitam as traseiras da casa do senhor presidente da câmara. Infelizmente, por incúria do Parque, a varejeira-azul (&lt;i&gt;Calliphora vomitoria&lt;/i&gt;) e a ratazana-negra (&lt;i&gt;Rattus norvegicus&lt;/i&gt;) não constam ainda do inventário de fauna da Arrábida. Parecendo que não, são organismos que dão muito encanto a uma moradia.&lt;br /&gt;Já vou nos meus trintas. O meu pai vai nos sessentas. Concordámos recentemente que o meu filho, ainda bebé, terá de manter uma forma física e intelectual invejável para agarrar no testemunho daqui a algumas décadas e manter viva a batalha do esgoto da Arrábida. É que, em Sesimbra, embora o presidente da Câmara se chame Pólvora, faltarão ainda longas temporadas até os serviços municipais desenvolverem a ideia… explosiva de desenvolver um saneamento eficaz.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-3403304379834574799?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/3403304379834574799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=3403304379834574799&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3403304379834574799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3403304379834574799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/10/esgotos-em-sesimbra.html' title='Esgotos em Sesimbra'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-6830608027601447307</id><published>2007-10-02T15:05:00.000+01:00</published><updated>2007-10-02T15:14:47.224+01:00</updated><title type='text'>Pouca vergonha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RwJQrOtDluI/AAAAAAAAABQ/3oMZoKIezTU/s1600-h/Global,+2+Out.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RwJQrOtDluI/AAAAAAAAABQ/3oMZoKIezTU/s200/Global,+2+Out.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116740830257977058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta é a capa da National Geographic que está nas bancas desde 31 de Agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RwJQbetDltI/AAAAAAAAABI/pMK86LdbAhs/s1600-h/capanationalsetembro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RwJQbetDltI/AAAAAAAAABI/pMK86LdbAhs/s200/capanationalsetembro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116740559675037394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta é a página central do jornal gratuito "Global Notícias" de hoje que, por sua vez, se inspira em peça publicada na revista "Notícias Sábado" de 15 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muita imaginação para aqueles lados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-6830608027601447307?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/6830608027601447307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=6830608027601447307&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6830608027601447307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6830608027601447307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/10/pouca-vergonha.html' title='Pouca vergonha'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RwJQrOtDluI/AAAAAAAAABQ/3oMZoKIezTU/s72-c/Global,+2+Out.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-4217768809201571357</id><published>2007-05-28T15:04:00.000+01:00</published><updated>2007-05-28T15:23:42.668+01:00</updated><title type='text'>Meia Hora</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/Rlrhl4bsF6I/AAAAAAAAABA/R7asIaAeC58/s1600-h/Slide1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/Rlrhl4bsF6I/AAAAAAAAABA/R7asIaAeC58/s200/Slide1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069612371478845346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou um céptico face às potencialidades da imprensa gratuita e não gosto particularmente dos jornais distribuídos na região de Lisboa. Considero que são pouco mais do que uma compilação de despachos noticiosos da Lusa vestidos com outras cores, apesar da evidente penetração em nichos de leitores que, há poucos anos, pertenciam exclusivamente aos jornais pagos. Se andar de metro em Lisboa, verificará, sem espanto, que por cada jornal comprado que ali se folheia, há quatro ou cinco gratuitos nas mãos dos passageiros. Imagino que o rombo provocado nas vendas dos jornais pagos seja sensível.&lt;br /&gt;No início de Junho, ganhará vida o gratuito "Meia Hora", jornal diário que evoca uma filosofia diferente dos restantes. Na hora da apresentação, anuncia objectivos ambiciosos: vem para disputar audiência à imprensa de referência, para angariar investimento publicitário tradicionalmente canalizado para o "Diário de Notícias" e "Público" e pretende fazê-lo com uma tiragem de cem mil exemplares.&lt;br /&gt;Troco impressões com profissionais da imprensa paga e pressinto a tradicional arrogância que dedicam(os) à imprensa gratuita. - Não tem hipóteses! &lt;br /&gt;- As Classes A e B não se atingem com distribuição nos semáforos! &lt;br /&gt;- Dou-lhes seis meses antes de fecharem!&lt;br /&gt;Tem a palavra a equipa do Sérgio Coimbra. Para já, a Cofina conquistou uma taça que, adivinho, teve sabor incomparável: mesmo partindo depois do anúncio público da ControlInveste, realizado no Inverno de 2005, lançou primeiro o seu jornal gratuito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-4217768809201571357?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/4217768809201571357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=4217768809201571357&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/4217768809201571357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/4217768809201571357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/05/meia-hora.html' title='Meia Hora'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/Rlrhl4bsF6I/AAAAAAAAABA/R7asIaAeC58/s72-c/Slide1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-6967853028714383996</id><published>2007-03-28T17:13:00.000+01:00</published><updated>2007-03-28T21:59:34.430+01:00</updated><title type='text'>Renováveis, Mas Não Fotografáveis</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RgqV78Hv06I/AAAAAAAAAA0/dvN_fMnh-eY/s1600-h/Picture+1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RgqV78Hv06I/AAAAAAAAAA0/dvN_fMnh-eY/s200/Picture+1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047011189405504418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RgqVycHv05I/AAAAAAAAAAs/Wn8mzCWBuWM/s1600-h/11477.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RgqVycHv05I/AAAAAAAAAAs/Wn8mzCWBuWM/s200/11477.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047011026196747154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RgqVr8Hv04I/AAAAAAAAAAk/ipXRn6VsrHU/s1600-h/4f1e0bf45cf047a4aa45facb1d391ed4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RgqVr8Hv04I/AAAAAAAAAAk/ipXRn6VsrHU/s200/4f1e0bf45cf047a4aa45facb1d391ed4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047010914527597442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num congresso recente de energias renováveis em que participei, um dos oradores –  representante, julgo eu, da energia solar – queixou-se da escassa importância que os media atribuem às novas fontes de energia. Escuto esta crítica amiúde e invariavelmente recordo as palavras de um dos primeiros editores com quem trabalhei, que vetava categoricamente a maior parte das histórias sobre energia eólica ou solar (energias renováveis, há dez anos, "eram" só essas. Pelo menos, aos olhos dos media). "Quem viu uma turbina viu todas! Quem viu um painel já não quer ver mais nenhum."&lt;br /&gt;Esta lógica simplista encerra alguma injustiça, mas penetra no centro da discórdia entre jornalistas e peritos. As prioridades de uns não correspondem às dos outros, e as novas/velhas tecnologias de produção de energia são, de facto, limitadas do ponto de vista visual. As suas imagens são normalmente maçadoras e repetitivas. E, no alinhamento dos jornais ou telejornais, passam muitas vezes para segundo plano.&lt;br /&gt;Voltei a lembrar-me desta controvérsia com as notícias de hoje sobre a central fotovoltaica de Serpa, a maior do mundo. Por muitas voltas que os repórteres fotográficos deram à perspectiva ou ao ângulo, os resultados foram estes. Cumpriram a função, sem entusiasmar. Imagino que o velho Álvaro tenha acordado hoje a barafustar: "Painéis, painéis. Quem viu um viu todos!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-6967853028714383996?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/6967853028714383996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=6967853028714383996&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6967853028714383996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/6967853028714383996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/03/renovaveis-mas-no-fotografveis.html' title='Renováveis, Mas Não Fotografáveis'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/RgqV78Hv06I/AAAAAAAAAA0/dvN_fMnh-eY/s72-c/Picture+1.png' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-3410090385310461211</id><published>2007-03-26T18:20:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T18:22:27.166+01:00</updated><title type='text'>Os embargos e as fontes</title><content type='html'>Admitamos que a reputação jornalística não está propriamente nos píncaros. Reconheçamos também que parte da carga negativa que nos albardam ao lombo até é justificada por deficientes práticas profissionais nos vários suportes. Mas admitamos como válido o princípio de que parte da cruz não nos cabe a nós transportar.&lt;br /&gt;A relação com as fontes é um bom exemplo. Pontualmente, pedem-nos o embargo da informação – o cumprimento de um período de silêncio antes da divulgação noticiosa. Para a fonte, o embargo pode ser uma estratégia que a distancie do evento e assim garanta a sua “inocência” quando se apontarem dedos à indiscrição. Pode ser também uma forma de melhor controlar o início do ciclo noticioso de uma informação, canalizando-o para o dia da semana que potencialmente sirva melhor a causa. Pode ainda ser uma ferramenta útil para condicionar a discussão de um tópico já na agenda, fortalecendo ou enfraquecendo o caudal noticioso num dia específico em que se prevê que o assunto já esteja na forja.&lt;br /&gt;Não é costume os jornalistas quebrarem o embargo. Há sempre uns mais garganeiros do que outros, mas normalmente o embargo é cumprido com escrúpulos, na medida em que o desrespeito pelo acordo estabelecido com a fonte poderá significar o silêncio na próxima ocasião. E esse é um risco que poucos querem correr.&lt;br /&gt;Recentemente, aconteceu-me o contrário. Forneceram-me informação exclusiva sob promessa solene de divulgação em determinada data. Acedi de bom grado: as vantagens compensavam o inconveniente de condicionar o meu calendário pelo dos outros. A  «cacha» está para os jornalistas como o oásis para o explorador do deserto: é a obsessão, a motivação que nos leva a caminhar.&lt;br /&gt;No domingo à noite, vejo num dos telejornais, tintim por tintim, toda a minha história –  os mesmos dados, os mesmos gráficos, as mesmas interpretações. Tudinho! O embargo, afinal, era meramente indicativo. O exclusivo, afinal, era um mal entendido. A culpa, claro, deve ser do jornalista. Percebeu mal, coitado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-3410090385310461211?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/3410090385310461211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=3410090385310461211&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3410090385310461211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/3410090385310461211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/03/os-embargos-e-as-fontes.html' title='Os embargos e as fontes'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-2854862957630357342</id><published>2007-02-27T16:32:00.000Z</published><updated>2007-02-27T16:48:00.657Z</updated><title type='text'>Via Latina</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/ReRgU9bzOLI/AAAAAAAAAAY/BquXkA_5fbo/s1600-h/capa_web41.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/ReRgU9bzOLI/AAAAAAAAAAY/BquXkA_5fbo/s200/capa_web41.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036256196511873202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está nos pontos de venda habituais a nova edição da "Via Latina", revista da Associação Académica de Coimbra, este mês dedicada ao ambiente. Tenho o grato prazer de ali publicar uma reflexão sobre o crescente interesse da Sociologia pelos temas ambientais ("Ambiente Emergente", pg. 78-85). &lt;br /&gt;Correndo o risco de fazer publicidade em causa própria, acho que o número justifica uma análise cuidadosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-2854862957630357342?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/2854862957630357342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=2854862957630357342&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/2854862957630357342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/2854862957630357342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/02/via-latina.html' title='Via Latina'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/ReRgU9bzOLI/AAAAAAAAAAY/BquXkA_5fbo/s72-c/capa_web41.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-117043180026150172</id><published>2007-02-02T15:56:00.000Z</published><updated>2007-02-02T15:56:40.263Z</updated><title type='text'>Experiência social</title><content type='html'>Estou a conduzir uma promissora experiência social num estabelecimento de ensino universitário de Lisboa. Ora apreciem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agentes sociais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um investigador (eu) e um funcionário de biblioteca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Situação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Necessidade de ajuda a encontrar livros e artigos numa extensa – e mal organizada – biblioteca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação 1&lt;br /&gt;Eu, vestido de calças de ganga e com camisa de manga curta, apresento-me na biblioteca.&lt;br /&gt;Funcionário (sem levantar a cabeça do monitor): ...&lt;br /&gt;Eu: Faz favor...&lt;br /&gt;Funcionário (sem levantar a cabeça do monitor): O que é que deseja?&lt;br /&gt;Eu: Pode ajudar-me a...&lt;br /&gt;Funcionário (interrompendo): Ó meu amigo. Veja no computador o que precisa e encontre a prateleira indicada. É para isso que ele serve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação 2&lt;br /&gt;Eu, com fato de cerimónia, gravata a condizer e sapato polido, apresento-me na mesma biblioteca, perante o mesmo funcionário.&lt;br /&gt;Funcionário: Boa tarde, senhor professor.&lt;br /&gt;Eu: Não consigo encontrar a prateleira de Sociologia do Ambiente… Pode…&lt;br /&gt;Funcionário (interrompendo): Ó senhor professor. Eu ajudo-o. Estamos cá para isso, não é verdade? Tem aí a referência?&lt;br /&gt;Depois da busca no computador de referência da biblioteca, o funcionário atira ainda: Ó senhor professor, eu mostro-lhe onde fica essa prateleira. Ora cá está! Se precisar de cópias, marque as páginas que eu copio os materiais que precisar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão da experiência&lt;br /&gt;Nesta biblioteca, têm fortes preconceitos contra as calças de ganga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-117043180026150172?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/117043180026150172/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=117043180026150172&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/117043180026150172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/117043180026150172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/02/experincia-social.html' title='Experiência social'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116877722802083210</id><published>2007-01-14T12:10:00.000Z</published><updated>2007-01-27T13:02:11.616Z</updated><title type='text'>1 Minuto de Saúde</title><content type='html'>Não registei o nome do autor da proposta, mas, na conferência a que fiz referência no post anterior, escutei uma ideia muito interessante de um dos médicos que assistia à jornada. Se a RTP já tem o minuto verde, a cargo da Quercus, destinado a oferecer sugestões de comportamentos ambientalmente correctos, porque não pensar no "minuto de saúde": uma sugestão por dia para melhorar os hábitos alimentares, os cuidados de saúde ou as práticas higiénicas dos portugueses? Poderia ter também uma componente de socorrismo, capaz de informar a população para os primeiros sinais de alarme de algumas emergências.&lt;br /&gt;A ideia inseriu-se numa crítica mais vasta (e que não subscrevo) sobre o tom marcadamente pessimista que os media dedicam aos temas de saúde. Considero que hoje, mais do que nunca, as descobertas científicas ganham relevância nos noticiários, mesmo que a prudência (e os livros de estilo) aconselhem moderação na altura de anunciar curas e milagres.&lt;br /&gt;Registo também (baseado na comunicação de Eduardo Dâmaso) a evolução que os jornais diários sofreram no tratamento do tema. Disse o director-adjunto do "Diário de Notícias" que a cobertura noticiosa da saúde no passado recente resumia-se às histórias mais ou menos insólitas vividas nas urgências. Hoje, comentou o jornalista, as várias redacções já conseguem debruçar-se com propriedade sobre temas complexos de política de saúde, como os contratos de concessão de hospitais privados ou a gestão de planos nacionais de saúde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116877722802083210?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116877722802083210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116877722802083210&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116877722802083210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116877722802083210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/01/1-minuto-de-sade.html' title='1 Minuto de Saúde'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116862197473725389</id><published>2007-01-12T16:55:00.000Z</published><updated>2007-01-12T17:12:54.753Z</updated><title type='text'>Melhores dias virão</title><content type='html'>Universidade Moderna de Setúbal. Esta manhã. Participação no II Curso Aspectos Controversos do Foro Médico-Legal, organização inovadora das distritais da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Advogados.&lt;br /&gt;Fala o moderador. Fala (e bem) o primeiro conferencista – o Eduardo Dâmaso, do Diário de Notícias. Preparo-me para falar… e o PowerPoint não emite sinal de vida. Caneta USB para aqui e para acolá. Pancadas meigas no computador. Nicles. Pancadas menos meigas na máquina. Um sorriso de circunstância esconde o pânico momentâneo.&lt;br /&gt;“O PowerPoint não abre o seu ficheiro [criado em Macintosh]”&lt;br /&gt;Regresso brutal à Idade da Pedra, ao tempo dos oradores com (ou sem) magnetismo pessoal. Pigarreio. Mostro as folhas impressas numa mão. As tabelas ainda abrem (abençoados JPEG), mas os slides minuciosamente construídos estão perdidos para lá do Lestes, o rio dos mortos. &lt;br /&gt;O tema da comunicação? As dificuldades dos media na relação com a medicina e os constrangimentos que as ocorrências de risco produzem na prática jornalística. Aponto dedos acusadores a montante e a jusante – aos jornalistas, que não conseguem reproduzir a interpretação que os especialistas atribuem a cada risco; e aos especialistas, que não conseguem adaptar o discurso às necessidades e formatos dos media.&lt;br /&gt;Como sempre, escolho uma pessoa da audiência e fixo nela o olhar durante toda a apresentação. Reconforta-me sempre saber que estou a tornar a minha apresentação extraordinariamente desconfortável para outra pessoa, mirando-a, acusador, sem a perder de vista por um segundo. Escolhi uma senhora respeitável como alvo. Vi-a olhar duas vezes para o relógio e fulminei-a com o olhar. Não repetiu. Mais: passou a abanar afirmativamente a cabeça a cada afirmação proferida e, no final, na fase das palmas, aplaudiu-me vigorosamente.&lt;br /&gt;O meu balanço? 10 valores. Mas tenho de repetir a oral!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116862197473725389?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116862197473725389/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116862197473725389&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116862197473725389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116862197473725389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2007/01/melhores-dias-viro.html' title='Melhores dias virão'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116600734986861062</id><published>2006-12-13T10:46:00.000Z</published><updated>2007-01-09T13:00:14.770Z</updated><title type='text'>Ciclo terminado</title><content type='html'>Ontem, fechei finalmente um ciclo iniciado em 2003, dedicado à investigação das estratégias de comunicação de uma fonte não oficial das notícias de Ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço recurso ao blogueiro dos blogueiros – o professor Rogério Santos – para dar uma curta nota sobre a cerimónia de lançamento ontem realizada nas instalações da Universidade Católica Portuguesa. Graças ao tradicional engenho do Indústrias Culturais, há fotografias, vídeos e texto à disposição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siga para &lt;a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/2006/12/apresentao-de-livros.html"&gt;"aqui" &lt;/a&gt; para mais informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os presentes, o meu agradecimento, com um abraço especial para o Luís Oliveira Martins que, por feliz coincidência, também apresentou o seu livro ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116600734986861062?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116600734986861062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116600734986861062&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116600734986861062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116600734986861062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/12/ciclo-terminado.html' title='Ciclo terminado'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116549684804259603</id><published>2006-12-07T13:03:00.000Z</published><updated>2006-12-07T13:10:04.826Z</updated><title type='text'>Fraude, Fotografia e Propaganda</title><content type='html'>Vale mesmo a pena ver. &lt;a href="http://www.aish.com/movies/PhotoFraud.asp"&gt;"Aqui" &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116549684804259603?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116549684804259603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116549684804259603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116549684804259603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116549684804259603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/12/fraude-fotografia-e-propaganda.html' title='Fraude, Fotografia e Propaganda'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116481720432447332</id><published>2006-11-29T16:19:00.000Z</published><updated>2006-12-04T17:52:56.690Z</updated><title type='text'>Um ano</title><content type='html'>Um ano depois da entrada de novos proprietários, ninguém melhor do que o grande Fialho de Almeida para descrever a pândega que para ali vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não está um caso bonito? O pobre diabo sarabandeando os neurónios, listrando d’amarelo e vermelho as calças dos períodos, aparando os calos dos tropos, pondo barretininhas de chifre na cabeça marcial dos adjectivos, enfileirando páginas, coitado, um ano preso à banca do suplício, a recoser-se, a derreter para ali os torresmos da psicologia e da sintaxe - sujeito aos juízos deprimentes da turba, à popularidade insultante da rua, às insolências invejosas da crítica - e tudo isto para afinal do licoroso melão comer apenas as cascas, e toda a pitança da polpa cantar no buxo do agiota irónico que o edita!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fora, não fosse a tragédia de ver o gigante colapsar com uma crise de soluços, à mercê de uma qualquer fisga de ocasião e infligindo golpes absurdos na sua própria couraça, eu riria a bandeiras despregadas. Melhor seria se o gigante se visse livre das fístulas que lhe infectam a pele e lhe toldam a mente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116481720432447332?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116481720432447332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116481720432447332&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116481720432447332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116481720432447332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/um-ano.html' title='Um ano'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116430110248267406</id><published>2006-11-23T16:46:00.000Z</published><updated>2006-11-23T18:37:11.810Z</updated><title type='text'>Tudo de Repente</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5923/595/1600/112526/C%20e%20cult%202.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5923/595/320/902090/C%20e%20cult%202.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Espera-se, desespera-se, volta-se a esperar. &lt;br /&gt;Aguardam-se meses pela ansiada publicação. &lt;br /&gt;Depois, num ápice, acontece tudo de uma vez.&lt;br /&gt;Em finais de Setembro, a Porto Editora publicou em livro a versão adaptada da minha investigação sobre a consolidação da Quercus como fonte das notícias  de ambiente. Tenho agora a comunicar que está nas livrarias o número 2 da "Comunicação &amp; Cultura", revista semestral, com peer-review, publicada pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e pela Quimera Editores.&lt;br /&gt;A obra, dedicada este semestre a Lobbying e Marketing Político, inclui um artigo da minha autoria, intitulado: "O Caso ICN, Convergência Entre Jornalistas e Fontes". &lt;br /&gt;Olhando para o contributo dos autores que publicam também nesta edição, não posso deixar de pensar que não poderia estar em melhor companhia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116430110248267406?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116430110248267406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116430110248267406&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116430110248267406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116430110248267406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/tudo-de-repente.html' title='Tudo de Repente'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116419790997634275</id><published>2006-11-22T12:17:00.000Z</published><updated>2006-11-22T12:18:30.003Z</updated><title type='text'>Os pânicos que nos relatam</title><content type='html'>Num artigo muito interessante, Kepplinger e Habermeier (1995) apreciam as ondas mediáticas (“news waves”), a torrente de notícias publicadas sobre um tema e geralmente despoletadas por um evento extraordinário, disruptivo, que altera a percepção que os jornalistas e os seus editores tinham sobre determinado assunto.&lt;br /&gt;Dizem os autores que “os leitores de jornais assumem quatro coisas como factos garantidas: 1 – Que os eventos noticiados realmente ocorreram; 2 – Que ocorreram da forma como foram noticiados; 3 – Que os eventos importantes recebem coberturas mais extensas; 4 – Que, se alguns eventos ocorrerem com mais frequência, mais notícias serão publicadas” (1995: 371-372).&lt;br /&gt;Os dois sociólogos recomendam prudência aos investigadores: há uma tentação muito grande para considerar que a cobertura noticiosa alargada reflecte um agravamento do respectivo problema social. Ou seja, mais notícias significariam mais ocorrências, e o problema agudizado.&lt;br /&gt;A pesquisa empírica, baseada em fontes complementares, desmonta frequentemente este paradigma. Muitas vezes, não há aumentos palpáveis nos dados estatísticos referentes a assaltos, a crimes violentos, a acidentes nucleares, a terramotos ou a qualquer problema que esteve na base da onda mediática. Simplesmente, os repórteres sintonizaram um tema a que antes pouco ligavam. Por outro lado, os leitores, ouvintes ou espectadores respondem com mais atenção a notícias tematicamente associadas ao evento-chave que esteve na base da onda mediática. Assim, e como outros assaltos, outros crimes, outros terramotos, outros incidentes nucleares continuam a ocorrer algures no país ou no mundo, os media respondem à crise sobrevalorizando notícias que anteriormente teriam passado pelo crivo.&lt;br /&gt;Kepplinger e Habermeier concluem que os critérios de selecção jornalística são menos fixos do que julgávamos. São mais voláteis. Por força de um evento extraordinário, podem ser orientados para outro tipo de notícias, modificando o processo de triagem e redacção. Mesmo que o problema social se mantenha genericamente igual.&lt;br /&gt;Esta semana, noticiou-se abundantemente a dificuldade de reinserção de ex-presidiários. Não há – aposto eu, embora não existam obviamente dados estatísticos referentes a este ano – necessariamente um agravamento dos crimes cometidos por ex-arguidos. Mas a publicação de um relatório europeu e outro português despertou o alarme nas redacções. E um problema social (que, repito, deverá permanecer estável) tornou-se um problema mediático, gerando um pequeno pânico colectivo. &lt;br /&gt;Voltarei ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Kepplinger&lt;/b&gt;, Hans Mathias e &lt;b&gt;Habermeier&lt;/b&gt;, Johanna. &lt;i&gt;The Impact of Key Events on the Presentation of Reality&lt;/i&gt;. European Journal of Communication, 1995, vol. 10 (3), pg. 371-390&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116419790997634275?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116419790997634275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116419790997634275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116419790997634275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116419790997634275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/os-pnicos-que-nos-relatam.html' title='Os pânicos que nos relatam'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116410799176714338</id><published>2006-11-21T11:17:00.000Z</published><updated>2006-11-24T13:02:42.736Z</updated><title type='text'>A Propósito de Injustiças Recentes…</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/coward-soldier.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/400/coward-soldier.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(clicar na imagem para ampliar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Já Oliveira Martins distinguia Influência e Prestígio: mais vale uma boa cunha do que toneladas de prestígio&lt;/i&gt; – José Rodrigues Miguéis, em "É Proibido Apontar".&lt;br /&gt;Não é, Zé?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116410799176714338?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116410799176714338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116410799176714338&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116410799176714338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116410799176714338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/propsito-de-injustias-recentes.html' title='A Propósito de Injustiças Recentes…'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116404016900510068</id><published>2006-11-20T16:16:00.000Z</published><updated>2006-11-24T07:40:43.783Z</updated><title type='text'>Embaixadas de Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/1_multipart_xF8FF_2_CAPA-1%20copy%20copy.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/1_multipart_xF8FF_2_CAPA-1%20copy%20copy.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama-se Miguel Valle de Figueiredo e é um dos melhores fotógrafos que conheci. Tem um talento proporcional ao mau génio, mas a quem sabe tudo se desculpa. &lt;br /&gt;Em projectos de comunicação, destinados ao público e não a elites, há enorme pressão exercida por editores e designers sobre o fotógrafo e a fotografia. De editores de fotografia, já se sabe, todos temos um pouco.&lt;br /&gt;O Miguel é um dos profissionais que melhor se defende – talvez seja essa a sua melhor qualidade. Só faz as concessões que entende aceitáveis, pois é daqueles que prefere quebrar a torcer. O seu trabalho foi, durante muito anos, exposto na revista "Volta ao Mundo", consolidando uma qualidade fotográfica que, mesmo desvirtuada, travestida e poluída, o público ainda associa à revista.&lt;br /&gt;Foi lançado agora nas livrarias o seu último projecto. Chama-se "Embaixadas de Portugal" e regista, em película, os edifícios que nos representam no estrangeiro. Edifícios velhos e edifícios novos. Em ruínas ou bem conservados. Nas capitais industrializadas ou em cidades em vias de desenvolvimento. Em ícones da lusofonia ou em destinos exóticos que poucos laços mantiveram com a nossa história.  &lt;br /&gt;António Sérgio escreveu que a promoção de um país no Mundo faz-se pela valorização das pedras vivas (as pessoas) e não das pedras mortas (os edifícios). &lt;br /&gt;Permita-me o escritor que o corrija: pelos olhos do Miguel, as pedras mortas ganham vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116404016900510068?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116404016900510068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116404016900510068&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116404016900510068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116404016900510068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/embaixadas-de-portugal.html' title='Embaixadas de Portugal'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116367466977079334</id><published>2006-11-16T10:51:00.000Z</published><updated>2006-11-16T17:53:58.616Z</updated><title type='text'>Estou Fazendo Amor com um Neanderthal…</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.walespast.com/article_images/54-1l.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.walespast.com/article_images/54-1l.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Do "Público" de hoje, página 28, "Genoma dos Neandertais Mostra que Não São Nossos Avós":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Uns consideram que os neandertais têm de ter transmitido os seus genes aos humanos modernos. Portanto, fazem parte dos nossos antepassados. Como são os hominídeos extintos mais parecidos connosco, é o mesmo que dizer que são nossos avós, e para isso, neandertais e humanos modernos tiveram de fazer amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Para outros, os humanos modernos chegaram à Europa vindos de África, há cerca de 40 mil anos, e simplesmente dizimaram os neandertais. Para este cientistas, fizeram guerra e não amor. »&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116367466977079334?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116367466977079334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116367466977079334&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116367466977079334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116367466977079334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/estou-fazendo-amor-com-um-neanderthal.html' title='Estou Fazendo Amor com um Neanderthal…'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116294023449987977</id><published>2006-11-07T22:51:00.000Z</published><updated>2006-11-07T22:57:14.500Z</updated><title type='text'>Demasiado Ocupado</title><content type='html'>Cinco semanas depois, é legítimo concluir que &lt;a href="http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/09/os-erros-do-pblico.html"&gt;a minha apreciação do trabalho jornalístico do "Público" &lt;/a&gt;durante o mês de Setembro não foi suficientemente viva para merecer uma observação do provedor dos leitores.&lt;br /&gt;Enviada para o endereço electrónico indicado pelo jornal, a queixa foi seguramente preterida por reivindicações bem mais pertinentes, como a deliciosa apreciação das gralhas e erros de ortografia, especialidade inquestionável deste provedor, ou a meritória dissertação sobre América Latina versus América Latrina.&lt;br /&gt;Ficarei à espera de melhores dias para ousar submeter nova queixa. A triagem, por aquelas bandas, é apertada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116294023449987977?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116294023449987977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116294023449987977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116294023449987977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116294023449987977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/demasiado-ocupado.html' title='Demasiado Ocupado'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116281632132717830</id><published>2006-11-06T12:26:00.000Z</published><updated>2006-11-06T12:33:49.986Z</updated><title type='text'>Auto-Promoção Descarada</title><content type='html'>Em maré de apresentações, faço notar que estarei na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, no dia 9, às 18h30, em muito boa companhia. &lt;br /&gt;Por iniciativa da Porto Editora, e sob a autorizada chancela dos professores Joaquim Fidalgo e Manuel Pinto, serão apresentadas as seguintes obras:&lt;br /&gt;"Mercados Televisivos Europeus – Causas e Efeitos das Novas Formas de Organização Empresarial", do meu amigo Luís Oliveira Martins.&lt;br /&gt;"A Quercus nas Notícias – Consolidação de uma Fonte Não Oficial nas Notícias de Ambiente", de &lt;i&gt;yours truly&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;"Comunicação, Economia e Poder" (organização de Helena Sousa)&lt;br /&gt;"Introdução aos Cultural Studies", de Armand Mattelart e Érik Neveu&lt;br /&gt;"Sociologia dos Públicos", de Jean-Pierre Esquenazi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareçam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116281632132717830?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116281632132717830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116281632132717830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116281632132717830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116281632132717830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/11/auto-promoo-descarada.html' title='Auto-Promoção Descarada'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116205629756832105</id><published>2006-10-28T18:22:00.000+01:00</published><updated>2006-11-03T20:34:17.113Z</updated><title type='text'>FNAC Chiado</title><content type='html'>Integrado nas comemorações do 21.º aniversário da Quercus, apresentarei na terça-feira, à hora de almoço, na FNAC Chiado, uma comunicação abreviada da investigação que desenvolvi no âmbito do projecto de mestrado, agora publicada em livro ("A Quercus nas Notícias", Porto Editora, 2006).&lt;br /&gt;Amigos e menos amigos estão, desde já, convidados para o "banho de multidão" que se avizinha. As perguntas incómodas não serão respondidas, e os intervenientes mais activos serão tratados como agitadores. Se puder escolher, prefiro uma audiência passiva, em calada admiração!...&lt;br /&gt;Bem dizia uma leitora, há umas semanas, que começo a levar-me demasiado a sério!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116205629756832105?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116205629756832105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116205629756832105&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116205629756832105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116205629756832105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/fnac-chiado.html' title='FNAC Chiado'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116121233463142343</id><published>2006-10-18T23:56:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T11:29:09.880+01:00</updated><title type='text'>Pa-ssa-dor</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/Ricardo%203.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/Ricardo%203.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adj. que passa; s.m. aquele que faz passar, circular ou que transporta; desencaminhador; coador; guarda-redes do Sporting&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116121233463142343?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116121233463142343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116121233463142343&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116121233463142343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116121233463142343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/pa-ssa-dor.html' title='Pa-ssa-dor'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116118671171489153</id><published>2006-10-18T16:48:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T18:51:04.336+01:00</updated><title type='text'>Trabalho despachado...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/est_euro2004-alvalade-3.4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/200/est_euro2004-alvalade-3.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;… vamos a coisas sérias. 19h45. Sector B2. Cachecol da sorte («Graças a Deus, Não Sou Lampião!»). E fé de que é desta que os alemães vão finalmente tombar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116118671171489153?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116118671171489153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116118671171489153&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116118671171489153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116118671171489153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/trabalho-despachado.html' title='Trabalho despachado...'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116110408898302811</id><published>2006-10-17T17:52:00.000+01:00</published><updated>2006-10-17T18:12:15.843+01:00</updated><title type='text'>Tese e Antítese</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.oinsurgente.blogspot.com"&gt;No Insurgente&lt;/a&gt;, André Azevedo Alves assina um dos artigos mais polémicos do momento. Chama-se &lt;a href="http://oinsurgente.blogspot.com/2006/10/alteraes-climticas-e-cepticismo.html"&gt;“Alterações Climáticas e Cepticismo Económico”&lt;/a&gt; e chega-nos numa fase em que, suspeitava eu, já se poderia abrandar  o esforço de comunicação dos riscos das alterações climáticas. A mensagem – difundida de forma mais ou menos grosseira, em salas de aula ou em filmes, por cientistas ou políticos – parecia clara: as alterações climáticas são já irreversíveis. Ninguém, em rigor, pode prever o grau de aquecimento/arrefecimento da temperatura média anual, a potencial subida do nível do mar, o colapso da biodiversidade, a percentagem correcta da redução do efeito de estufa e consequentes danos para a saúde, a alteração exacta das correntes oceânicas, o esgotamento de recursos naturais… Mas pode-se hoje, com o grau de certeza que não existia em 1974 no artigo citado da “Time”, falar num impacte real da actividade humana no planeta.&lt;br /&gt;André Azevedo Alves não concorda. Necessita de mais provas. Não “permite” as intervenções estatais para mitigar as alterações climáticas sem provas mais concretas e desconfia dos consensos científicos, a que chama “eco-religiosos”. Resume as alterações climáticas ao aquecimento global (!?!) e conclui, com estrondo: «Sendo os recursos disponíveis para enfrentar as necessidades humanas limitados, é necessário fazer escolhas, que são intrinsecamente económicas. Só é justificável aplicar uma determinada medida para a mitigar o aquecimento global se, para além de a mesma ser eficaz, apresentar também uma relação de custo-benefício que a torne preferível a acções alternativas que deixam de poder ser executadas pelo facto de essa medida ser posta em prática.»&lt;br /&gt;Meu caro André: já passámos essa fase. E passámo-la a toda a velocidade, fumegantes e ignorantes do que fazíamos. Infelizmente, a equação já não se resume a medidas que geram emprego ou a medidas que travam o crescimento. A equação escreve-se com novos termos: não fazer nada e esperar para ver ou consagrar cada vez mais verbas para planos de combate às alterações climáticas [como aquele que o governo de Santana Lopes aprovou nos primeiros dias de 2005], independentemente do custo económico. Leu bem: independentemente do custo económico, pecado supremo para um economista.&lt;br /&gt;A lógica da Causa Liberal tem sido sempre a crítica a qualquer entrave à actividade económica, a qualquer regulação, a qualquer restrição à competitividade. Em nome disso, fechamos os olhos às fábricas sem filtros, às descargas de efluentes e às apostas sem fim em combustíveis fósseis. Cruzes, credo! Não travem a indústria, estupores, que ela já está tão débil. &lt;br /&gt;A acção, porém, já não é meramente do foro moral, reservada a meia dúzia de cientistas que anteviram, há 20 anos, no conforto do laboratório, a pegada ecológica da espécie humana. A acção tornou-se, para mal dos nossos pecados, politica. Por muito que lhe chamem «economicamente irracional».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O recurso  a Bjorn Lomborg é grotesco. Se o IPCC é alarmista, Lomborg deve ser consensual. Corrijo: “é mais sóbrio”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116110408898302811?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116110408898302811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116110408898302811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116110408898302811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116110408898302811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/tese-e-anttese.html' title='Tese e Antítese'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116073852150969329</id><published>2006-10-13T12:18:00.000+01:00</published><updated>2006-10-17T11:29:22.023+01:00</updated><title type='text'>O COMEÇO DO FIM DOS BLOGUES GRATUITOS</title><content type='html'>(post reproduzido do &lt;a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/2006/10/o-comeo-do-fim-dos-blogues-gratuitos.html"&gt;Indústrias Culturais, de Rogério Santos &lt;/a&gt;. Não pedi propriamente licença ao autor, mas fica a vénia respeitosa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início de adesão ao mundo dos blogues que eu esperei o dia em que iria acabar o acesso gratuito, dúvidas que cresceram quando passei a incluir imagens fixas (fotografia), sons e, em especial, imagens em movimento (vídeo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso mais paradigmático de mundo de blogues é a Blogger, que começou como uma pequena empresa em Agosto de 1999, localizada em S. Francisco, chamada Pyra Labs. Em 2002, foi comprada pela Google e, desde então, não tem deixado de surpreender por manter os serviços gratuitos. Agora, no começo desta semana, a Google comprou a You Tube, onde se alojam vídeos até dez minutos, serviço que eu tenho usado desde o princípio deste ano. Tenho-me mantido mais ou menos informado sobre as movimentações da Google, mas não acredito na eternidade da gratuitidade dos serviços. Certamente que pagarei para continuar a usufruir desta liberdade criativa do blogue, quando a empresa americana me pedir para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a Filelodge, onde alojei registos sonoros, retirou-os, sem qualquer informação adicional, quando foi comprada pela Bolt. Mais recentemente, a Flickr pôs termo ao alojamento gratuito de imagens a partir de um dado número de imagens colocadas. A estratégia foi diferente: não se acede a mais do que 200 imagens; se houver mais, elas ficam inacessíveis (mas não são apagadas), voltando à visibilidade quando se efectuar um pagamento determinado. Como não monitorizo todo o blogue, dada a sua extensão, não sei quantas imagens estão inacessíveis. Eu, que me habituara a trabalhar com a Flickr, sabendo as dimensões certas para colocar as imagens, ainda ponderei durante dias aderir ao serviço pago. O problema que se coloca é o número de entidades a pagar os serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente, eu usava os serviços do Sapo, mas deixei de recorrer a esta empresa quando houve mudança de plataforma. Mesmo antes, eu recebera a indicação que as imagens que ali alojava num blogue seriam apagadas, caso não continuasse a alimentar o blogue com nova informação. Cheguei a trocar emails com responsáveis pelo Sapo, indicando que estava disponível a pagar o serviço, mas recebi a mensagem que o serviço era apenas gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão principal desta mensagem é que outra empresa fornecedora de blogues gratuitos mudou de estratégia. Estou a falar da Eponym, onde alojei um blogue chamado EUMedia, fazendo alusão a um livro sobre o impacto do alargamento da União Europeia nos media, coordenado por Paulo Faustino (MediaXXI). Com data de ontem, a Eponym anuncia que vai acabar com os seus serviços de blogues gratuitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por duas razões, como o texto em inglês diz: "First, we did not like having to put advertisements on people's blogs. We know that our users would put up with the ads to have a free blog, but we don't want you to have to "put up" with anything, especially an invasive and annoying ad on your blog that you can't control. Second, the advertising revenue from the free blogs that we did receive was not nearly enough to cover the costs of providing the free blogs". Isto é, a fornecedora do serviço não punha anúncios nos blogues, mas os blogueiros que não gastavam dinheiro pela construção do blogue punham publicidade nos seus blogues, além de que a publicidade recebida pela Eponym não dava para cobrir os custos de fornecimento do serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cristalino e compreensível que isto não é possível. Um serviço não pode ser gratuito, pois alguém o paga para ter essa vantagem. Como escreve um articulista do Diário de Notícias, não há almoços grátis. Por isso, se um blogueiro quer manter o seu espaço de contacto, ele precisa de ajustar contrato com uma empresa, por um valor adequado, para colocar imagens fixas e em movimento, sons e textos, mudando sempre que quiser o seu layout, de modo a tornar dinâmico aquele espaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116073852150969329?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116073852150969329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116073852150969329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116073852150969329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116073852150969329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/o-comeo-do-fim-dos-blogues-gratuitos.html' title='O COMEÇO DO FIM DOS BLOGUES GRATUITOS'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116060417847944871</id><published>2006-10-11T22:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-27T17:53:49.426+01:00</updated><title type='text'>Mestres da Infografia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/logoletras01.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/logoletras01.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/logo01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/logo01.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pegue no lápis, deite a língua de fora e escreva o seguinte endereço: &lt;a href="http://www.anyformsdesign.com"&gt;anyformsdesign.com&lt;/a&gt;. Memorize-o. Grave-o nas preferências do computador. Recite-o aos amigos. &lt;br /&gt;A Anyforms, que o Meios &amp; Publicidade justamente consagrou, no final de Julho, como a primeira empresa portuguesa produtora de infografia, chegou agora ao universo digital.&lt;br /&gt;Há dez anos, quando conheci o Luís Taklim (o Leonel Pinto, co-fundador da Anyforms, tinha sido meu colega anteriormente na "Gazeta dos Desportos", sob chefia do Eugénio, do Mário e do chefe Galvão), associava a infografia exclusivamente a tabelas e gráficos de queijos. Mais não era pedido no formato do jornal diário, mais não se fazia. O infógrafo parecia uma extravagância.&lt;br /&gt;Com esta dupla extraordinária, todavia, aprendi imenso. Percebi que o texto não é forçosamente o melhor meio para transmitir uma notícia. E aprendi - para o melhor e para o pior - a conceber a produção jornalística como um processo que não termina na recolha de dados, mas sim na mesa dos designers, responsáveis pela etapa decisiva: a concepção da página, ou da notícia, num formato que torne irresistível a leitura.&lt;br /&gt;Os nossos caminhos entretanto separaram-se. A Anyforms cresceu. Publicou trabalhos em Portugal e no estrangeiro. Ganhou prémios e o reconhecimento dos pares. Esbarrou com alguns cabeças-duras, mas, como os mais aptos de Darwin, sobreviveu e floresceu. &lt;br /&gt;O resto da história escreve-se &lt;a href="http://www.anyformsdesign.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116060417847944871?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116060417847944871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116060417847944871&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116060417847944871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116060417847944871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/mestres-da-infografia.html' title='Mestres da Infografia'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116058526026232667</id><published>2006-10-11T17:46:00.000+01:00</published><updated>2006-11-07T20:15:40.276Z</updated><title type='text'>De Coleccionador</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/1_000-capaVM144.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/1_000-capaVM144.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A  revista “Volta ao Mundo” deste mês é absolutamente notável. Mesmo para mim, leitor desde a primeira hora e potencialmente menos impressionável, trata-se de uma edição de estalo. É para ler, reler e guardar na estante, como item precioso de coleccionador.&lt;br /&gt;Já se sabia que a fotografia estava infinitamente melhor de há dois anos para cá. Agora, porém, é a reportagem escrita que se destaca. A abordagem de Paraty, por exemplo, é exemplar. A melhor de sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116058526026232667?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116058526026232667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116058526026232667&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116058526026232667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116058526026232667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/de-coleccionador.html' title='De Coleccionador'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-116050255609971624</id><published>2006-10-10T18:46:00.000+01:00</published><updated>2006-10-10T18:49:16.120+01:00</updated><title type='text'>Olé… Porquê?</title><content type='html'>Em Espanha, debate-se a criação do 14.º parque nacional do país – Monfragüe –, um processo envolto em alguma crispação, pois ocorre já depois de o Tribunal Constitucional espanhol ter lançado uma bomba administrativa: a sentença 194/2004, datada de Novembro de 2004. Segundo os &lt;i&gt;señores&lt;/i&gt; juízes, as comunidades autónomas serão, a partir de agora, a autoridade máxima para gestão dos parques nacionais. O Estado, se participar na gestão das áreas protegidas, fá-lo-á residualmente, sobretudo em parques cujas fronteiras não se compadeçam com os limites das juntas autónomas.&lt;br /&gt;Em dois anos, as mudanças são para já graduais. O Parque Nacional de Aigüestortes já está sob administração da Junta da Catalunha, e Doñana, Sierra Nevada e Monfragüe encontram-se sob alçada da Junta da Andaluzia. Os restantes arrastam os pés, provavelmente porque as respectivas comunidades autónomas não têm meios ou vontade de agarrar o touro pelos chifres. Para já, é o Organismo Autónomo de Parques Nacionais, dependente do Ministério do Meio Ambiente, que arca com a responsabilidade.&lt;br /&gt;A medida, há muito solicitada pelas sensibilidades autónomas, afigura-se perigosa. Em primeiro lugar, o Tribunal Constitucional não pareceu cuidar da elementar distinção entre parques nacionais e parques naturais. Os primeiros são, por definição do documento modelador da rede espanhola de áreas protegidas, “áreas de interesse para a nação” e “ecossistemas únicos no país”. Ao “entregá-los” a entidades regionais, envia-se uma mensagem difusa: os parques até são nacionais, mas o Estado central prefere não os gerir. Nacionais na forma, regionais no conteúdo, entenda-se,&lt;br /&gt;Segundo problema: as pessoas. Afigura-se lógico que o Organismo Autónomo caminha a passos largos para a extinção. E os seus funcionários? Serão automaticamente transferidos para as respectivas juntas autónomas? E no caso do Parque Nacional dos Picos de Europa, que se espraia por duas autonomias diferentes? Quem herda os “recursos humanos”? E o passado contratual de vigilantes, biólogos e guias: é mantido ou obliterado? A rede de áreas protegidas espanhola está em polvorosa, ao ponto de, vejam lá, nos invejarem a tranquilidade (mal eles sabem!…)&lt;br /&gt;Terceiro problema: a ausência de um órgão de arbitragem. Transponham o caso para a realidade portuguesa. Imaginem a dissolução do Instituto da Conservação da Natureza enquanto entidade gestora das áreas protegidas sob dependência do Ministério do Ambiente e a criação de unidades múltiplas de gestão de uma única área protegida. Quem atribui fundos? Quem responde por projectos internacionais? Quem coordena estratégias nacionais? As autonomias? É como pedir ao maluco para gerir ao asilo...&lt;br /&gt;Pessoalmente, penso que Portugal tem pouco a importar do modelo espanhol de gestão de áreas protegidas. Por felizes circunstâncias, a eventual adaptação da medida ao nosso território parece improvável: nem os municípios ou áreas metropolitanas têm legitimidade para o requerer, nem há uma vaga de fundo regionalista e orgulhosa, ansiosa por ferrar o dente em todos os resquícios da nacionalidade institucional? Por isso, olhamos com um certo desdém para as ambições dos Fernandos Ruas espanhóis. Nem tudo é azul no país vizinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-116050255609971624?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/116050255609971624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=116050255609971624&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116050255609971624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/116050255609971624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/10/ol-porqu.html' title='Olé… Porquê?'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115965037415985112</id><published>2006-09-29T14:04:00.000+01:00</published><updated>2006-10-12T17:38:32.413+01:00</updated><title type='text'>Os Erros do "Público"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/resultados.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/resultados.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota prévia: o “Público” foi sempre o meu jornal. Mesmo quando trabalhei na Global Notícias, editora de títulos diários concorrentes, não abdiquei da companhia diária daquele que é, para mim, (ainda) o melhor jornal diário generalista. Este artigo não deve por isso ser apreciado como um ataque da concorrência ou um golpe baixo com intenções menos claras. Trata-se, tão-somente, de uma recolha realizada por um leitor decepcionado com a quebra de qualidade do seu jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objectivo: durante o mês de Setembro de 2006, analisei cuidadosamente o jornal “Público”. Pela leitura ao longo dos meses anteriores, tinha a percepção de que o jornal vinha acumulando erros de conteúdo. Não dispunha, porém, de uma ferramenta válida para o afirmar. Assim, durante 30 dias, li o jornal de fio a pavio e recolhi todos os erros identificados, todas as acusações, todos os desmentidos. A percepção inicial não me iludira: em 30 dias, recolhi 40 trechos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia: foram excluídos todos os suplementos e revistas do jornal. Após recolha, cataloguei os recortes em cinco categorias diferentes, a saber: &lt;br /&gt;Categoria 1 – O Público Errou. Reconhecimento de erros factuais por parte da redacção.&lt;br /&gt;Categoria 2 – Publicação de Direitos de Resposta&lt;br /&gt;Categoria 3 – Publicação de Direitos de Resposta com contra-resposta do jornal&lt;br /&gt;Categoria 4 – Cartas de leitores contestando o conteúdo&lt;br /&gt;Categoria 5 – Outras secções (p.e.: trocas de críticas entre leitores ou articulistas, notícias que dão conta de processos-crime contra o jornal sem publicação de direito de resposta…)&lt;br /&gt;Naturalmente, reconhece-se que nem todas estas circunstâncias correspondem a erros de que o jornal se deve envergonhar. A correcção de enganos até é uma das virtudes do “Público”. Mas a profusão de tantas questiúnculas num espaço de tempo condensado afigura-se sintomática de uma perda gradual de padrões de qualidade do jornal e dos seus editores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados: (clicar no link para melhor leitura e ampliar se necessário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observações: Não pretendo, longe disso!, embaraçar o “Público”. Mas não é normal que a mesma edição acumule dois “Direitos de Resposta”, um reconhecimento de erro factual e duas cartas de leitores – uma criticando um articulista e outra reconhecendo o erro do próprio leitor (edição de 2/9).&lt;br /&gt;Isoladamente, esse registo teria um peso relativo, mas verifica-se, pela tabela anexa, que ela se insere numa tendência mais vasta. Ao longo de um mês, o “Público” corrigiu 17 erros de conteúdo. Num dos casos (edição de 24/9), ironicamente, o próprio desmentido errou outra vez, ao corrigir o nome de um advogado anteriormente referido (Gil Moreira dos Santos) por outro (Mário Pereira), quando o nome do causídico é… Mário Figueiredo. &lt;br /&gt;Sublinho que a maior parte dos erros são pequenos lapsos factuais: um nome truncado, um valor errado, uma unidade mal atribuída ou uma tradução pouco cuidada de uma informação original em língua estrangeira. Em bloco, porém, comprovam que, a cada duas edições, o jornal erra um facto. A &lt;em&gt;performance&lt;/em&gt; deve forçosamente merecer reflexão.&lt;br /&gt;Termino com uma nota sobre a publicação de “Direitos de Resposta com Contra-Resposta”. A prática não é obviamente ilegal, mas afigura-se pouco digna e deveria ser encarada como uma excepção. O jornal utilizou-a três vezes. &lt;br /&gt;Pessoalmente, considero que, se o jornal já teve oportunidade de frisar a sua posição na notícia original, deve dar oportunidade ao contestatário de lavrar o seu protesto sem perturbação. Excepcionalmente, quando o “Direito de Resposta” contrariar totalmente a posição do jornal, admito necessidade de recolocar os pontos nos ii. O “Público”, porém, parece utilizar a prática com regularidade. &lt;br /&gt;No dia 8/9, os autores do projecto do Silo do Combro protestaram com o jornal, alegando que o seu projecto não fazia parte do portefólio da Experimenta Design. O jornal reconheceu o erro, mas sentiu necessidade de acrescentar os motivos pelos quais integrara o projecto na notícia.&lt;br /&gt;No dia 15/9, um leitor questionou uma notícia de ciência, argumentando que a tese mencionada na notícia era apenas isso – uma tese - e que, como tal, deveriam ter sido apresentados teses contraditórias. O jornal reconheceu, mas sentiu necessidade de dizer que não o fez por questões de espaço.&lt;br /&gt;No dia 18/9, um professor de matemática contestou um editorial do director do “Público” sobre o ensino da disciplina no mundo. José Manuel Fernandes respondeu, em missiva quase tão ampla como a crítica. Em três quartos do texto, deu razão ao queixoso. Nas últimas linhas, inexplicavelmente, reafirmou a mensagem do seu editorial, baseado reconhecidamente em dados mal interpretados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: O “Público” continua a ser o meu jornal. Erra como todos e até dá a mão à palmatória com mais frequência do que os restantes. No entanto, as notícias recentes sobre diminuições de efectivos (mais ainda!) assustam este leitor, na medida em que vão implicar maior sobrecarga de trabalho sobre os jornalistas restantes e consequentemente a margem de erro aumentará. Cabe perguntar: esta amostra é representativa do “estado” do jornal? Com toda a sinceridade, não sei. &lt;br /&gt;Espero que não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115965037415985112?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115965037415985112/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115965037415985112&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115965037415985112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115965037415985112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/09/os-erros-do-pblico.html' title='Os Erros do &quot;Público&quot;'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115877446106781310</id><published>2006-09-20T18:38:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T17:48:29.906+01:00</updated><title type='text'>Isto Cabe na Cabeça de Alguém?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/Picture%201.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/Picture%201.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;LEGENDA DO PORTAL SAPO. &lt;a href="http://noticias.sapo.pt/foto.html?id=2"&gt;VER ORIGINAL AQUI [QUERO AVALIAR QUANTO TEMPO VÃO ELES DEIXAR A PÁGINA ONLINE).&lt;/a&gt;. ESTA LEGENDA CABE NA CABEÇA DE ALGUÉM?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115877446106781310?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115877446106781310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115877446106781310&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115877446106781310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115877446106781310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/09/isto-cabe-na-cabea-de-algum.html' title='Isto Cabe na Cabeça de Alguém?'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115835658951694545</id><published>2006-09-15T22:29:00.000+01:00</published><updated>2006-10-16T15:39:36.100+01:00</updated><title type='text'>Nas Livrarias</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/Quercus.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/Quercus.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fui apanhado de surpresa pela publicação do meu livro "A Quercus nas Notícias - Consolidação de uma Fonte Não Oficial nas Notícias de Ambiente", obra inspirada na dissertação de mestrado que concluí nos primeiros dias de 2005 e que a Porto Editora teve a amabilidade e a coragem de editar.&lt;br /&gt;Apoiado pelo Instituto da Comunicação Social, ao qual aproveito para agradecer o estímulo à investigação em ciências sociais, o livro (a par de um artigo do qual espero dar notícias neste espaço no futuro próximo) encerra o capítulo da investigação que dediquei à eclosão e consolidação dos movimentos sociais de inspiração ambientalista.&lt;br /&gt;Em hora de celebração, não esqueço o inestimável contributo de Rogério Santos, orientador da tese e provavelmente o investigador que mais tem publicado em Portugal sobre a relação fontes/jornalistas no processo de produção das notícias. Este livro segue claramente o caminho por ele trilhado no capítulo da investigação em sociologia do jornalismo e reflecte muito do que com ele discuti e aprendi.&lt;br /&gt;Não esqueço também o apoio dos amigos e colegas Rui Marques, Vita Lains, Luís Oliveira Martins (parabéns pelo teu livro, Luís), Juliana Iorio, Marina Videira e demais colegas da fornada de mestrandos de 2003/2005 da UCP. E seguramente que a obra não chegaria às mesmas conclusões sem o apoio espontâneo e interessado do Francisco Ferreira e do Rui Berkmeier, que abriram portas que pareciam fechadas e escavaram memórias que pareciam já esquecidas.&lt;br /&gt;A todos, o meu agradecimento sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afixo entretanto as primeiras críticas. São profundamente parciais, o que muito me agrada. &lt;a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/2006/09/editados-dois-importantes-livros-de.html"&gt;Ler aqui&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://planetachina.blogspot.com/2006/09/finalmente-o-livro.html"&gt;E aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115835658951694545?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115835658951694545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115835658951694545&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115835658951694545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115835658951694545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/09/nas-livrarias.html' title='Nas Livrarias'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115635327775074302</id><published>2006-08-23T18:12:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T16:54:42.336+01:00</updated><title type='text'>Novo Espaço</title><content type='html'>Em Pequim, um velho amigo aderiu também à blogosfera. Recomendo a partir de hoje o &lt;a href="http://planetachina.blogspot.com/"&gt;Planeta China&lt;/a&gt;. Com a chancela do Rui Boavida. Aviso, desde logo, que não subscrevo praticamente nenhuma das conclusões. Mas quando há humor misturado com acentuado cepticismo ideológico há seguramente gargalhadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115635327775074302?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115635327775074302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115635327775074302&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115635327775074302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115635327775074302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/08/novo-espao.html' title='Novo Espaço'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115600410716027050</id><published>2006-08-19T17:13:00.000+01:00</published><updated>2006-08-20T23:43:20.886+01:00</updated><title type='text'>Parabéns</title><content type='html'>&lt;a href="http://pg.azores.gov.pt/brazao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://pg.azores.gov.pt/brazao.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando quem nos ajuda é reconhecido pelo seu valor, dedicação e profissionalismo, sobretudo nesta terra de injustos e ingratos, é motivo para lançar foguetes. Parabéns, Frederico.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/novidades/Presidente+do+Governo+anuncia+substitui%C3%A7%C3%A3o+na+Direc%C3%A7%C3%A3o+Regional+do+Ambiente.htm"&gt;Ver porquê&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115600410716027050?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115600410716027050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115600410716027050&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115600410716027050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115600410716027050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/08/parabns.html' title='Parabéns'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115583417886704744</id><published>2006-08-17T17:57:00.000+01:00</published><updated>2006-08-18T00:20:33.053+01:00</updated><title type='text'>Não, Não e Não!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/image015.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/image015.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Nixon's motto was: If two wrongs don't make a right, try three." – Norman Cousins (sobre Richard M. Nixon)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro a persistência do arquitecto Sidónio Pardal, mesmo discordando genuinamente das propostas que ele insistentemente tem feito para modificar o regime de administração sobre as áreas incluídas na Reserva Ecológica Nacional (REN) e Reserva Agrícola Nacional (RAN). Há anos – há décadas – que o professor Pardal batalha pela transferência da tutela destas áreas para os municípios. Por outras palavras, de acordo com o modelo do arquitecto, seriam os Planos Directores Municipais (PDM) os únicos instrumentos para definir a regulamentação dos usos do solo e as autarquias as únicas entidades legitimadas para avaliação.&lt;br /&gt;Há uma maneira simples de encarar esta proposta: o leitor confia cegamente nos 306 presidentes de municípios portugueses? Confia que todos – não apenas alguns, mas todos! – os autarcas decidiriam convenientemente que áreas dentro dos seus municípios deveriam continuar delimitadas pela REN ou pela RAN e que excepções de inegável interesse público poderiam ser desenvolvidas? &lt;br /&gt;O professor Pardal acredita que a RAN – e depois a REN – facilitaram a perversão de todas as outras áreas não contempladas pelas reservas. Até admito que sim. Que tudo o que escapou às áreas seleccionadas nos diplomas originais ficou, desde logo, sob ameaça. Concedo ainda que os estatutos jurídicos da REN e da RAN necessitam de revisão. Não faz muito sentido que as restrições de actividades nas zonas protegidas sejam indistintamente aplicadas de norte a sul, sem tomar em conta especificidades regionais e actividades tradicionais há muito enraizadas. Não nos iludamos porém: ainda bem que a REN e a RAN são travões ao desenvolvimento urbano. Ainda bem que há municípios que se queixam que a REN e a RAN tornam a gestão do território ingovernável. É sempre bom sinal.&lt;br /&gt;Neste país, o desenvolvimento urbano mede-se em betão. Reconheço que manchas de terreno destinadas a assegurar a «protecção de recursos essenciais para a preservação do equilíbrio ecológico e de uma estrutura biofísica básica» sejam frustrantes para os autarcas. Definitivamente, onde elas existem, poderiam facilmente erguer-se centros comerciais, urbanizações, estádios e demais obras de inegável interesse público. Fontes de receita para as autarquias endividadas e telas ainda vazias onde poderiam já estar monumentos ao desenvolvimento regional. É ir a Oeiras ver o desenvolvimento regional em pleno!&lt;br /&gt;Há dois anos, quando a proposta de Sidónio Pardal chegou ao ministro Nobre Guedes, foi decisiva a condenação unânime do Conselho Nacional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Na oposição, o promissor ministro-sombra do Ambiente, Pedro Silva Pereira, ergueu a voz e anunciou [cito de memória]  que a proposta subvertia a Lei de Bases do Ordenamento do Território e que só um Ministério do Ambiente fraco permitiria que isto sucedesse. Era um golpe de estado ambiental, queixou-se.&lt;br /&gt;Hoje, Sidónio Pardal volta a encontrar no “Público” [outra vez, santo Deus, outra vez!] a tribuna para expressar a sua arenga. Não tenham dúvidas, meus senhores. A batalha da REN e da RAN terá novas escaramuças. &lt;br /&gt;Afinal, há mais legislaturas do que marinheiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115583417886704744?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115583417886704744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115583417886704744&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115583417886704744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115583417886704744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/08/no-no-e-no.html' title='Não, Não e Não!'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115573042116001394</id><published>2006-08-16T13:13:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T17:12:53.376+01:00</updated><title type='text'>Anonimato e Blogosfera</title><content type='html'>Há uma semana, um post inofensivo no blogue &lt;a href="http://webjornal.blogspot.com/2006/08/cairo-post-conference.html#comments"&gt;Jornalismo e Comunicação &lt;/a&gt;deu azo a uma enxurrada de agressivos comentários anónimos. Julgo que o caso – um entre tantos outros – justifica uma reflexão sobre a proliferação do anonimato na blogosfera.&lt;br /&gt;Em termos genéricos, não me faz espécie que um cibernauta comente sob a égide do anonimato. Está no seu direito, até porque os fornecedores do serviço como o Blogger       disponibilizam aos promotores de diários digitais ferramentas suficientes para, se assim o entenderem, barrarem o acesso aos comentadores não identificados. Pressupõe-se assim que, quem aceita comentários anónimos nos respectivos blogues, reconhece relevância a quem comenta sem se identificar.&lt;br /&gt;Intrigam-me, porém, os motivos que levam alguém a abdicar da identidade para comentar. No exemplo acima citado, o anónimo mais agressivo argumentava pomposamente que “cada vez é mais evidente que não estamos num país isento de represálias (em particular vindas de grupos e coorporações [Sic]). Universitários e CS podem dar uma mistura explosiva.”&lt;br /&gt;Sinceramente, duvido da bondade deste tipo de motivação. Não creio que, por trás de cada comentador anónimo, esteja um agente social perseguido, um comentador que ousa iludir quem contra ele conspira e que, sob o manto do anonimato, fornece informação válida para o debate. Na maior parte das vezes, tenham paciência, o anónimo esconde-se porque gosta de atirar a pedra e esconder a mão. &lt;br /&gt;Há naturalmente comentadores anónimos refinados e anónimos boçais. Em comum, porém, pressente-se o mesmo receio de assinar, o mesmo medo de assumir responsabilidade pelo que se diz e escreve.&lt;br /&gt;E se o promotor do blogue decide impor a moderação no seu espaço? Céus! Que traição. Há algumas semanas, quando decidi fazê-lo, pasmei com a enxurrada de críticas. Ditador! Censor! O lápis azul voltou! Salazar ressuscitou!&lt;br /&gt;Pessoalmente, entendo a moderação de comentários no meu blogue como um balde de água gelada que atiro para cima da audiência sempre que ela se comporta mal. Banho gelado, pausa para reflectir. Não o faço porque recebo criticas de que não gosto [basta ver por estas páginas a baixo que recebo mais paulada do que elogios], como um leitor há tempos sugeriu. Faço-o quando considero que o espaço está a ser utilizado para outros fins para além daqueles que eu desejo. Faço-o porque um blogue não é um jornal, nem se sujeita às mesmas regras da imprensa. Não tenho de conceder o famoso contraditório, nem de dar conta da pluralidade de opiniões. Se por absurdo &lt;i&gt;postar&lt;/i&gt; dez textos consecutivos sobre energia nuclear em Portugal, não tenho de prestar contas a ninguém. &lt;br /&gt;Entendo da mesma forma o anonimato neste espaço. Quem quiser participar sem revelar a identidade (verdadeira ou fabricada),  não será travado. Desde que cumpra as regras da casa, limpe os pés à entrada e não &lt;i&gt;suje&lt;/i&gt; nada. Sendo assim, &lt;i&gt;faites vos jeux&lt;/i&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115573042116001394?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115573042116001394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115573042116001394&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115573042116001394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115573042116001394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/08/anonimato-e-blogosfera.html' title='Anonimato e Blogosfera'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115513265713872274</id><published>2006-08-09T14:55:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T15:17:34.970+01:00</updated><title type='text'>Obituário como Género Jornalístico</title><content type='html'>Não tem propriamente tradição nem seguidores na nossa impresa, mas o obituário é um dos géneros jornalísticos mais ricos. Em parte por "culpa" da seriedade que a morte inevitavelmente motiva, espera-se de um obituário um registo sério e descritivo. Não tem forçosamente de ser assim. O humor, o sarcasmo e a ironia cabem perfeitamente no domínio deste género, assim sejam utilizados com bom senso.&lt;br /&gt;Na semana passada, li dois registos desta ordem no "Público" e em "A Bola" a propósito do falecimento do empresário Jorge de Brito. Cabe-me aqui deixar uma nota prévia, espécie de salvo-conduto para os parágrafos seguintes: não sou, nem fui, particularmente adepto ou crítico do defunto; não tenho, nem tive, argumentos ferozes a favor ou contra as suas discutidas opções nos bancos onde trabalhou e no clube que dirigiu.&lt;br /&gt;Aos factos, então. Em "A Bola", optou-se por um registo comovido, feito de adjectivos elogiosos, quase íntimos. Nem sombra de pecado, nem sobra de crítica. Os erros de percurso evaporaram-se da biografia do defunto. O jornalista optou por publicar numerosos depoimentos, metafóricos da generosidade do empresário. Da biografia do visado, ficaram meia dúzia de linhas. O resultado desilude.&lt;br /&gt;No "Público", o relato foi mais seco, polvilhado de episódios dispersos ao longo do tempo, aparentemente seleccionados para ajudar o leitor a construir uma imagem complexa da vida de Jorge de Brito. Alguns pormenores íntimos foram tristemente adicionados (não creio que eles tenham de ser escondidos por qualquer biógrafo, mas parecem gratuitos quando nada acrescentam à história). Depoimentos secos, sem pinga de interesse humano, amontoam-se no texto, quase como se o repórter e o jornal os publicassem por obrigação. Depois de ler o texto, áspero e seco, é legítimo perguntar de facto: porque dedicou o jornal um obituário ao empresário se não foi capaz depois de demonstrar o papel decisivo do defunto ao longo da sua vida? O texto do Público funcionou, à escala, como as carpideiras beirãs, que choravam copiosamente os mortos para criar ambiente.&lt;br /&gt;Puxando a brasa à minha sardinha, remeto o leitor para a edição de Agosto da edição da National Geographic (em Portugal, será publicado em Setembro). Ali, um obituário dedicado ao fotógrafo Tom Abercrombie constitui excelente exemplo do género jornalístico. Emotivo, claro está, mas não lamechas. Descritivo, mas não monótono. Os episódios de vida seleccionados pelo autor ajudam a compor um retrato para nós, os leitores, que não conhecemos a personalidade. É um retrato global de Abercrombie, enriquecido pelas pequenas falhas humanas, pequenos defeitos, pequenas manias e vaidades, que todos temos. Quando assim é, o obituário cumpre a sua função mais nobre: humaniza a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115513265713872274?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115513265713872274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115513265713872274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115513265713872274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115513265713872274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/08/obiturio-como-gnero-jornalstico.html' title='Obituário como Género Jornalístico'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115446845565547114</id><published>2006-08-01T22:08:00.000+01:00</published><updated>2006-10-20T00:13:06.673+01:00</updated><title type='text'>Elementar (In)Justiça</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/1600/feature7_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5923/595/320/feature7_2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez uma gruta descoberta na serra da Arrábida por um grupo de entusiastas de espeleologia. Ninguém a conhecia. Ninguém suspeitava dela. Foi aberta com sangue e suor, fruto de muitas horas de trabalho de escavação paciente da rocha. O esforço foi premiado no dia em que a Gruta do Frade foi desvendada, revelando várias galerias de inesperada beleza (ver por exemplo &lt;a href="http://www.sesimbra.com/patrimonio/g_frade.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Para o Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA), foi a proeza que justificou uma década de paciente trabalho de sapa na Arrábida.&lt;br /&gt;Um dia, porém, o Parque Natural da Arrábida (PNA) decidiu envolver-se no processo. Pareceu-lhe bem estar associado, por uma vez que fosse, a um processo de carga positiva, longe dos planos de ordenamento que não se aprovam, das construções ilegais que não se destroem, das regulamentações que não se fazem cumprir, da corrupção que não se consegue evitar. Como sucede em quase tudo o que toca, o PNA estragou. Encheu o peito de ar, reclamou jurisdição sobre a formação geológica, mudou-lhe o nome (!?!) e apressou-se a mudar chaves e cadeados de acesso à gruta (ali colocados para efeitos de protecção, não fosse alguma alma danada entrar por ali adentro sem lei nem roque).&lt;br /&gt;A experiência já não é virgem. A comunidade científica "oficial" dá-se mal com os amadores, com os carolas. São giros enquanto não chateiam. São óptimos para esburacar a rocha, debater-se com camadas de lama até à cintura ou fazer o trabalho duro para o qual - é forçoso reconhecê-lo - os senhores de paletó e jaqueta não têm gosto nem vocação. Era o que mais faltava!&lt;br /&gt;Quando o achado se desvenda, porém, a música é outra. Pressente-se a respiração ofegante, a transpiração nervosa dos homens da ciência. Um achado! Ser o primeiro a documentar. Revelar um novo achado à ciência, aos pares e aos jornalistas. Ah! Ser digno de figurar na história ao lado de Carlos Ribeiro ou Nery Delgado.&lt;br /&gt;Pelo meio, cada vez mais perdidos num oceano de indiferença, quais escolhos batidos violentamente pelas águas, os espeleólogos são afastados do processo de decisão e investigação do achado. Do "seu" achado. Foram úteis no início, agora são dispensáveis. Mastiga e deita fora, dizia a canção. &lt;br /&gt;Como corolário de uma série de desconsiderações, o NECA já não pode entrar na Gruta do Frade (agora, designada por Algar do PInheirinho). Já não a pode cartografar até ao fim. Já não pode revelar os seus mais íntimos segredos.&lt;br /&gt;Humildemente, reconheço parte da culpa.&lt;br /&gt;Há três anos, publiquei, com inestimável apoio do NECA (que produziu texto e imagens), a primeira reportagem sobre a Gruta do Frade, ilustrada a preceito e com um esboço da cartografia já realizada. Foi talvez o primeiro acto de divulgação da Gruta para uma audiência nacional. Agora, sei que não o deveria ter feito. A Gruta do Frade (tenham paciência, mas Algar do Pinheirinho não!) deveria ter sido escondida. Escondida do ICN, dos geólogos e sobretudo do Parque Natural da Arrábida. Agora é tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115446845565547114?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115446845565547114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115446845565547114&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115446845565547114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115446845565547114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/08/elementar-injustia.html' title='Elementar (In)Justiça'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115047517303347779</id><published>2006-06-16T17:25:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T17:46:28.736+01:00</updated><title type='text'>Rir, Rir, Rir</title><content type='html'>É o melhor remédio, meus senhores. Por necessidades profissionais, acompanho, desde 2001, a saga da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Que pagode! A União Europeia espera, e desespera, pela produção do documento. Reúnem-se as comissões. Algumas juntam mesmo gente boa, com vasta produção literária na matéria, mas a máquina emperra. Emperra sempre. &lt;br /&gt;O documento devceria estar pronto no final de 2005. Por essa Europa fora, as estratégias foram sempre delineadas – e pasme-se – executadas, até porque os programas foram pensados como respostas europeias à década da Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Que começava em 2005 e terminaria em 2014. Menos em Portugal: estamos em Junho de 2006, e a década do Desenvolvimento Sustentável está presa no lodo da burocracia. Não avança nem recua. Contorce-se, resignada, como tudo nesta terra.&lt;br /&gt;Juntou-se a comissão para produzir um documento (o terceiro, recordo. Nestas coisas da legislação todo o governo quer meter a sua colher). Mandou-o aos senhores ministros para avaliação e debate. Nos governos, recordo, avalia-se e debate-se com afinco. &lt;br /&gt;Uma vez aprovado, o documento seguirá para discussão pública. Mais meses de espera. Mais indefinição. Palpita-me que a nossa década do Desenvolvimento Sustentável começará em 2007. Com dois anos de atraso. Não está mal.&lt;br /&gt;Ironicamente, o texto provisório do documento revela que, até final de 2015, Portugal deverá aproximar o seu desenvolvimento económico da média europeia, deverá entrar para a lista dos primeiros 15 países do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU e dos 25 países mais competitivos do mundo.&lt;br /&gt;Não se ria, senhor leitor. Isto é muito sério…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115047517303347779?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115047517303347779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115047517303347779&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115047517303347779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115047517303347779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/06/rir-rir-rir.html' title='Rir, Rir, Rir'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-115030698065933819</id><published>2006-06-14T18:38:00.000+01:00</published><updated>2006-06-14T23:21:53.453+01:00</updated><title type='text'>Uma História</title><content type='html'>A directiva comunitária 30/2003 estabeleceu metas extremamente ambiciosas para a integração progressiva dos biocombustíveis nos sistemas de transporte da União Europeia. O objectivo da lei era diminuir a utilização de petróleo, gás natural e combustíveis sólidos e promover o uso mais sustentável de recursos, ao mesmo tempo que pretendia diminuir as fontes de emissões de dióxido de carbono.&lt;br /&gt;Neste país, onde se prefere a desordem à ordem e a irregularidade à regularidade, creio que ninguém deu conta de que Portugal vai paulatinamente cumprindo a directiva. Estamos tão entretidos com a bola, e com Timor, e com os semáforos verdes na Baixa e com as manifestações de extrema-direita, e com o diabo a quatro, que ninguém valorizou o cumprimento progressivo da meta. &lt;br /&gt;O primeiro marco do percurso estabelecia o final de 2005 como limite para os estados-membros produzirem 2% como proporção mínima de biocombustíveis e de outros combustíveis renováveis de toda a gasolina e de todo o gasóleo utilizados para efeitos de transporte. É certo que, até 2005, ninguém na UE cumpriu escrupulosamente a meta, mas em meados de 2006 Portugal já a atingiu. Em silêncio, mas ela está cumprida.&lt;br /&gt;A meta seguinte estabelece 3% até final de 2007. No momento em que escrevo, já estão contratadas unidades fabris capazes de satisfazer esta medida, da mesma forma que os 5,75% previstos para 2010 também já estão praticamente assegurados por contrato.&lt;br /&gt;Para 2015, a UE pretende que o valor suba para 7%. E em 2020, 8%. O cumprimento dessas metas é, para já, imprevisível. Muitos secretaries de Estado da Energia se sucederão. Muitos quadros da EDP farão força noutros sentidos. Muitos Patricks Monteiros de Barros aparecerão, da névoa, com o facho do átomo numa mão e uma enorme conta na outra.&lt;br /&gt;É  hoje seguro dizer que, no confronto com as restantes formas de energia alternativas [gás natural; hidrogénio…], os biocombustíveis ganharam claramente a primeira batalha, logrando passar à fase de mercado sustentável… circunstância de que os promotores do hidrogénio não se podem gabar  e que arrepia os promotores do gás natural, mais dependentes do que os restantes da vontade do consumidor.&lt;br /&gt;É verdade que o mercado de biocombustíveis beneficiou claramente da aprovação da isenção de imposto sobre produtos petrolíferos, decretada em Janeiro de 2005. A sua adaptabilidade ao sistema de distribuição dos combustíveis tradicionais foi igualmente um bónus. Mas é inegável que se trabalhou bem – e em silêncio – nesta área. Os próximos capítulos estão nas mãos da iniciativa privada. Da Direcção-Geral de Geologia e Energia. Do Ministério da Economia e das Finanças. Das transportadoras. E até de si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-115030698065933819?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/115030698065933819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=115030698065933819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115030698065933819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/115030698065933819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/06/uma-histria.html' title='Uma História'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-114833826865804336</id><published>2006-05-22T23:51:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T17:47:56.716+01:00</updated><title type='text'>Jeitos</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/131/2984/640/casino.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/hello/131/2984/320/casino.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Terrivelmente desfocados por inépcia do fotógrafo, Guilherme Oliveira Martins, António José Teixeira e Marcelo Rebelo de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que nunca tinha escutado Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) ao vivo. Fiquei desiludido.&lt;br /&gt;Reconheço também que nunca tinha escutado Guilherme Oliveira Martins (GOM) ao vivo. Fiquei francamente agradado.&lt;br /&gt;A pretexto dos 135 anos das Conferências Democráticas de 1871, ditas do Casino, o Centro Nacional de Cultura organizou ontem, no Centro LiberOffice, ao Chiado, a primeira conferência do casino do século XXI. Mais de cinco dezenas de pessoas encheram a sala, porventura guiadas pela aura lendária do orador principal. Arrisco que algumas, no final, tenham ficado convertidas à capacidade de GOM, ele sim, legítimo palestrante da causa e, já agora, herdeiro directo de um dos oradores oitocentistas.&lt;br /&gt;É certo que MRS é charmoso. É divertido. A espaços, provocou gargalhadas, ora comparando os casinos de Lisboa de 1871 e de 2006 ("muito menos controverso o do século XIX"), ora rapidamente transformando o incómodo de um toque de telemóvel num momento de pausa e descontracção. Mas MRS deixou transparecer a ideia (porventura injusta) de ter aterrado no Chiado de pára-quedas. De ter escutado vagamente o que os oradores anteriores disseram e de ter escrito apressadamente, no verso de um guardanapo, meia dúzia de ideias-fortes para a sua intervenção. É certo que meia dúzia de linhas chegam, e sobram, para MRS discorrer longamente sobre Portugal, a modernidade, a descolonização, a linhagem de GOM (palavra!) ou o pedigree dos Rebelo de Sousa (aqui, reconheço, já há exagero da minha parte).&lt;br /&gt;Oliveira Martins fez o contrário: leu efectivamente os relatos das velhas conferências. Divertiu a audiência (António José Teixeira, inclusivé) com passagens de jornalismo arcaico do "Diário de Notícias" (seriam assim tão arcaicas?). Encontrou trechos simbólicos das intervenções de António Sérgio, de Eça e sobretudo de Antero de Quental. Fez a sala pensar com passagens de inquestionável actualidade e com textos inevitavelmente datados. Quase que garanto que o fantasma de Antero, seguramente presente na sala, cofiou lentamente a barba enquanto anuía, pensativo. &lt;br /&gt;E assim se reiniciaram as conferências do Casino.&lt;br /&gt;Dei por mim, minutos mais tarde, na Bertrand, a comprar as "Odes Modernas" de Antero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-114833826865804336?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/114833826865804336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=114833826865804336&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114833826865804336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114833826865804336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/05/jeitos.html' title='Jeitos'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-114797116803012079</id><published>2006-05-18T17:43:00.000+01:00</published><updated>2006-05-18T18:00:03.586+01:00</updated><title type='text'>Normas &amp; Regras</title><content type='html'>Julgo que é relativamente consensual que temos uma boa lei de imprensa. Abrangente e actualizada, ela deveria ser o instrumento apropriado para regulamentar e delimitar a prática jornalística em Portugal. Delimitar, ela até delimita. Mas a sua aplicação chega a ser risível, espécie de espelho da nação, perfeita na forma mas imperfeita no conteúdo.&lt;br /&gt;Instituiu-se, e bem, que os profissionais habilitados a exercer a profissão deveriam ser detentores de um título profissional. Assim se regulamentaria a profisão e se subordinaria os jornais e jornalistas ao código deontológico e às normas profissionais. O escrutínio da medida, porém, deixa a desejar. &lt;br /&gt;Nos grupos de comunicação por onde fui passando, conviviam alegremente profissionais encartados e profissionais sem carteira profissional. Não por malícia ou artimanhas, sublinho. Simplesmente, a inércia levava a melhor e a regularização das suas situações profissionais ia sendo progressivamente adiada.&lt;br /&gt;Diz a lei que todos os jornalistas devem deter o respectivo título até porque, ao abrigo da lei, eles são judicialmente responsáveis pelos textos que produzem.&lt;br /&gt;Questão pertinente: como se responsabiliza alguém que não se conhece, que não está inscrito em qualquer associação profissional  e sobretudo cujo nome, por acidente, é igual ao de outros profissionais?&lt;br /&gt;Na era da  interactividade, não resisto a propor um divertido exercício. Ora, vá à página da Comissão da Carrteira Profissional de Jornalistas (www.ccpj.pt). Folheie as páginas com os nomes dos profissionais inscritos (a lista é pública, não se envergonhe). Depois, lembre-se dos seus jornais e revistas favoritos. Prometo recompensas se, a cada três títulos, não encontrar pelo menos um com jornalistas fora da lei.&lt;br /&gt;A lei até é relativamente boa, repito. Mas o legislador esqueceu-se que Portugal ainda é um posto avançado do Norte de África.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-114797116803012079?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/114797116803012079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=114797116803012079&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114797116803012079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114797116803012079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/05/normas-regras.html' title='Normas &amp; Regras'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-114668172539425146</id><published>2006-05-03T19:30:00.000+01:00</published><updated>2006-05-03T19:53:30.500+01:00</updated><title type='text'>A culpa e nossa!</title><content type='html'>(Aviso previo: post afixado sem acentos por "culpa" do teclado anglofono em que escrevo. As minhas desculpas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de participar num seminario de jornalistas onde, entre muitas coisas, se debateram pela enesima vez os problemas de enquadramento jornalistico nas reportagens de Ambiente e Conservacao. A questao nao e nova. Ha muito que escuto queixas, em reunioes deste tipo, sobre a deficiente cobertura jornalistica do mundo natural e dos seus problemas. Desta vez, porem, reconheco uma &lt;em&gt;nuance&lt;/em&gt;: era consensual na sala que grande parte da culpa deve ser assacada a nos, jornalistas.&lt;br /&gt;Encaremos a realidade: os enquadramentos nas reportagens de Ambiente sao banais e repetitivos. Obedecem grosseiramente a mesma matriz, repetida vezes sem conta, sem rasgo nem brilho. Alias, na redaccao onde trabalho, temos uma piada interna: a historia de Ambiente ou Conservacao tradicional invariavelmente descreve "&lt;em&gt;como o ecossistema ou a especie em causa eram lindos e idilicos no passado. Numa segunda fase, da-se conta que anos de intervencao humana devassaram a realidade pristina e contaminaram-na para sempre. Agora, porem, um grupo intrepido de conservacionistas e legisladores tenta repor a normalidade&lt;/em&gt;." Esta tem sido a formula basica. E daqui nao saimos.&lt;br /&gt;Reconheco com tristeza que, quando toca a questoes de Ambiente, os media mostram pouca imaginacao. Escolhem as mesmas situacoes, os mesmos conflitos primarios, os mesmos protagonistas. E um dia, inevitavelmente, o publico deixou de ler. E deixou de se preocupar.&lt;br /&gt;Admiramo-nos quando as reportagens de Ambiente marcam poucos pontos nos inqueritos de leitores. Queixamo-nos que os investigadores e politicos nos dao sempre a mesma informaca basica. Mas nalgum ponto da estrada, teremos de parar, imaginar novas solucoes e voltar a interessar os leitores.&lt;br /&gt;Uma das facetas mais fatigantes da cobertura noticiosa do Ambiente e o catastrofismo. Pintamos o mundo de negro, como essa fosse a nossa missao. Ha uns anos, publiquei, entre uma serie de reportagens sobre especies ameacadas, uma reportagem sobre o veado na serra da Lousa e o inacreditavel sucesso do projecto de reintroducao do animal. Recebemos um rio de cartas e e-mails - cinco, dez, vinte vezes mais feed-back do que o normal. Porque? Porque as pessoas reagiram, com alegria, a uma historia bem contada (a modestia em excesso e a vaidade dos tolos) e com um final feliz. E nos descobrimos que, para escrever sobre Ambiente, nao e necessario colocar os oculos escuros e narrar as sombras. Tambem ha luz no jornalismo de Ambiente e Conservacao.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-114668172539425146?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/114668172539425146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=114668172539425146&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114668172539425146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114668172539425146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/05/culpa-e-nossa.html' title='A culpa e nossa!'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-114375748055689870</id><published>2006-03-30T23:24:00.000+01:00</published><updated>2006-04-07T18:51:08.760+01:00</updated><title type='text'>Boa Nova</title><content type='html'>O último relatório trimestral da Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens (APCT) traz uma novidade pouco badalada, mas muito interessante para a credibilização do sector. Pela primeira vez, a APCT discrimina, na análise da circulação paga de cada publicação inscrita, as “vendas em bloco”. Pela primeira vez, portanto, torna-se visível a olho nu a diferença entre um título que vende 20 mil exemplares em banca e outro que vende cinco mil em banca e escoa os restantes em acordos de circulação – ou seja, vende alguns milhares de exemplares a empresas que, utilizando listas de endereços de alguns dos seus clientes, oferece a publicação em causa durante determinado período de tempo.&lt;br /&gt;Dirá o leitor que a alteração é pouco significativa. Não é. As agências de meios decidem o destino do seu investimento publicitário de acordo com os dados de circulação paga e com os dados de audiência fornecidos pelo Bareme. Até aqui, estas agências não dispunham de toda a informação disponível sobre a vitalidade de um título. Convenhamos que não será a mesma coisa comprar espaço publicitário numa revista/jornal que venda efectivamente 20 mil exemplares ou comprar numa publicação rival que, embora circule os mesmos 20 mil exemplares, só vende cinco mil. Porquê? Porque temos de assumir que uma boa percentagem das pessoas que receberão em casa a oferta da revista X ou Y nem a abrirão. Ou, na melhor das hipóteses, não lhe dedicarão a mesma atenção do que o fariam se a tivessem comprado voluntariamente. No mesmo exemplo, há portanto vinte mil exemplares vendidos (porque os acordos de circulação implicam a venda da publicação à tal empresa, embora a preço unitário muitas vezes baixíssimo), mas esse número é empolado.&lt;br /&gt;Para além de constituirem interessantes ferramentes de gestão do investimento publicitário (a receita maioritária para quase todas as publicações), os dados das “vendas em bloco” permitem também uma análise mais rigorosa ao mercado. Poupar-vos-ei os detalhes sobre publicações específicas, uma vez que o relatório da APCT está disponível apenas através de assinatura, mas chega a ser assustador como algumas publicações sobrevivem com circulações reais (bem) abaixo dos dez mil exemplares. &lt;br /&gt;São revistas e jornais artificiais. Morfologicamente estão mortas, mas continuam ligadas à máquina que respira por elas. Até ao dia em que alguém desliga a ficha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-114375748055689870?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/114375748055689870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=114375748055689870&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114375748055689870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114375748055689870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/03/boa-nova.html' title='Boa Nova'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-114176904674307722</id><published>2006-03-07T21:57:00.000Z</published><updated>2006-03-26T23:03:57.913+01:00</updated><title type='text'>Só Mais Uns Dias</title><content type='html'>Se não fosse português, julgo que seria alemão. Pelo menos, é disso que frequentemente me acusam, tamanha é a minha obsessão pelo cumprimento de prazos e horários.&lt;br /&gt;Quando frequentei a licenciatura, fazia regularmente noitadas para cumprir os prazos de entrega de trabalhos. E era costume chegar à faculdade, de olhos avermelhados pelo esforço, e cruzar-me com colegas descontraídos, que também tinham lá ido, mas para pedir adiamento da sentença.&lt;br /&gt;Terminei a licenciatura acreditando no mito de que, noutros patamares académicos, a rebaldaria horária deveria ser regulada. Que nos mestrados a coisa fiaria mais fina.&lt;br /&gt;Cheguei ao mestrado e deparei sensivelmente com a mesma situação: prazos falhados, permissividade de alguns docentes, entregas de trabalhos adiadas para as calendas gregas.&lt;br /&gt;Depositei esperança na crença de que, no doutoramento, patamar último da aprendizagem, a fasquia seria finalmente colocada com firmeza, intransponível ao abuso.&lt;br /&gt;Esta semana, começou o 2.º semestre do programa de doutoramento que frequento. Esfalfei-me a valer para entregar os textos pedidos dentro do apertado intervalo temporal exigido. &lt;br /&gt;Chegou o dia do primeiro seminário de segundo semestre e escutei, abismado:&lt;br /&gt;Bom, recebemos tão poucos trabalhos, que vamos adiar o prazo de entrega para os restantes candidatos até Setembro (!?!).&lt;br /&gt;E agora, senhores, vou acreditar em quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-114176904674307722?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/114176904674307722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=114176904674307722&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114176904674307722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114176904674307722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/03/s-mais-uns-dias.html' title='Só Mais Uns Dias'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-114051425664165745</id><published>2006-02-21T09:28:00.000Z</published><updated>2006-02-22T15:17:08.716Z</updated><title type='text'>Intragável Discurso Científico</title><content type='html'>Por estes dias, por força de obrigações profissionais, tenho devorado centenas de páginas de produção científica formal. Alguns dos artigos são tão vagos e imprecisos que me lembram, irremediavelmente, a famosa tabela de Gilbert e Mulkay, inserida num capítulo apropriadamente chamado “Joking Apart” do livro “Opening Pandora’s Box”.&lt;br /&gt;Usando a versão traduzida de Pierre Bourdieu (2001), a tabela é mais ou menos assim:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando um cientista escreve: &lt;em&gt;Há muito que se sabe… &lt;/em&gt;Quer realmente dizer: &lt;em&gt;Não me dei ao trabalho de procurar a referência.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando um cientista escreve: &lt;em&gt;Embora não me tenha sido possível dar respostas definitivas a estas questões.&lt;/em&gt; Quer realmente dizer: &lt;em&gt;A experiência não resultou, mas pensei que poderia pelo menos publicar qualquer coisa sobre ela&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Quando um cientista escreve: &lt;em&gt;Três das amostras foram escolhidas após um estudo pormenorizado.&lt;/em&gt; Quer realmente dizer: &lt;em&gt;Os resultados das outras não tinham qualquer sentido e foram ignoradas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando um cientista escreve: &lt;em&gt;Danificado acidentalmente durante a montagem. &lt;/em&gt;Quer realmente dizer: &lt;em&gt;Caiu ao chão!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando um cientista escreve: &lt;em&gt;De grande importância teórica e prática.&lt;/em&gt; Quer realmente dizer: &lt;em&gt;Interessante para mim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando um cientista escreve: &lt;em&gt;Sugere-se&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Sabe-se que &lt;/em&gt;Quer realmente dizer: &lt;em&gt;Eu penso que&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Quando um cientista escreve: &lt;em&gt;Reconhece-se geralmente que… &lt;/em&gt; Quer realmente dizer: &lt;em&gt;Outros tipos também pensam assim!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-114051425664165745?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/114051425664165745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=114051425664165745&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114051425664165745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/114051425664165745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/02/intragvel-discurso-cientfico.html' title='Intragável Discurso Científico'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-113935356121534272</id><published>2006-02-07T23:06:00.000Z</published><updated>2006-02-10T23:36:57.383Z</updated><title type='text'>Especialidade portuguesa</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/131/2984/640/prateleira.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/hello/131/2984/320/prateleira.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há países que se podem gabar de ter introduzido novos conceitos nas relações laborais. A semana de 35 horas, o contrato colectivo, o direito à livre associação... Portugal, país de vistas curtas, doou ao mundo a prateleira. &lt;br /&gt;Cruzamo-nos com o professor universitário, que se lamenta: "Estou na prateleira. Reduziram-me os projectos e as horas de aula." Trocamos palavras com o relações públicas e ficamos a saber: "A administração mudou e colocaram-me na prateleira."&lt;br /&gt;Entre o quadro de jornalistas da nação, então, o problema é elevado à potência dez. Percentagens assustadoras de jornalistas estão "encostados", eufemismo moderno para a velha prateleira: parados, sem serviço palpável, num braço de ferro silencioso entre chefias e repórteres ou entre administração e redacção. &lt;br /&gt;Pense no seu jornal favorito, eleja o nome de três dos seus jornalistas preferidos (se os tem...) e faça o teste: há quanto tempo não vê nada publicado por um deles? O mais provável é... que ele esteja na prateleira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-113935356121534272?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/113935356121534272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=113935356121534272&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/113935356121534272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/113935356121534272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2006/02/especialidade-portuguesa.html' title='Especialidade portuguesa'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-113346001287127838</id><published>2005-12-01T17:59:00.000Z</published><updated>2005-12-31T16:27:25.510Z</updated><title type='text'>Qualquer dia...</title><content type='html'>... o "Público" vai escrever que Catarina Eufémia nem sequer foi assassinada. Esbarrou acidentalmente com três balas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-113346001287127838?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/113346001287127838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=113346001287127838&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/113346001287127838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/113346001287127838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/12/qualquer-dia.html' title='Qualquer dia...'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-113067898501745399</id><published>2005-10-30T13:24:00.000Z</published><updated>2005-10-30T13:32:01.966Z</updated><title type='text'>Referências</title><content type='html'>Como se atribui o estatuto de referência a uma publicação? É por decreto régio que o “Expresso” é semanário de referência? É por autoproclamação que o “Público” é diário ímpar? Foram os pares que fizeram da “Visão” a revista semanal de eleição? Não. O estatuto de referência de um jornal ou revista é resultado de uma partilha implícita entre a publicação e a sua comunidade de leitores – partilha de valores, de escolhas, de prioridades e até de opinião face aos temas que marcam a sociedade portuguesa. Não são os especialistas de marketing que reposicionam um título como jornal de referência. Esta relação constrói-se durante meses e destrói-se numa só edição. Não se é de referência porque se quer. O estatuto é, acima de tudo, uma distinção que os outros nos dão. Ou não.&lt;br /&gt;Nesta semana, não houve alma penada que não marcasse os 250 anos do terramoto de 1755. Li bons trabalhos na imprensa portuguesa. E outros menos bons. Li perspectivas ousadas (a “Pública” de hoje é excelente) e abordagens cretinas (abstenho-me, por solidariedade corporativa, de as discriminar).&lt;br /&gt;Detenho-me no tratamento concedido às imagens históricas. Por definição, uma reportagem que visa vasculhar um evento no tempo necessita de iconografia de época. A sua identificação correcta e rigorosa é, em primeiro lugar, um serviço ao leitor. Não há nada mais frustrante do que encontrar o quadro, a gravura ou o mapa desejados despojados das referências ao autor, ao tipo de suporte e ao detentor do espólio. &lt;br /&gt;Por outro lado, os direitos morais do autor não expiram passados 250 anos. É de mera justiça que se continue a creditar devidamente a autoria de uma gravura, mesmo que o autor da mesma e respectiva descendência esteja há muito para lá do Lestes. Se se credita, com tanto rigor, uma fotografia captada na véspera, não há motivo para esconder o nome do artista que produziu no passado a gravura, quadro ou mapa. Excepto se se tiver impresso a obra por baixo da mesa, sem autorização formal (e os novos &lt;em&gt;scanners&lt;/em&gt; são uma maravilha!)&lt;br /&gt;Por fim, parece-me típica de um certo chico-espertismo nacional a opção de recolher a mesma gravura de uma fonte internacional simplesmente para não ter de lidar com os preçários e disposições legais das instituições museológicas portuguesas. Uma curta visita ao Museu da Cidade em Lisboa revelará aos leitores onde estão os originais das principais iconografias utilizadas nos trabalhos jornalísticos dos últimos dias. Alguns submeteram-se aos critérios (admito que maçadores) do Museu e creditaram-nos rigorosamente. Outros não. Uns são de referência. Outros dizem que são.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-113067898501745399?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/113067898501745399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=113067898501745399&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/113067898501745399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/113067898501745399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/10/referncias.html' title='Referências'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112829417018896491</id><published>2005-10-03T00:01:00.000+01:00</published><updated>2005-10-03T00:02:50.193+01:00</updated><title type='text'>Em Hibernação</title><content type='html'>Por manifesta impossibilidade, tenho descuidado a actualização do blogue. A partir de dia 10 de Outubro, conto retomar a actividade bloguística. Aos leitores, as minhas desculpas pela hibernação forçada do Ecosfera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112829417018896491?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112829417018896491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112829417018896491&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112829417018896491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112829417018896491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/10/em-hibernao.html' title='Em Hibernação'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112662405849760981</id><published>2005-09-13T16:06:00.000+01:00</published><updated>2005-09-13T16:07:38.503+01:00</updated><title type='text'>Responsabilidade na Blogosfera</title><content type='html'>Há semanas, ao consultar o blogue A Sul, deparei com um "post" interessantíssimo, onde se procurava ponderar as vantagens e desvantagens da construção do centro de estágios do Benfica no Seixal, em terrenos parcialmente inseridos em Reserva Ecológica. Não comentarei neste espaço a minha opinião particular sobre esse projecto em si, apadrinhado pela câmara local e com contrapartidas urbanísticas muito concretas. Para o caso, interessa-me apenas relatar o que se passou a seguir.&lt;br /&gt;Pelo que dei conta, o blogue foi positivamente assaltado por leitores anónimos. Em 31 comentários, apenas dois estavam assinados com o nome do autor [um deles era meu]. Os restantes eram anónimos ou (ab)usavam de "nicknames". &lt;br /&gt;Não contesto o princípio de utilização de alcunhas ou diminutivos na blogosfera. Parte do fascínio deste mundo virtual é precisamente a informalidade inerente à multiplicação de personalidades. Mas, como em tudo, há forçosamente fronteiras que deveriam ser respeitadas.&lt;br /&gt;O insulto e a difamação também se escondem sob o manto dos "nicknames" ou do anonimato cobarde, que permite lançar pedras escondendo virtualmente a mão de quem as lançou.&lt;br /&gt;No longo rol de acusações partidárias e desportivas [houve quem julgasse o citado projecto à luz da rivalidade Benfica-Sporting!?!] que ali foram escarrapachadas, há interesses institucionais bem evidentes e foi seguramente por isso que as vozes mais agressivas se mantiveram discretamente na turba. &lt;br /&gt;Em "Júlio César", Shakespeare argumenta que os cobardes morrem várias vezes antes da sua morte, enquanto o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez. Não partilho o optimismo. É que Shakespeare não conhecia a blogosfera, o novo espaço público onde responsabilidade e anonimato caminham de mão dada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112662405849760981?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112662405849760981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112662405849760981&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112662405849760981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112662405849760981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/09/responsabilidade-na-blogosfera.html' title='Responsabilidade na Blogosfera'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112654713564968347</id><published>2005-09-12T21:45:00.000+01:00</published><updated>2005-09-12T18:45:35.656+01:00</updated><title type='text'>Agulhas Acertadas</title><content type='html'>Não escondo a discordância com o modelo de gestão da rede de áreas protegidas proposto por João Menezes, então ainda como economista renomado. Mas é de legítima justiça elogiar o actual presidente do Instituto da Conservação da Natureza (ICN), que navegou, seguro, num mar de instabilidade política ao longo destes dez meses de mandato. Escolhido pelo executivo anterior, foi confirmado durante o período do governo de gestão e reconfirmado pela maioria socialista. Em nenhum momento, João Menezes politizou o ICN, o que é salutar. Deveria ser regra na República, mas tem sido excepção.&lt;br /&gt;Releio agora passagens do seu discurso de tomada de posse e constato que, em Dezembro, o novel presidente anunciara a intenção ousada de proceder à rápida aprovação dos planos de ordenamento de parques e reservas ainda omissos, bem como a delimitação de reservas ecológicas e respectivos regulamentos. Estamos em Setembro e, no seu mandato, o Parque Natural da Arrábida, a Orla Costeira Vilamoura-Vila Real de Santo António, o Parque Natural do Douro Internacional, a Paisagem Protegida do Litoral de Esposende, as Albufeiras de Santa Água, Pisco, Tapada Grande, Divor e Alvito e as Reservas Ecológicas de Castelo Branco, Fundão, Mértola, Évora e Arraiolos foram finalmente dotados(as) dos indispensáveis instrumentos de governação. Leio agora, através de anúncio publicado no jornal "Público", que outras três áreas protegidas iniciarão o penoso e protocolar processo de discussão dos respectivos planos de ordenamento.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, foram transpostas para a legislação nacional as Directivas Aves e Habitats e a bem mais importante Lei-Quadro da Água. Apesar da desilusão que marcou o conhecimento público da essência do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida, transparece a ideia de que a gestão ambiental portuguesa recomeça a entrar nos eixos. Para um comboio na iminência do descarrilamento, não está mau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112654713564968347?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112654713564968347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112654713564968347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112654713564968347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112654713564968347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/09/agulhas-acertadas.html' title='Agulhas Acertadas'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112544356001402741</id><published>2005-08-31T00:12:00.000+01:00</published><updated>2005-08-31T00:12:40.020+01:00</updated><title type='text'>A ler</title><content type='html'>Imperdível o post do "Tempo que passa". Consultar &lt;a href="http://tempoquepassa.blogspot.com/2005/08/finalmente-h-boas-notcias.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112544356001402741?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112544356001402741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112544356001402741&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112544356001402741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112544356001402741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/ler.html' title='A ler'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112508507577641536</id><published>2005-08-26T20:37:00.000+01:00</published><updated>2005-08-26T20:41:58.483+01:00</updated><title type='text'>Pela Porta do Cavalo</title><content type='html'>Praticamente desde o dia em que o primeiro comerciante decidiu que valeria a pena trocar parte da sua mercadoria excedentária com outro ser humano que as relações comerciais se baseiam na boa fé. Um contrato apalavrado servia de vínculo. Um aperto de mão fechava o acordo. Pressuponha-se que os dois, ou mais, parceiros comerciais cumpririam as suas obrigações contratuais. Provavelmente, a prática foi válida até ao dia em que alguém abusou da boa fé e modificou os termos do acordo a meio da operação. E a confiança nunca mais foi o fiel da balança.&lt;br /&gt;Sem tirar nem pôr, foi isso claramente que o Estado português fez no longo e inútil processo de discussão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNArr). Organizou sessões de discussão pública, levantamentos de peritagem, revisões e mais revisões do texto original. Em vão. Gastou-se saliva e retórica em Sesimbra, Palmela e Setúbal. &lt;br /&gt;A publicação sorrateira do novo POPNArr no “Diário da República” tem como primeira leitura o total desrespeito pelas várias propostas – válidas e inválidas – lançadas em sede própria, nas sessões de discussão pública. É um documento cego perante a realidade com que foi confrontado no terreno. Mas isso já esperava, admito. As sessões de discussão pública em Portugal normalmente são uma fase inútil, mas essencial, na longa encenação da democracia participativa da República. Servem para marcar o ponto e permitem ao governante segurar o documento final na Assembleia, elevá-lo bem alto e dizer: “Eu escutei o povo. A sua voz para aqui verteu nobres advertências”. As sessões de discussão pública estão para o governo da nação como as reuniões de condóminos para a gestão dos imóveis: são uma maçada protocolar.&lt;br /&gt;Retiro da acta da sessão de discussão pública de Palmela, em 12 de Março de 2003, a seguinte passagem: «De uma forma geral, o público presente está contra esta proposta de Plano de Ordenamento e sugere que se devia começar tudo de novo, começando por ouvir as populações e invocando o direito à participação (…)» Resposta protocolar: não se mexeu na essência do POPNA. Mas era esperado.&lt;br /&gt;Não esperava porém o incrível volte-face que marcou a publicação do documento. Qual Nevile Chamberlain em Berchtesgaden (1938), radiante por trazer um documento assinado por Hitler, o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional faz publicar o POPNArr, onde, a certo passo, consta:&lt;br /&gt;«[Está proibida] a deposição ou armazenamento, ainda que temporário, de entulhos, de inertes ou de qualquer tipo de resíduos, excepto se relacionados com as actividades previstas nos artigos 29.º e 30.º» &lt;br /&gt;E o que dizem os inócuos artigos em causa? Abrangem a actividade extractiva (flagelo que assola a Arrábida há pelo menos quatro décadas e que continua com carta branca &lt;em&gt;ad eternum&lt;/em&gt;) e a indústria cimenteira. Neste caso, «ficam sujeitas a avaliação de impacte ambiental todas as alterações de actividade industrial e de extracção de inertes dentro do perímetro definido na planta síntese como indústria cimenteira, nomeadamente ampliação de instalações, alteração de características ou de funcionamento.» Ou seja, o iluminado que redigiu este artigo excluiu a proibição expressa de co-incineração nas cimenteiras da região. Como diria Churchill, o apaziguador é o homem que alimenta o crocodilo na esperança de ser o último devorado. Mas sê-lo-á mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;Há mais uma surpresa. A versão que foi dada a discutir aos parceiros incluía uma limitação de superfície destinada à actividade extractiva das pedreiras. Na versão publicada, o limite (entre as cotas 120 – 40 metros) desapareceu com pózinhos de perlimpimpim. Não há portanto limites à extracção das pedreiras. Para a serra e em força, é a mensagem enviada aos crocodilos.&lt;br /&gt;Posto isto, para quem se congratulou pela invulgar presença de políticos “verdes” neste executivo, resta a satisfação inequívoca de valer mesmo a pena ter personalidades influentes em lugares importantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112508507577641536?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112508507577641536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112508507577641536&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112508507577641536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112508507577641536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/pela-porta-do-cavalo.html' title='Pela Porta do Cavalo'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112439183705797259</id><published>2005-08-18T20:03:00.000+01:00</published><updated>2005-08-18T23:18:14.426+01:00</updated><title type='text'>Mestria Presidencial</title><content type='html'>"All the President’s Spin" é um livro notável, publicado no final do ano passado por um trio de blogueiros que se dedica exclusivamente a analisar o discurso presidencial de George W. Bush e a sua relação directa com a realidade factual. Não é, asseguram os autores, um manifesto de contestação ao programa de governo de Bush. Disso, se encarregam outros livros. Ben Fritz, Bryan Keefer e Brendan Nyhan colocam o enfoque no campo jornalístico do discurso: que correspondência têm as declarações públicas deste (e de outros) presidente com a realidade factual? Que tipo de estratégias de Relações Públicas são usadas por esta administração para fazer passar a mensagem? Que tipo de pudor, ou falta dele, norteiam o discurso público, quando a missão primordial se tornou a persuasão de massas?&lt;br /&gt;Um exemplo clássico: "Em Agosto de 2001, o presidente Bush anunciou uma nova regulamentação para a utilização de células estaminais em projectos de pesquisa biomédica financiados pelas entidades federais. ‘Existem já mais de sessenta linhas de células estaminais geneticamente diversificadas’, anunciou ele, num discurso transmitido pela televisão. Concluiu por isso que ‘devemos atribuir fundos federais apenas para utilização em pesquisa nestas linhas de células estaminais já existentes’"&lt;br /&gt;Desejosos de obter acesso a estas linhas ‘já existentes’, os investigadores rapidamente perceberam o logro, quando Tommy Thompson, secretário de Estado para a Saúde e Serviços Humanos, admitiu que apenas 24 ou 25 linhas estavam na verdade ‘totalmente desenvolvidas’." (tradução da minha autoria)&lt;br /&gt;Concluem os autores: "Embora 60 linhas, de facto, existissem, era imprevisível se muitas delas ficariam disponíveis para os investigadores (…) Estas declarações públicas são verdadeiras, mas as palavras de Bush são cuidadosamente seleccionadas  para deixar uma falsa impressão. O presidente consegue esgueirar-se evitando a acusação de ter mentido, ao mesmo tempo que mantém, inalterado, o seu programa. Uma das principais razões [para esta estratégia funcionar] é o facto de as declarações assentarem numa verdade parcial sobre um tema extremamente  complexo. (…) E estes logros abrangem quase todas as principais medidas do executivo." (tradução da minha autoria).&lt;br /&gt;A difusão de falsas premissas - tecnicamente correctas, mas não totalmente verdadeiras - é apenas uma das estratégias identificadas em "All the President's Spin". A administração Bush tornou-se também hábil na designação de nomes sonantes para planos pouco ousados. Quem ousa abertamente contestar um plano ambiental apelidado de "Florestas Saudáveis" ou um pacote legislativo sobre poluição atmosférica apelidado de "Céus Mais Limpos"? O rótulo das regulamentações propostas condiciona a cobertura mediática, defendem os autores.&lt;br /&gt;Bush tornou-se igualmente mestre na arte de designação de premissas não verificáveis. Quando ligou o Sudão a processos de enriquecimento de urânio ou acusou Saddam de ter papel activo nos atentados de 11 de Setembro, o presidente sabia antecipadamente que estas premissas não eram facilmente negáveis. Poucos no mundo poderiam refutar abertamente a acusação. E, entretanto, o jornalista amplificou mais uma história presidencial.&lt;br /&gt;Fritz, Keefer e Nyhan juntam ainda a terrível hostilidade da administração Bush face aos jornalistas como um elemento adicional da estratégia de condicionamento da cobertura noticiosa. Os ataques directos a jornalistas autores de histórias desfavoráveis prejudicam o jornal perante a audiência e dificultam a tarefa do repórter em ocasiões futuras. Os autores do livro argumentam que assim se dificulta a acção contrária de jornalistas mais intervenientes.&lt;br /&gt;Desenganem-se, porém, os detractores da administração Bush. O livro procura historiar o namoro crescente entre os presidentes norte-americanos e a arte das relações públicas. O século XX marca o início da era da campanha permanente, escreveu Sydney Blumenthal. Este livro procura demonstrar a veracidade da premissa.&lt;br /&gt;Woodrow Wilson, em 1917, criou um Comité de Informação Pública, destinado a assegurar apoios para a campanha americana na Primeira Grande Guerra. A utilização de fotografia e cinema deram início à era dos media visuais aplicados à persuasão política. Com sucesso.&lt;br /&gt;Em 1920, Warren Harding recorreu a um publicitário para ganhar a eleição. Habituado a vender carne fumada e outros produtos de supermercado, o publicitário pouco teve de mudar na sua abordagem profissional de um político. Deu-lhe visibilidade, fornecendo a informação de que os media necessitavam em formatos consumíveis. Harding foi assim o primeiro político a dar o lançamento de saída de jogos de basebol, participou em conferências de imprensa com trajes desportivos, iniciou a era das frases curtas e simbólicas, em que a declaração é apenas mais um elemento, num cenário de luzes e cores.&lt;br /&gt;De Franklin D. Roosevelt herdou o mundo os primeiros gabinetes de relações públicas inseridos em vários ministérios-chave e destinados a ampliar os sucessos quotidianos e a esconder os falhanços embaraçosos. O uso da rádio fez também furor nos três mandatos de Roosevelt, que a utilizou sagazmente.&lt;br /&gt;A televisão foi aproveitada ao máximo por John F. Kennedy, na década de 1960. À vontade perante a  câmara, Kennedy tornou-se mestre na arte de domesticação dos media para anúncios de política em directo. Datam desta presidência as primeiras conferências de imprensa transmitidas em directo.&lt;br /&gt;De Nixon, apesar da saída tempestuosa de cena, a América conheceu um espantoso Gabinete de Comunicações, que coordenava sondagens regulares de opinião – elas sim, a verdadeira bússola da administração Pouco hábil perante as câmaras, Nixon abdicou das entrevistas em directo e privilegiou os esforços de controlo dos jornalistas que normalmente cobrem a actualidade noticiosa da Casa Branca. Percebeu correctamente que, controlando o Press Corps, controlaria grande parte do fluxo noticioso sobre si.&lt;br /&gt;Reagan apreciou os mandatos de Nixon e melhorou o estilo. Foi o primeiro a explorar as estratégias modernas de Relações Públicas, incluindo aparições mediáticas em fundos dramáticos (quem não se lembra do espantoso fundo azul, com estrelas brancas, em que Reagan deu a notícia da nova corrida espacial em que a América se lançara?) e a utilização de linguagem testada previamente em grupos de controlo.  &lt;br /&gt;Uma história serve de metáfora para os dois mandatos de Reagan, dizem os autores do livro :&lt;br /&gt;A correspondente da CBS difundiu uma notícia sobre as discrepâncias entre as declarações públicas do presidente e as políticas efectivamente desenvolvidas. Ao fazê-lo, esperava críticas veementes da administração. Qual não foi o espanto quando escutou, de um dos conselheiros do presidente, um "agradecimento"? "Quando mostras quatro minutos e meio de grandes imagens de Reagan, nas suas declarações públicas por nós ensaiadas, em fundos dramáticos e cativantes, ninguém escuta o que tu estás a dizer em fundo. Só fixam o presidente"&lt;br /&gt;Clinton modernizou a abordagem mediática e aplicou o conceito de grupos de discussão interna, destinados a colocar o presidente sob fogo mediático em sessões de ensaio de perguntas incómodas. Tal como Bush, também jogou com as palavras: quem não se lembra da ilusão de Clinton: "Não tive relações sexuais com essa mulher". Uma meia verdade no meio da mentira.&lt;br /&gt;A eficaz estratégia de Bush é pois legítima herdeira de décadas de relação tensa entre o poder político, os meios de comunicação e a audiência. Um jogo do gato e do rato, no qual o rato tenta continuamente iludir o predador, alimentando-o com meias verdades – nada absolutamente falso, mas também nada totalmente verdadeiro - e com técnicas arrojadas de venda.&lt;br /&gt;Diz Chris Matthews, da PBS, a propósito dos meses que se seguiram à guerra do Iraque: "Nunca nos ocorreu o que iria acontecer depois do fim das hostilidades abertas. Fomos tão bombardeados com a "guerra de libertação", que nunca nos ocorreu indagar o que aconteceria depois. Pensámos sempre em libertação porque era essa a formatação do discurso presidencial. Hoje, pensamos claramente em ocupação e não apenas em libertação."&lt;br /&gt;Um livro a ler, asseguro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112439183705797259?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112439183705797259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112439183705797259&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112439183705797259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112439183705797259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/mestria-presidencial.html' title='Mestria Presidencial'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112440379141936962</id><published>2005-08-18T14:23:00.000+01:00</published><updated>2005-08-19T10:27:34.466+01:00</updated><title type='text'>Apre! À terceira, cai quem quer</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/131/2984/640/monchique3.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/131/2984/320/monchique3.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A serra de Monchique não é particularmente bonita. Repleta de eucaliptos, circunda perigosamente várias aldeias. Há anos que não sofre intervenções de manutenção – nem limpeza da mata, nem abertura de caminhos, nem criação de clareiras. Em 2003, ardeu brutalmente. O fogo consumiu o que quis, enquanto os bombeiros olhavam, impotentes, para a queima. &lt;br /&gt;Pensar-se-ia que a tragédia serviria de emenda. Debalde. No ano passado, ardeu o que faltava. Mais grave: o argumento do filme foi o mesmo: pontas de incêndio simultâneas, eucaliptos e pinheiros a arder, um braseiro impossível de suportar. Carros de bombeiro impossibilitados de chegar ao núcleo do incêndio; aldeias evacuadas; muita berraria; muita ameaça; muita queixa.&lt;br /&gt;Este ano, já não não havia para arder. Pensar-se-ia que, quem queimou a mão direita e a esquerda em dois anos consecutivos, apressar-se-ia a planear o novo coberto florestal de Monchique.  Pois sim. A imagem, captada por mão amiga e enviada para o Ecosfera, dá conta da inovadora técnica de prevenção florestal levada a cabo na região durante o mês de Agosto: braçadas de madeira seca foram acumuladas junto à estrada, em molhes cuidadosamente unidos.  Não um, nem dois, nem três. Estendem-se alegremente ao longo da estrada.&lt;br /&gt;O descuido faz lembrar a anedota do homem que, fechado às escuras no paiol de dinamite, começou por procurar o interruptor. Não encontrou. Tacteou em busca da lanterna. Não a descobriu. Lembrou-se então que tinha no bolso uma carteira de fósforos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112440379141936962?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112440379141936962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112440379141936962&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112440379141936962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112440379141936962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/apre-terceira-cai-quem-quer.html' title='Apre! À terceira, cai quem quer'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112426703439310241</id><published>2005-08-17T09:19:00.000+01:00</published><updated>2005-08-17T09:23:55.553+01:00</updated><title type='text'>Que saudades...</title><content type='html'>... dos tempos em que os colunistas do "Público" não se pegavam entre si. Vital Moreira arrelia Mário Pinto. Mário Pinto bombardeia Vital Moreira. Miguel Sousa Tavares provoca Eduardo Prado Coelho e Vital Moreira. O poeta, insultado, cala e come. O professor, despeitado, pega na bazuca. Na última página, Vasco Pulido Valente, no auge do delirius tremens em que se encontra, pega-se com todos e faz remontar ao século XIX todos os males da civilização - desde a recandidatura de Mário Soares à mini-saia travada. Tréguas, por favor. Há quem não compre o "Público" todos os dias e, pelo andar da carruagem, vai ser preciso comprar um roteiro de telenovelas para acompanhar todas as provocações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112426703439310241?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112426703439310241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112426703439310241&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112426703439310241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112426703439310241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/que-saudades.html' title='Que saudades...'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112380468693050958</id><published>2005-08-12T00:51:00.000+01:00</published><updated>2005-08-12T00:58:06.930+01:00</updated><title type='text'>Pois é!</title><content type='html'>Da campanha por Lisboa: Carrilho quer o túnel só até à rua Castilho; Santana quer vê-lo até à Fontes Pereira do Melo; Carmona Rodrigues cala-se e assobia para o ar; Ruben Carvalho quer tapá-lo e esquecê-lo; o advogado Sá Fernandes até as pedras da calçada embargou, mas não sabe o que há-de fazer com o fosso; e Maria José Nogueira Pinto desconfia que há um túnel na cidade, mas não tem a certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fazemos campanha com poesia; governamos com prosa", disse Mario Cuomo, antigo governador de Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde diabo estão os nossos versos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112380468693050958?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112380468693050958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112380468693050958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112380468693050958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112380468693050958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/pois.html' title='Pois é!'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112380548572920798</id><published>2005-08-12T00:10:00.000+01:00</published><updated>2005-08-12T01:11:25.736+01:00</updated><title type='text'>Com vénia</title><content type='html'>Vale a pena ler a evocação de Ramalho no &lt;a href="http://minharicacasinha.blogspot.com/2005/08/as-reformas-em-portugal.html"&gt;Minha Rica Casinha&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112380548572920798?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112380548572920798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112380548572920798&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112380548572920798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112380548572920798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/com-vnia.html' title='Com vénia'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112369313825778478</id><published>2005-08-10T05:57:00.000+01:00</published><updated>2005-08-10T17:58:58.266+01:00</updated><title type='text'>Perdão?</title><content type='html'>«Comigo a presidente da Câmara de Oeiras, não haverá vereadores a acumular o que quer que seja.» - Isaltino Morais. Entrevista à  "Montra de Casas", n.º 7, Agosto de 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112369313825778478?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112369313825778478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112369313825778478&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112369313825778478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112369313825778478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/perdo.html' title='Perdão?'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112368817902313347</id><published>2005-08-10T02:35:00.000+01:00</published><updated>2005-08-10T16:43:12.780+01:00</updated><title type='text'>Nao chega?</title><content type='html'>Os alertas, de tão frequentes, já não comovem, independentemente da fórmula criativa que os jornalistas encontram para os descrever. O Instituto da Conservação da Natureza faliu. De norte a sul, os funcionários directos e indirectos da instituição sofrem na pele a crise. Há subsídios em atraso. Uma tonelada de serviços contratados não foi paga, nem deverá ser nos próximos meses. Horas extraordinárias requisitadas não foram saldadas. Não há dinheiro para os projectos nacionais e internacionais, com a agravante de, no caso destes últimos, o financiamento comunitário depender das verbas do governo português: se faltar a contrapartida portuguesa, as verbas europeias são devolvidas à fonte. &lt;br /&gt;A lista continua, maçadora. Não há verbas para indemnizar pastores pela perda de rebanhos. Não há dinheiro para incentivar esforços de reflorestação. As áreas protegidas não têm fundos de maneio para telefone, fax, gasolina. Como nas velhas colónias no difícil período pós-independência, os carros avariados são abandonados no local, inúteis, sem dinheiro nem vontade que os recupere.&lt;br /&gt;De vez em quando, algum iluminado lança para o ar a ideia da reorganização do Instituto da Conservação da Natureza (ICN), colando-o a frases ocas. Segundo as várias teses, o ICN será profissionalizado, ganhará independência, será mais autónomo, será menos autónomo, deverá gerar receitas, está acima dessas minudências e não deve ser pensado numa lógica economicista…&lt;br /&gt;Em Outubro de 2003, o executivo de Durão Barroso quis transformá-lo num braço da Direcção-Geral de Florestas, remédio santo para curar de vez o debate da independência: sob esta alçada, o Instituto teria o mesmo peso político que o Gabinete de Apoio ao Registo Automóvel. Parecendo que não, era chato para a conservação da natureza. &lt;br /&gt;Isaltino de Morais, esse paladino da seriedade, sugeriu então a municipalização das áreas protegidas. Estou de acordo num ponto com o actual candidato à CM Oeiras: se a sua proposta tem seguido avante, em dez anos terminavam os problemas das áreas protegidas. E o Gerês podia ser hoje um promissor empreendimento de turismo rural.&lt;br /&gt;O executivo de Santana Lopes partiu em mil bocados o orçamento do ICN que, de 2004 para 2005, baixou de 26 milhões de euros para 11,5 (quebra de 56%). Problema de somenos porque, com a transformação do ICN em sociedade anónima, as receitas jorrariam continuamente.&lt;br /&gt;Data do final de 2004 a frase emblemática do ministro Nobre Guedes, sugerindo a gestão criativa que, com menos, pudesse fazer mais. Cativada, a sociedade civil aceitou o desafio. Da minha parte, ofereci então as minhas propostas (Ver Sinais de Fumo). Debalde.&lt;br /&gt;Mérito lhe seja dado, José Socrates inscreveu no seu programa de candidatura a necessidade de restituir a dignidade da instituição, acabando com o humilhante peditório anual, mal o calendário chega a Junho e já não há dinheiro para o resto do ano. Veremos o que vale o programa eleitoral quando chegar a discussão do Orçamento para 2006.&lt;br /&gt;Nestes quatro meses de governação, o ministro Nunes Correia até tem desbloqueado verbas de emergência e merece elogios pelas iniciativas de retirar às autarquias quaisquer poderes sobre a nomeação dos directores de áreas protegidas. A prometida Lei-Quadro de Conservação da Natureza gerou também entusiasmo, mas, em rigor, nada transpirou ainda sobre a nova regulamentação.&lt;br /&gt;O que acontecerá ao ICN neste cenário? Ao leme da instituição está um investigador que coordenou o agora célebre estudo Parques XXI, advogando a empresarialização do instituto (sempre sob a égide pública), alicerçada no equilíbrio de receitas do instituto (e não só das áreas protegidas). O projecto assenta na noção de que há serviços que o ICN hoje presta que deveriam ser cobrados – e bem cobrados – a instituições públicas e privadas. Funciona também sob o princípio de que o acesso às áreas protegidas, embora inscrito na Lei de Bases do Ambiente como bem colectivo desta e das próximas gerações, deverá compensar a sua gestão.&lt;br /&gt;Discordo na essência destes fundamentos. Tenho escrito repetidamente que o património natural tem um valor intrínseco, não quantificável e sobretudo não negociável. Há serviços sob a égide do Estado que têm missões simbólicas. Cabe-lhes por um lado assegurar direitos fundamentais da sociedade, como a defesa, a segurança pública ou saúde. E valem, por outro, como símbolos das prioridades estatais, dos serviços considerados essenciais que o Estado presta aos cidadãos. A Brigada de Crimes Informáticos da Polícia Judiciária não gera riqueza, nem é gerida como uma empresa (embora lhe seja pedido naturalmente que cumpra o seu orçamento). O serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria não gera mais-valias, para além de permitir a renovação a longo prazo da força de trabalho. Porque diabo terá o ICN, ou uma área protegida isoladamente, de funcionar como uma empresa? A sua função primordial não chega?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112368817902313347?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112368817902313347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112368817902313347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112368817902313347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112368817902313347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/nao-chega.html' title='Nao chega?'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112361918175578234</id><published>2005-08-09T21:20:00.000+01:00</published><updated>2005-08-09T21:26:21.763+01:00</updated><title type='text'>Cúmulos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Cúmulo do sadismo&lt;/em&gt;: organizar a Volta a Portugal na primeira quinzena de Agosto - previsivelmente nos dias mais quentes do ano.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cúmulo do masoquismo&lt;/em&gt;: competir na Volta a Portugal organizada na primeira quinzena de Agosto.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cúmulo do voyeurismo&lt;/em&gt;: Ver na televisão a Volta a Portugal, organizada na primeira quinzena de Agosto, para ver como "os rapazes se safam com o calor da serra".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112361918175578234?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112361918175578234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112361918175578234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112361918175578234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112361918175578234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/cmulos.html' title='Cúmulos'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112301928325575449</id><published>2005-08-02T22:47:00.000+01:00</published><updated>2005-08-02T22:53:16.710+01:00</updated><title type='text'>Um fiscal</title><content type='html'>Foi hoje! Já lá vão dois anos que, por mudança da sede da empresa onde trabalho, passei a deslocar-me com mais regularidade de metropolitano. Nunca, nestes mais de 700 dias de viagens por baixo da terra, vi um fiscal da empresa Metropolitano de Lisboa. Cheguei a pensar que a sua existência era um mito urbano, uma lenda que se contava aos mais novos. Afinal, estes seres que trabalham no subsolo da cidade existem mesmo. E trabalham nas estações. Eu próprio observei. Ninguém me contou.&lt;br /&gt;É certo que o indivíduo em causa estava sentado numa cabina que dizia “Encerrada”. E parecia dormitar, antes de ser violentamente acordado por um utente que, imagine-se, queria saber se precisava de mudar de linha no Marquês de Pombal. A farda estava desabotoada, mas cobria parcialmente o tronco do senhor. E o olhar de falcão que ele catrapiscava regularmente para o monitor não enganava, mesmo que parcialmente prejudicado por uma ramela teimosa.&lt;br /&gt;Dizem as normas de utilização do Metropolitano de Lisboa que, e cito, os Agentes de fiscalização são devidamente ajuramentados, sendo considerados, para todos os efeitos e no exercício das suas funções, agentes de autoridade pública.&lt;br /&gt;Nos casos de infracção ou suspeita de infracção, os Agentes (com maiúscula, assim mesmo, para acentuar a autoridade) de fiscalização podem exigir a identificação dos clientes e pedir a intervenção da autoridade competente, levantando, para o efeito, os competentes autos de Notícia (igualmente destacados, para sublinhar a dureza da pena).&lt;br /&gt;Compreendo e respeito a posição, mas até hoje intrigou-me como pretendia a empresa fiscalizar a utilização correcta dos seus terminais se não colocava nenhum agente, ou Agente, em qualquer estação. Da Pontinha a Odivelas, da Gare do Oriente ao Rato, da Alameda a Alfornelos, eles estão ausentes nas 48 estações da rede. Não se avistam quando é necessário tirar dúvidas sobre percursos, nem quando as máquinas automáticas engolem dinheiro a mais. Se ocorrer uma emergência numa das estações (e nem estou a falar de terrorismo. Basta pensar num princípio de incêndio ou no desabamento de uma galeria), o utente fica entregue a si próprio. Orgulhosamente só, no subsolo. &lt;br /&gt;A empresa Metropolitano de Lisboa agilizou-se, dizem os responsáveis. Agilização é eufemismo para mecanização fria e completa. Desconheço quantos funcionários tem hoje a empresa [os últimos números reportam-se a 2003], mas adivinho que muitos terão sido dispensados ou reorientados para outras tarefas. Todavia, esta agilização mecânica continua a não evitar que alguns utentes, um pouco mais lentos do que o Obikwelu, sejam prensados nos cretinos torniquetes entretanto montados. Quem desconhece o diagrama da rede sente-se perdido nas estações. Quem viaja a horas menos concorridas, corre sempre o risco de ser assaltado porque a vigilância, para o Metropolitano de Lisboa, é uma questão de fé: ninguém a vê, mas ela existe.&lt;br /&gt;De acordo com os rácios económicos apresentados no próprio balancete estatístico da instituição, a empresa chegou a despender mais de 50% dos seus custos totais com custos pessoais durante a década de 1990. Esse valor foi reduzido e chegou, em 2003 (o último ano disponível), aos 35%. A redução percentual é explicada pela saída de cerca de 250 trabalhadores efectivos no mesmo período. Desconheço ao certo que sectores foram aliviados dos respectivos funcionários, mas adivinho que boa fracção deles tenha sido retirado das várias estações. É a única explicação plausível para o desaparecimento progressivo dos Agentes, cujo avistamento se tornou mais raro do que a observação de um lince-ibérico ou de uma águia-real.&lt;br /&gt;Pergunta inocente: valerá a pena projectar um investimento de 1,4 mil milhões de euros até 2010 (números do “Diário Económico”, de 6/7) na expansão e melhoria da rede se não se consegue sequer garantir a fiscalização indispensável dos ingressos dos utentes? A não ser, claro está, que a empresa confie no sentido de estado dos utentes. Aos ingénuos e bem-aventurados, segundo creio, está reservado o reino dos céus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112301928325575449?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112301928325575449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112301928325575449&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112301928325575449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112301928325575449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/08/um-fiscal.html' title='Um fiscal'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112255511441416597</id><published>2005-07-28T13:51:00.000+01:00</published><updated>2005-07-28T13:52:16.413+01:00</updated><title type='text'>Vem aí a cavalaria</title><content type='html'>(crónicas da silly season)Um dos prazeres de férias é certamente a possibilidade de fugir dos vizinhos, entidade vaga e difusa com a qual convivemos durante onze meses por ano (dez se formos afortunados e os períodos de férias não coincidirem), iludidos pela aparente civilidade que a coabitação nos confere. Puro engano. Quantos, entre os leitores, não conviveram já com um vizinho de baixo, que parece juntar as crianças num coro ruidoso, que grita à desgarrada, parecendo escolher o momento em que necessitamos mais de concentração para distribuir a gritaria numa escala tal que certamente faz disparar os sismógrafos? Quantos não conheceram já um vizinho de cima de tal forma abstraído pela gastronomia que parece cozinhar de porta e janelas abertas, espalhando o cheiro intenso das pataniscas pelo prédio e caprichando precisamente naquele dia em que um de nós convida alguém especial para um jantar formal? Quantos, entre vós, não compraram já uma bisnaga de gás mostarda para aplicar da próxima vez que o menino do 4.º andar praticar, e mal, as notas da composição musical “D’artacão” no piano de pedal? Talvez poucos, admito. Nos tempos que correm, a bisnaga de gás mostarda está carríssima…&lt;br /&gt;São as contingências da vida em habitações sobrepostas, às quais nos habituamos (ou não). Alguns (mesmo assim, poucos, creio) sofrem um dia um curto-circuito e sobem ao último andar com uma espingarda de canos serrados, dispostos a entregar o senhor das pataniscas ao Criador. Apesar das excepções, a maioria socializa com os vizinhos, condescende com os abusos, atura-os quando não o pode evitar e gasta uma fortuna em terapia. No Verão, porém, soltamos o grito do Iparinga e fugimos deles como da peste. Para sul, e em força, marchamos pela estrada mais próxima. &lt;br /&gt;Infelizmente, o pensamento é partilhado por muitos e corremos o risco de encontrar novos vizinhos, igualmente criativos e potencialmente mais irritantes porque estão de férias. Todos os anos, acontece o mesmo. Todos os anos, prometo que não volto a cair na mesma armadilha. E todos os anos reencontro o vizinho do Algarve.&lt;br /&gt;Explico melhor: o meu vizinho de cima é um daqueles indivíduos que ajuda a explicar porque há guerra há cinco décadas no Médio Oriente. Foi certamente pelo choque de duas criaturas iguais a esta que o conflito escalou para os níveis actuais. Diria aliás que, por menos do que isto, já muito boa gente emigrou. Ou se ofereceu como voluntário para campos de desminagem.&lt;br /&gt;Como em todos os lunáticos, detecta-se algum método na praxis do senhor. Assim, invariavelmente à 1 hora da manhã, o senhor, a fêmea e as crias revolvem o mobiliário – suponho que de divisão para divisão -, esforçando-se por arrastar as mesas e as cadeiras pelo soalho. Da primeira vez que escutei os rangidos, cuidei que a horda moura já estava no Algarve, disposta a vingar a reconquista. Com o tempo, assimilei o ruído no meu quotidiano. É agora frequente esperar pelo rearranjo do mobiliário antes de anunciar à esposa: &lt;br /&gt;- O senhor já mudou os móveis da sala, já posso deitar-me.&lt;br /&gt;- Já ouviste o aparador?&lt;br /&gt;Scriiik.&lt;br /&gt;- Tens razão. Faltava ainda o aparador.&lt;br /&gt;Infelizmente, o rearranjo das mobílias é apenas o primeiro passo do ritual tribal, como uma trombeta que marca o início das hostilidades. Segue-se a discussão vocal, divertida quanto baste. Normalmente, começa com uma boa chapada portuguesa, do progenitor a um dos fedelhos. Merecida ou não, uma chapada educa. Segue-se o inevitável berreiro, réplica distorcida do aviso sonoro do farol de Sagres. Grita a mãe; grita o pai; urram as crianças. Deslocam-se mais móveis. Scriik. &lt;br /&gt;Passam para a cozinha e vão desforrar-se no frigorífico e na torradeira. Discutem animadamente. Não posso garantir, mas julgo que também tentam deslocar o frigorífico. Menos sorte: este só chocalha, abanando as garrafas de vidro.&lt;br /&gt;Nesta fase, já costumo estar de vassoura na mão, empurrando o cabo violentamente contra o tecto, na tentativa de provocar um ruído que motive compaixão. Ninguém ouve, entretidos que estão com o vaudeville familiar, que se pode prolongar por mais vinte ou trinta minutos, dependendo da inspiração de cada protagonista. Por vezes, escuta-se outra galheta educadora. Mas é mais raro. &lt;br /&gt;Como bom vizinho, aturo tudo isto com fair-play e limito-me a colocar metade de uma pastilha elástica na campainha dos senhores na manhã do dia seguinte. Faço-o uma vez, por volta das 8 horas, quando o sol irrompe e adivinho o ressonar merecido dos beligerantes. Alguém pragueja do outro lado. Vou, reconciliado, comprar pão e jornais e dou-lhes mais quinze minutos antes de colar a outra metade. Garanto assim o despertar maldisposto na caverna dos Flinstones.&lt;br /&gt;Com isto, amigos, se cria empatia entre a vizinhança. Ora experimentem e sejam criativos. Lembrem-se: quando estiverem acessíveis por Internet as declarações de rendimentos de cada um, podemos divertir-nos muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112255511441416597?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112255511441416597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112255511441416597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112255511441416597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112255511441416597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/07/vem-a-cavalaria.html' title='Vem aí a cavalaria'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112178201841928897</id><published>2005-07-19T14:56:00.000+01:00</published><updated>2005-07-19T15:11:04.630+01:00</updated><title type='text'>Uma revista com três anos: sem preço</title><content type='html'>É nas férias que realizo algumas tarefas adiadas nos 11 meses anteriores. Livros que ficaram por ler, documentos (informáticos ou em papel) por triar e arquivar, jornais velhos por analisar, fotocopiar e referenciar.&lt;br /&gt;Na lide doméstica, dei com uma "Visão" de há três anos (n.º 462, de 10 a 16 de Janeiro de 2002). Chamava à capa Santana Lopes e Rui Rio, recentes vencedores das autárquicas, e prometia revelar, como só a "Visão" pomposamente promete, o «que eles vão fazer».&lt;br /&gt;A leitura datada é das tarefas menos apetecidas pelo jornalista, mas reserva, por vezes, brindes inesperados como estes. O que prometiam então os dois presidentes?&lt;br /&gt;Santana estava entusiasmado com o cargo, mas queria saber, primeiro, quanto tinha custado a iluminação de Natal. Garantia que o túnel do Marquês estaria pronto no Verão seguinte (i.e.: Junho de 2003) e que a CML não ia dar um cêntimo ao Benfica para o novo estádio. Queria fazer um túnel ou viaduto no Campo Grande para desnivelar o trânsito. Imaginava o Terreiro do Paço como «sala de visitas da cidade, com restaurantes debaixo das arcadas e(...) hóteis de charme e o Museu dos Descobrimentos onde hoje estão os ministérios». Colocaria mais polícias na rua (mais 500) e promoveria o estacionamento em altura, convertendo prédios devolutos em silos de estacionamento...&lt;br /&gt;E Rui Rio? Muito mais sensato, prometia no abstracto e idealizava no concreto. Evitava assim tropeçar nas suas próprias promessas, ele que ganhara a CM Porto surpreendentemente, porventura até para o próprio. Mesmo assim, não resistiu a assegurar que os indesejados arrumadores de rua acabariam já no final do ano (i.e.: final de 2002) e a prometer que cancelaria toda e qualquer construção no Parque da Cidade. &lt;br /&gt;Memórias traiçoeiras, estas, recuperadas três anos e meio depois. Apetece dizer, como na anedota: Preço do novo casino de Frank Gehry: 300 milhões de euros; custo estimado do túnel do Marquês: 19 milhões de euros; ser embaraçado no final do mandato por uma entrevista inconveniente: sem preço...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112178201841928897?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112178201841928897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112178201841928897&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112178201841928897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112178201841928897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/07/uma-revista-com-trs-anos-sem-preo.html' title='Uma revista com três anos: sem preço'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112170182681782646</id><published>2005-07-18T16:38:00.000+01:00</published><updated>2005-07-18T17:00:00.716+01:00</updated><title type='text'>Notas soltas do Verão</title><content type='html'>O que leva um veraneante a palmilhar quilómetros à torreira do sol para escrever umas linhas à sua comunidade de leitores? Resposta: uma tarde escutando emissões de televisão repletas de disparates. Como uma espiral decadente, a emissão nacional de televisão atinge invariavelmente o seu ponto mais baixo no Verão. É aí que se condensam os enlatados, as sérias de qualidade medíocre, os apresentadores rejeitados nos horários mais nobres. Chamam-lhe a silly season e basta ouvir dez minutos de José Carlos Malato para explicar o atributo.&lt;br /&gt;Primeira pérola: entrevistado no jornal da tarde da RTP, um vereador da Câmara Municipal da Figueira da Foz assegurou que a Figueira é a Bora-Bora portuguesa. Admito reluntantemente que nunca foi a Bora-Bora. Mas já fui à Figueira. Apre. Desconhecia que a Bora-Bora original estava repleta de toldos de cores berrantes, de areias sujas onde, com sorte, o visitante pode pisar uma lata de conserva e de águas violentas que, à primeira onda, revolvem o banhista de tal forma que ele é incapaz de identificar o norte. Tenho de viajar mais. Quanto mais não seja para não ficar espantado quando disserem que Sesimbra é Saint-Tropez em português.&lt;br /&gt;Segunda pérola: em rodapé, os letreiros da mesma estação anunciavam que Louis Armstrong cimentou a sua liderança na Volta a França. Presumivelmente, de trompete, enquanto pedalava na montanha. Só não disseram quem ficou em segundo: eventualmente, o Fernando Ulrich.&lt;br /&gt;Terceira pérola: admito, desgraçadamente, que assisti à segunda parte do Benfica-Chelsea. Não necessariamente para "torcer" por um ou outro (não gosto &lt;strong&gt;mesmo&lt;/strong&gt; de nenhum), mas, para me certificar que o comentador de serviço era mesmo Fernando Seara. Fiquei esclarecido a dez minutos do fim, quando o (ainda) presidente da Câmara Municipal de Sintra explicou que o Benfica precisava de um 9 e de um 10. Ou de um 9 que fizesse também de 10. Ou ainda de um 10 que fizesse igualmente de 9. Um 9-10 ou um 10-9, insistiu Seara. Até porque, explicou, se comprar um 9-10 ou um 10-9, o Benfica poupa dinheiro para outros reforços. Pois claro: se toda a gente em Sintra raciocinar como o presidente da Câmara, o município está bem entregue...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O leitor mais sagaz terá adivinhado que estou em gozo (merecido) de férias. Até final do mês, os "posts" serão porventura mais espaçados - estão 36ºC lá fora, meus senhores - e menos sérios. Também tenho direito à minha silly season.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112170182681782646?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112170182681782646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112170182681782646&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112170182681782646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112170182681782646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/07/notas-soltas-do-vero.html' title='Notas soltas do Verão'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112125745637375089</id><published>2005-07-13T13:23:00.000+01:00</published><updated>2005-07-13T13:25:44.596+01:00</updated><title type='text'>Perguntas de Algibeira</title><content type='html'>Já reparou o leitor que, entre os colunistas que assinam textos nos jornais sobre o traçado do TGV e a localização do novo aeroporto de Lisboa, parece só existirem representantes dos lobbies do caminho-de-ferro e da navegação aérea? Mais curioso ainda: já reparou como os inocentes colunistas que, à vez, atacam o traçado Lisboa-Porto do TGV e a Ota como destino final do aeroporto raramente assumem a sua condição activa de "lobbyistas"? São sempre professores jubilados, especialistas em sistemas informáticos, docentes universitários, historiadores, economistas ou – a minha designação favorita – juristas…&lt;br /&gt;Mais irónico ainda, mas fechando o círculo na perfeição, os senhores-que-nós-conhecemos-como-activistas-dos-comboios defendem afincadamente que a melhor localização para o novo aeroporto seria a margem sul, onde se potenciariam as ligações ferroviárias para Espanha. Dizem, por isso, que a Ota é um erro histórico. E, a talho de foice, recomendam mais invesimento na adaptação da bitola aos padrões europeus, mesmo que a Espanha ainda não o tenha feito e seja, por momentos, impossível fazer com que o comboio voe sobre o território espanhol para então entrar nos perfeitos carris franceses.&lt;br /&gt;Do outro lado do problema, os senhores-que-nós-conhecemos-como-activistas-dos-aviões não falam do aeroporto, mas questionam o erro (que também é histórico, segundo eles) de promover uma linha de TGV para o Porto, quando a prioridade deveria ser a linha Lisboa-Badajoz, para promover ligações entre as duas capitais ibéricas.  A recomendação deste grupo de articulistas costuma ser o desinvestimento nos transportes ferroviários e marítimos em claro benefício dos transportes aéreos, eles sim, os veículos do futuro. Talvez por esquecimento, não falam das limitações correntes do tráfego aéreo e da (in)capacidade do avião para substituir em grande escala o comboio e o barco como meio de transporte de mercadorias.&lt;br /&gt;E assim, lendo descontraidamente as múltiplas apreciações às duas opções de fundo do governo socialista, vai ficando o leitor português esclarecido. Como é próprio das democracias participadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112125745637375089?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112125745637375089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112125745637375089&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112125745637375089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112125745637375089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/07/perguntas-de-algibeira.html' title='Perguntas de Algibeira'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112102120345117751</id><published>2005-07-10T19:45:00.000+01:00</published><updated>2005-07-10T19:51:38.953+01:00</updated><title type='text'>Esquizofrenia Para Explicar a Arrábida</title><content type='html'>Fiel ao estigma de que o jornalista é, acima de tudo, um profissional que escreve o que lhe pedem, realizo seguidamente um exercício de sarcasmo que, espero, ajudará o leitor a compreender a complexidade da questão da Arrábida. Proponho-me, numa demonstração de dupla personalidade, evidenciar os prós e contras do novo/velho Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida. Começo pelo ponto de vista abolicionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sou pescador e há dez anos que usufruo de fundos comunitários para reconverter a minha embarcação. Usei-os até à exaustão e aproveitei também para restaurar a casa e o quintal. Toda a gente o faz. Não vejo mal nisso.&lt;br /&gt;Há muitos anos, fiz contratos em Marrocos e pescava então grandes quantidades de peixe. A vida corria bem e as capturas na região costeira da Arrábida ficavam para os pescadores de ocasião e para os maluquinhos da caça subaquática. Os contratos acabaram. Voltámos para casa com o rabo entre as pernas. Sem outra solução, intensificámos a pesca nesta zona, do cabo Espichel a Setúbal. As quantidades de peixe disponível diminuíram a olhos vistos. Há espécies que já não vejo há anos.&lt;br /&gt;Agora, dizem-nos que querem criar uma zona de protecção especial nestas águas. Querem proibir a captura de peixe em algumas zonas e noutras impõem-nos limites. Estamos contra, claro está. &lt;br /&gt;Entretanto, apareceram uns senhores muito simpáticos, proprietários de embarcações de lazer, que se reuniram connosco e se ofereceram para fazermos lobby em conjunto contra o Plano de Ordenamento. Ofereceram-se também para ajudar a pagar o custo das manifestações, das greves e dos cartazes. Coitados. Afinal, gostam mais de nós do que pensávamos.&lt;br /&gt;Nas reuniões com a direcção do Parque e com os jornalistas, esquecemos o números de pescadores reais na região e citámos sempre o número de licenças atribuídas para pescar aqui. Não somos parvos. Se parecermos mais, teremos uma posição mais forte. Como a arte xávega continuará a ser aceite, dissemos todos que ainda pescamos assim. Já se sabe, o seguro morreu de velho.&lt;br /&gt;O mais engraçado é que, estando inscritos como desempregados, continuamos a pescar. Dizemos que é por lazer, mas vendemos o excesso em restaurantes e peixarias. Os outros, os que ainda pescam oficialmente, estão danados connosco, porque lhes fazemos concorrência, mas o que pode um homem fazer? Há que levar mais dinheiro para casa.&lt;br /&gt;Os diabos dos biólogos querem também deitar abaixo as casas ilegais, bem como tudo o que tiver sido construído sem autorização dentro dos limites do Parque.  Aqui as câmaras municipais ajudaram imenso. Descobriram dois desgraçados que vivem numa barraca ilegal e fizeram deles as vozes do nosso protesto. É bem pensado. Para os jornalistas, ajuda imenso ter uma história triste. Coitadinhos dos homens, vão ser despejados. É claro que nós e as câmaras sabemos que este caso é uma gota de água num oceano de ilegalidades da região – que está repleta de segundas e terceiras habitações. Mas porque havemos de ser nós a pagar pela desorganização dos serviços públicos? Está construído. Fica de pé. Nem que tenhamos de barrar o caminho às escavadoras. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutemos agora o lado proteccionista…&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sou biólogo e acompanho as investigações dos últimos anos que comprovam que os “stocks” de peixe da região decresceram abruptamente. Algumas espécies são caçadas com tanta frequência que os pescadores já só apanham juvenis. Nunca houve tantos barcos na região. Há um problema urgente de conservação a resolver.&lt;br /&gt;Os residentes destas vilas parolas não percebem nada de ciência. Nas sessões públicas de esclarecimento, naturalmente, já íamos preparados para não ceder um milímetro. Em Portugal, quando se chega a essa fase, o plano já está concluído e pronto a ser impresso. Por que motivo haveria a Arrábida de ser diferente? Explicámos os problemas de parque, mas as pessoas não pareciam compreender o nosso jargão científico. Quando apresentámos o novo plano, fizémo-lo com firmeza. Nestes casos, repito, marca-se posição e não se cede. Gerou-se uma algazarra dos diabos. Os representantes das câmaras, que até aí tinham sido aliados convincentes, perceberam rapidamente a mudança e seguiram a corrente. A população atacou-nos, verbal e fisicamente. Tivemos sorte de sair ilesos. Bando de cabotinos.&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, fomos traídos pelo secretário de Estado e pelo Instituto da Conservação da Natureza. Não saíram em nossa defesa e emitiram declarções reticentes. Os votos contam muito, percebemos então. O plano foi varrido para debaixo do tapete ou para lá das eleições.&lt;br /&gt;Mesmo assim, não mudámos de estratégia. Agora temos um secretário de Estado profundamente proteccionista e há que aproveitar. Arregaçamos as mangas e vamos a isso. Chamam-nos arrogantes e prepotentes, mas o que somos é obstinados. Levamos o plano para frente, sem concessões. Não mudamos uma vírgula ao que foi definido. Que a GNR e a guarda costeira punam depois os infractores. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina assim o meu ataque de dupla personalidade. Que decida o leitor o futuro do Parque Natural da Arrábida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112102120345117751?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112102120345117751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112102120345117751&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112102120345117751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112102120345117751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/07/esquizofrenia-para-explicar-arrbida.html' title='Esquizofrenia Para Explicar a Arrábida'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112093321677668945</id><published>2005-07-09T19:16:00.000+01:00</published><updated>2005-07-09T19:21:58.406+01:00</updated><title type='text'>A Solução Fácil</title><content type='html'>A poeira já assentou, os mais entusiasmados já acalmaram. Como uma tempestade de areia, os defensores do projecto nuclear em Portugal aparecem subitamente, lançam um &lt;em&gt;raide&lt;/em&gt; e fogem apressadamente. No balanço do que foi apresentado, ficam mais dúvidas do que certezas. A opinião pública discutiu o assunto pela rama, como convém, e não extraiu uma conclusão definitiva. O governo, pela manhã, disse que sim; à tarde, disse que não. O primeiro-ministro, na conversa familiar com a nação graças à antena da SIC, nem aflorou o assunto. E todavia a polémica até já tem décadas.&lt;br /&gt;Há anos que o &lt;em&gt;lobby&lt;/em&gt; do nuclear está activo. Organiza almoços e lança ameaças veladas aos governos de circunstância. Promete a salvação energética e patrocina artigos a colunistas de aluguer – que os há, asseguro. Lança perspectivas catastróficas sobre as tendências nacionais de utilização de energia e zomba dos esforços das renováveis. Cativa fiéis transversalmente, nos dois principais partidos.&lt;br /&gt;Como um grupo de adventistas do sétimo dia, os pró-nucleares prometem a salvação. Do país, dos consumidores de energia, deles próprios. Basta assinar a factura.&lt;br /&gt;Num documento-síntese notável, a Quercus levantou quatro perguntas que ficaram por responder depois do &lt;em&gt;arrastão&lt;/em&gt; nuclear, a semana supersónica em que Patrick Monteiro de Barros e demais proponentes impuseram o tema na agenda política. Com a dévida vénia, recupero as interrogações:&lt;br /&gt;1) O risco e as consequências de acidente: são diversos os exemplos de acidentes com menores ou maiores consequências, desde os casos mais conhecidos de Three Mile Island a Chernobyl às pequenas avarias que são reportadas em muitas centrais e que não são conhecidas publicamente. Apesar da maior segurança das novas centrais nucleares, as consequências de um acidente grave podem ser dramáticas e globais; no caso de Portugal, o risco sísmico é um factor determinante, sendo que a sua localização teria sempre de ter lugar junto a rio ou no litoral por causa da refrigeração da instalação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Os resíduos radioactivos: não há até agora no mundo um solução definitiva para o armazenamento seguro dos resíduos radioactivos, representando tal uma ameaça em termos do seu transporte e do seu armazenamento, com óbvios custos acrescidos nomeadamente em termos de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A segurança face a atentados: é de momento uma das maiores preocupações nos países desenvolvidos com custos acrescidos muito elevados, tendo recebido um destaque recente da revista "Time" que noticia o facto de as centrais nucleares serem o alvo preferido para ataques terroristas. Os valores dos seguros associados são enormes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) o custo: os custos de investimento e o tempo associado à sua construção são muito maiores em comparação com centrais termoeléctricas recorrendo a outros combustíveis apesar dos custos de exploração até poderem depois ser na mesma ordem de grandeza; as diferenças entre o dinheiro efectivamente gasto e o planeado pode chegar até sete vezes mais, ficando-se totalmente dependente de tecnologia estrangeira e sem economia de escala dada a fraca dimensão do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que na Europa se desmantelam projectos em fim de vida e há escassas notícias sobre reinvestimentos no sector fora dos Estados Unidos, os proponentes da energia nuclear propõem-se caminhar na direcção contrária da corrente, formosos e seguros das suas convicções. Não resisto por isso a partilhar uma anedota com os leitores –  adequada, creio, às circunstâncias. Depois de muito caminhar num túnel escuro, o viajante avista ao longe uma luz. É a saída, pensa. Apressa o passo na direcção da luminosidade, que lhe parece cada vez mais próxima. Cada vez mais perto, ele acelera, radiante. Infelizmente, a luz não era a saída. Era um comboio na direcção contrária!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112093321677668945?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112093321677668945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112093321677668945&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112093321677668945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112093321677668945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/07/soluo-fcil.html' title='A Solução Fácil'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-112066735982461211</id><published>2005-07-06T16:55:00.000+01:00</published><updated>2005-07-06T17:36:49.106+01:00</updated><title type='text'>Gigantesco Tiro de Pólvora Seca</title><content type='html'>Os textos de jornal nem sempre estão correctos. O leitor aceita a premissa, sobretudo porque admite o princípio de que a rotina jornalística é apertada, opera em horários muitos condicionados e o equilíbrio é instável. Mas julgo que ninguém tolera o engano persistente, a gralha não corrigida e, muito menos, o erro propositado. &lt;br /&gt;Posto isto, passemos à manchete do "Público" de ontem. Na história do jornal lisboeta, adivinho poucas manhãs mais embaraçosas do que a de ontem. Imaginem o cenário. Um jornal com uma manchete desmentida imediatamente a meio da manhã e, pior do que isso, comprovando uma notícia de capa do principal rival na semana anterior. &lt;br /&gt;Titulava o jornal que os empreendimentos da Ota e do TGV seriam adiados para a próxima legislatura. Prognóstico lógico, tanto mais que o primeiro-ministro daria, no próprio dia, uma entrevista televisiva onde deveria anunciar novidades. E essa era uma das possibilidades (com a qual, aliás, concordo plenamente).&lt;br /&gt;A meio da manhã, os serviços informais da República começaram a desmentir a notícia, confirmando a intenção do governo PS de avançar já para as obras (megalómanas). O "Diário de Notícias", na pista certa, juntou mesmo mais dados, anunciando a participação de privados na operação e acrescentando as conclusões da auto-estrada até Bragança e da CRIL. &lt;br /&gt;A credibilidade de um jornal é o seu património. Sem ele, o periódico fica condenado perante os parceiros informativos e a opinião pública. Esperava por isso ler hoje um pedido sincero, e sem reservas, da informação ontem veiculada. Bem posso sentar-me à sombra, enquanto espero.&lt;br /&gt;José Manuel Fernandes, director do jornal, limitou-se a comentar as opções do governo, sem uma única palavra sobre a manchete que entendera erradamente difundir. Não tinha esse direito. Perdeu-o quando abdicou de explicar aos leitores as circunstâncias que produziram uma manchete a 180 graus do alvo. Esfarrapada, colada com cuspo ou substanciada, merecíamos uma explicação.&lt;br /&gt;Na secção de economia, a cobertura do Programa de Investimentos em Infra-estruturas Prioritárias dedicou um parágrafo ao tema, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O PÚBLICO adiantava ontem que as obras propriamente ditas de construção destas infra-estruturas só deverão começar na próxima legislatura, sendo os investimentos previstos até 2009 para fazer estudos, projectos de engenharia e expropriações. Em comunicado, o Ministério desmentiu qualquer adiamento nos projectos, argumentando que, pelo contrário, estava a retomá-los, depois de estarem ‘paralisados nos últimos três anos’»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lê-se e não se acredita. Lamento informar o autor da notícia, mas o PÚBLICO de ontem dizia mais do que isso. A manchete do PÚBLICO até era mais categórica, não deixando espaço para dúvidas. E o PÚBLICO de ontem estava redondamente errado [mesmo que a opção governamental seja questionável]. Sem um sincero pedido de desculpas, repito, nada do que o PÚBLICO tenha para dizer volta a ser minimamente respeitável. Às vezes, é no melhor pano que cai a nódoa. Mas é a forma encontrada para a limpar que distingue os nobres dos pobres de espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-112066735982461211?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/112066735982461211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=112066735982461211&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112066735982461211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/112066735982461211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/07/gigantesco-tiro-de-plvora-seca.html' title='Gigantesco Tiro de Pólvora Seca'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-111878204671165940</id><published>2005-06-14T21:47:00.000+01:00</published><updated>2005-06-14T22:18:36.376+01:00</updated><title type='text'>Tempo de antena</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/131/2984/640/promo.jpg'&gt;&lt;img border='0' class='phostImg' src='http://photos1.blogger.com/img/131/2984/320/promo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota de redacção: As próximas linhas são da responsabilidade exclusiva do interveniente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum dos estimados leitores quiser aparecer na próxima quinta-feira, às 17h, na Universidade Católica de Lisboa, poderá ouvir as minhas sábias palavras, no ciclo de seminários de investigação organizado por esta instituição. Clique na imagem para ver o programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DE TEMPO DE ANTENA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-111878204671165940?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/111878204671165940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=111878204671165940&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111878204671165940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111878204671165940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/06/tempo-de-antena.html' title='Tempo de antena'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-111868531302881160</id><published>2005-06-13T18:48:00.000+01:00</published><updated>2005-06-13T18:55:13.033+01:00</updated><title type='text'>Ícones</title><content type='html'>As árvores morrem de pé. Alejandro Casona, 1949.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-111868531302881160?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/111868531302881160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=111868531302881160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111868531302881160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111868531302881160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/06/cones.html' title='Ícones'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-111868197507111331</id><published>2005-06-10T17:53:00.000+01:00</published><updated>2005-06-13T18:19:58.576+01:00</updated><title type='text'>Também acontece</title><content type='html'>(Washington, 10 de Junho - Crónica final) Um processo judicial iniciado em 2003 está agora em vias de resolução, e o seu desfecho afigura-se relevante para o público português. Refiro-me à investigação que incidiu sobre as alegadas irregularidades da actividade de uma conhecida ONG: a Nature Conservancy. O processo que a seguir resumo não deve ser entendido como um sinal de reprovação extensível a casos portugueses ou norte-americanos. Mas é forçoso que não tomemos como certa a independência e autonomia de cada agente social (como aliás nos demonstra a recente vocação política de Sá Fernandes).&lt;br /&gt;A comissão financeira do Senado americano apurou, segundo a imprensa (ainda não foram publicadas as conclusões oficiais) que a Nature Conservancy (NC) abusou da isenção fiscal a que tinha direito, uma vez que as ONG norte-americanas estão dispensadas de pagamento de imposto desde que que não ultrapassem determinado limite orçamental. Segundo a acusação, os bens da NC terão aumentado exponencialmente, superando quatro mil milhões de dólares em 2004, volume esse que obrigaria legalmente a associação a abdicar das regalias fiscais. Convenhamos que com tal actividade financeira o conceito de organizção sem fins lucrativos se tornava difuso.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a associação alegadamente utilizou bens e serviços adquiridos em regime de doação, para realizar negócios privados com alguns dos seus administradores.&lt;br /&gt;Reportagens do "Washington Post" de 2003 acusaram a associação de ter ainda beneficiado empresas com cadastro em processos de poluição, de ter permitido negócios madeireiros e petrolíferos em terrenos por si administrados e classificados como áreas protegidas; e, por fim, o jornal acusou ainda a associação de ter comprado terrenos beneficiando dos mecanismos legais favoráveis à permuta do uso de propriedade (de agrícola para ecológica), vendendo-os posteriormente a administradores da própria NC ou a empresas por eles controladas.&lt;br /&gt;A investigação já produziu resultados palpáveis, ao desencadear a acção do senado e ao provocar a demissão em bloco dos quadros administrativos da NC. Nas próximas semanas, saber-se-á a que sanções concretas estará a organização sujeita.&lt;br /&gt;Entretanto, a administração Bush apressou-se a revelar a necessidade de clarificar as relações por vezes nebulosas entre ONG, os seus bens e os seus benfeitores. Aguarda-se um pacote legal mais restritivo para a acção deste tipo de movimentos sociais.&lt;br /&gt;Não creio que o processo pudesse ter semelhantes contornos em Portugal, e a experiência que colhi, junto de uma ONG que tratei num projecto académico, mostrou total abertura de contas e processos. Mas reafirmo que devemos olhar com natural preocupação para o processo da Nature Conservancy. Em primeiro lugar, porque creio que a gestão financeira de bens sai claramente da alçada tradicional de uma ONG; por outro lado, casos como este morrem muito depois da mera aplicação de medidas legais e têm repercussões duradouras. Quem volta a confiar nuam ONG depois de ter sido moralmente ludibriado? Como num sismo, a onda de choque demorará a fazer-se sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-111868197507111331?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/111868197507111331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=111868197507111331&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111868197507111331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111868197507111331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/06/tambm-acontece.html' title='Também acontece'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8635944.post-111841304320759979</id><published>2005-06-09T15:12:00.000+01:00</published><updated>2005-06-10T15:18:51.650+01:00</updated><title type='text'>Pongo</title><content type='html'>A propósito de grandes conferencistas científicos, de anúncios pomposos de descobertas e de falsos ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;A grande novidade em Londres é a chegada de um hóspode ilustre – o sr.Pongo. Quem é o sr. Pongo?  (…) O sr. Pongo não é um príncipe, nem um general, nem um escritor, nem um descobridor, nem sequer um rabequista – é simplesmente um macaco. Mas que macaco! É um gorilha [sic]: o primeiro,o único que tem vindo à Europa! (…) Comia ordinariamente farináceos e frutas, mas ultimamente o seu guarda, tendo-lhe dado um pedaço de bife, notou que Pongo o devorava com singular apetite. Começaram a dar-lhe carne e água; come tudo o que come um gentleman: o seu almoço é como o de qualquer de nós – ovos e costoletas ao breakfast. Veio-se à conclusão que poderia beber tudo – desde Bordéus até Moet et Chandon. (…) Milhares de pessoas afluem a admirar esta espécie de homem primitivo, que há alguns mil anos era o que havia de mais perfeito na superfície da Terra, e era então o rei da Criação! Quem sabe se daqui a alguns mil anos, quando a raça humana, tal qual é hoje, tiver quase desaparecido para dar lugar a uma forma humana mais perfeita, um sábio então não encontrará, nos desertos ou nos bosques, um último homem e não virá expô-lo nalguma Londres dessa época? E os seres mais perfeitos de então virão contemplar com espanto o seu antepassado, o homem, como nós hoje contemplamos o nosso antepassado, o gorilha!” (…) Pongo até agora, dorme bem, almoça o seu beefsteak, janta sopa, roast.beef e sobremesa, fuma três ou quatro charutos por dia, palita os dentes, dorme a sesta – e faz tudo o que faz qualquer inglês, excepto ter uma opinião sobre a Questão do Oriente, o que é, penso eu, uma qualidade a seu favor&lt;/em&gt;!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eça de Queiroz, in "Cartas de Inglaterra"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8635944-111841304320759979?l=ecosferaportuguesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/feeds/111841304320759979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8635944&amp;postID=111841304320759979&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111841304320759979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8635944/posts/default/111841304320759979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ecosferaportuguesa.blogspot.com/2005/06/pongo.html' title='Pongo'/><author><name>Gonçalo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01757212344585956921</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_PgwpStlThhg/SXNi0PR8m3I/AAAAAAAAACU/duMsDt2XEvM/S220/caricatura.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
